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À espera de um milagre - Stephen King

>>  sexta-feira, 16 de julho de 2010



KING, Stephen.À espera de um milagre. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2000. 232p. 

“Cada um de nós tem compromisso com a morte, não há exceções, sei disso, mas às vezes, oh meu Deus, o Corredor da Morte é muito comprido.”

À espera de um milagre foi o livro que escolhi para o Desafio Literário no mês de julho. O tema do mês é um livro adaptado para o cinema, para conhecer os livros escolhidos pelos outros participantes clique AQUI.

Acho que esta é uma história que a maioria das pessoas já conhece, quase todo mundo viu o ótimo filme estrelado por Tom Hanks no papel de Paul Edgecombe. Eu já vi o filme várias vezes e sempre me emocionei, tinha muita curiosidade para ler o livro e ver as diferenças. Não sei se vocês sabem, mas originalmente este livro foi publicado separadamente em seis fascículos com o nome de “O corredor da Morte”. O autor explica a experiência inédita, o sucesso com o público e fala até de alguns anacronismos que podemos perceber durante a leitura, já que como fascículo o livro foi escrito muito rápido e ele não teve muito tempo para pesquisar e rever alguns dados. Mas vamos à história.

O livro é contado por Paul Edgecombe hoje um idoso que vive em uma casa de repouso, ele volta ao tempo e narra suas experiências como chefe dos guardas na Penitenciária de Cold Mountain, mais precisamente no corredor da morte. Acompanhavam os últimos dias dos condenados, assassinos cruéis e perigosos, capazes de qualquer coisa, muito cientes de que o Estado não poderia eletrocutá-los mais de uma vez. 

Nada que aconteceu durante todo seu trabalho na penitenciária se comparou ao estranho e misterioso John Coffey, que chegou ao Corredor em 1932 ao ser condenado pelo assassinado brutal de duas meninas, as gêmeas Detterick. Um negro, sem instrução, encontrado ao lado dos corpos ensangüentados, em uma época em que o negro já seria condenado antes mesmo de ser julgado, mas Paul suspeitava que aquela não fosse a verdadeira história. Que existiria outra verdade. 

No Bloco E ficamos conhecendo os guardas Dean Stanton, Harry Terwilliger, Brutus Howell (conhecido como Brutal) e Percy Wetmore. Percy era cruel e ignorante, mas os outros guardas eram obrigados a tolerar suas maldades devido ao seu parentesco com o Governador. Foi Percy que introduziu John Coffey no bloco, enquanto berrava “Homem morto caminhando! Homem morto caminhando por aqui!”

“John Coffey era preto, como a maioria dos homens que vinha passar uma temporada no Bloco E antes de morrer no colo da Velha Fagulha e tinha dois metros e cinco de altura. Mas não era todo comprido e fino como aqueles sujeitos de basquete na TV – tinha os ombros largos, o peito estufado, coberto de músculos em todas as direções. Tinham posto nele uma roupa azul de brim do maior tamanho que encontraram no depósito, mas ainda assim as bainhas das calças ficavam a meia altura de suas barrigas da perna, encalombadas e cheias de cicatrizes. A camisa estava aberta até abaixo do peito e as mangas paravam em algum lugar dos antebraços...Dava a impressão de que poderia ter rompido as correntes com que estava preso com a mesma facilidade com que se rompem as fitas de presentes de Natal, mas quando se olhava nos seus olhos via-se que ele não ia fazer nada disso.”

No Bloco E também ficamos conhecendo os outros presos como o índio Arlen Bitterbuck, o francês Eduard Delacroix e seu rato amestrado o Sr. Guizos; o sinistro Willian Wharton que se deixassem faria o inferno na prisão. No decorrer da história estranhamente alguns destes presos acabam interligados, para o bem ou para o mal.

A história de John Coffey e o que ela desencadeia é emocionante, a união do drama com o sobrenatural também. John te faz acreditar, em Deus, em milagres, em algo mais. Apesar que acho que todos já viram o filme, não vou contar mais aqui senão seria spoiler. 

Assim como o filme, o livro emociona. Mesmo já sabendo muito do que ia acontecer e agora posso dizer que o filme foi bem fiel ao livro, me emocionei em várias partes. Foi engraçado ver o contraste de alguns presos condenados por assassinatos acabarem sendo vistos como boas pessoas, enquanto um guarda era visto como a escória do lugar. John Coffey é um caso a parte, despertou pena, tristeza, simpatia, um personagem tão complexo que é difícil de descrever, uma criança no corpo de um brutamonte. 

Este foi um livro que terminei e fiquei pensando porque não tinha lido antes, para quem gostou do filme tenho certeza que vai adorar, já Stephen King acho que dispensa comentários, perfeito. 

Site oficial do filme: http://thegreenmile.warnerbros.com

Sobre o filme: À Espera de um Milagre
Título original: The Green Mile
Lançamento: 1999
Direção: Frank Darabont
Atores: Tom Hanks , James Cromwell , Michael Clarke Duncan , Bonnie Hunt , David Morse
Duração: 188 min
Gênero: Drama

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