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Viajando no mundo das cores

Eu sou Deus - Giorgio Faletti

>>  sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

FALETTI, Giorgio. Eu sou Deus. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2011. 368p. Título original: Io sono dio.

“Encontro um botão e aperto com delicadeza.
E mais um.
E outro ainda.
Um instante ou mil anos depois, a explosão é um trovão sem temporal, a terra recebendo o céu, um momento de libertação.
Depois, os gritos, a poeira dos carros que se abalroam, e as sirenes que avisam que para muitas pessoas atrás de mim os oito minutos chegaram ao fim.
Esse é o meu poder.
Esse é o meu dever.
Esse é o meu querer.
Eu sou Deus.”

Nova York está em chamas, o caos toma conta da cidade. A população está em pânico, a polícia não tem pistas... CIA, FBI, todas as agências procuram desesperadamente por um rosto. Mas ele não tem rosto, nem nome, nem passado e nem futuro. Ele é alguém que já caminhou pela cidade e que agora decidiu que o destino pode ser mudado com o apertar de um botão. Eu sou Deus de Giorgio Faletti hoje no blog.

Depois dos atentados de 11 de setembro a vida dos cidadãos americanos nunca mais foi a mesma, o medo e terror são companhias diárias e aquela tragédia nunca será esquecida. E agora tudo parece estar acontecendo novamente, uma explosão, uma grande tragédia e pelo que tudo indica está apenas começando.  

Todas as agências de segurança do Estado estão tentando descobrir a origem de tamanha tragédia, nenhum grupo terrorista ainda se pronunciou, não existem pistas, não existe nenhum indício de quem seja o culpado, mas sabem que a explosão foi proposital.

Na polícia de Nova York a detetive Vivian Light é um modelo de conduta, competente e segura de si dedica toda sua vida ao trabalho; até porque sua vida pessoal está longe de andar bem, sua irmã está internada, sua sobrinha em uma casa de desintoxicação e seu último relacionamento amoroso foi um desastre. Seu último caso é uma incógnita, um corpo encontrado enterrado em um prédio a mais de quinze anos, sem pistas e sem identidade.

Russell Wade já tinha sido um fotografo, já tinha sido famoso e hoje nem o nome de prestígio de seu pai o livrava da ruína. Depois de uma noite na cadeia, afundado em dívidas, drogas e álcool ele não tem muitas razões para viver.  Mas uma visita ao seu fornecedor muda tudo.

O Padre Michael McKean era um grande nome na comunidade, diretor da Joy onde morava a sobrinha de Vivian, era querido por todos os jovens e amado pela comunidade. Mas sua fé será irremediavelmente testada e ele terá que descobrir se sua fé em Deus se fortalece ou se esvai, quando contrastada com a pura maldade humana.

De uma forma ou de outra todos os três terão suas vidas modificadas por aquela tragédia. Vivian se vê diante da maior investigação de sua vida, Russell vê uma chance de dar a volta por cima. O destino ou o acaso pode mudar a vida de todos, em oito minutos ou talvez menos.

Ele era a causa, a conseqüência e a razão. Milhares de vidas para sempre transformadas. Um homem sem rosto vaga pela cidade, depois de ter toda sua vida e sonhos destruídos por uma guerra. Um rapaz foi voluntário no Vietnã, deixou para trás a mulher que amava, seus sonhos e seu futuro. Aquilo que volta da guerra não era mais um homem,  era algo desprovido de vida que exigia vingança, reparação.

Os livros de Giorgio Faletti se diferem e muito dos thrillers policias que estamos acostumados a ler, o autor se aprofunda de tal maneira em seus personagens que você cria vínculos com o herói, com a vítima e até com o assassino. Quem ainda não conhece o estilo pode achar o início da leitura monótono ou muito descritivo, para mim a construção dos personagens é perfeita.

Mas leiam conscientes desta diferença, o mote principal não é de um thriller policial alucinante, é mais profundo, trabalha o psicológico dos personagens; tem suspense, mistério, mas também tem romance, dramas e desilusões. O que para mim é muito mais interessante, para um outro leitor pode ser “parado”.

Não existem personagens em suas tramas que não tenham sua história contada, é um dos aspectos que mais gostei no livro. Em Eu sou Deus o assassinato é menos pessoal do que em Eu Mato, por isso as descrições não são tão sanguinolentas ou cruéis. Eu Mato continua sendo meu preferido, mas o novo livro não me decepcionou. 

Os personagens principais são apaixonantes, Vivian com sua força e suas tiradas sensacionais e Russell com seu jeito perdido e abandonado. Ela faz bem o estilo policial durona e ele o rebelde sem causa, que passou a vida a sombra do irmão e que agora precisa achar seu caminho.

O livro me deixou com algumas dúvidas, no final fiquei pensando em alguns detalhes que para mim não se encaixaram perfeitamente, mas não da para descrever mais aqui senão seria spoiler. Mas isso não me fez desgostar em nada do livro, devorei a leitura doida para saber o final.

Giorgio Faletti entrou para a minha lista de autores favoritos, pretendo ler todos os livros do autor que forem lançados por aqui e estou ansiosa pelo próximo.  Recomendo, faço propaganda e assino embaixo. ^^

Avaliação (1 a 5):

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