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Sobre cupidos

>>  sábado, 12 de março de 2011


Marcelo, Marmelo e Martelo me fez questionar os mais profundos enigmas filosóficos. Com o Diário de Anne Frank eu vivi aventuras, um dia após o outro. Eu queria revolução e por isso Pollianna, de Eleonor H. Potter, jamais me comoveu. Ao contrário de Cem Anos de Solidão que me enchia os olhos de lágrimas de tanto encantamento. Sofri mais que Rodion, em Crime e Castigo, só pra decorar o nome os envolvidos na trama. Como não sofrer com criaturas que se chamam Raskolnikov, Svidrigailov, Petrovitch? E, me apaixonei perdidamente pelo Marcinho VP, de Abusado.

Um livro pode significar o início de um belo relacionamento. Esse envolvimento é sentimental. Em passeios pelas gôndolas cheias de livros mantive namoros longos com certas obras e julgamentos precoces com outras. Nesses passeios, nunca encontrei essa mocinha de coque, óculos de gatinha e dedo em riste fazendo “shiiii”. Ela, eu nunca vi. Mas eu sempre soube que por trás daquilo tudo havia um cupido, um frecheiro atento, um zelador, um guardião da história, um bibliotecário, um gestor da informação.

A ele cabe mediar o acesso ao conhecimento, não só nas bibliotecas, mas em qualquer lugar onde se pretende preservar a memória, para que as gerações seguintes não tenham que redescobrir a roda todo dia.

O bibliotecário tem a oportunidade real de transformar informação em fonte de conhecimento, compreensão e conexão entre pessoas e povos. É o que forma nossas premissas, nossas referências, nosso porto. A informação que ele analisa, organiza e administra pode ser surpreendente, apenas bela ou pode tornar o nosso olhar para o cotidiano, um pouco mais rico, prático ou mágico. E, neste momento, é que está o seu poder de transformação. Parabéns a estes operários da informação, pelo Dia do Bibliotecário.

 * Tirinha publicado na Folha em 26 de maio de 2010.


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