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Viajando no mundo das cores

Entrevista - Felipe Santos

>>  quinta-feira, 30 de junho de 2011

Ele queria que seu livro fosse o mais real possível e para isso em sua obra O preço da imortalidade, Felipe Santos diz não achar que o "herói" seja responsável por todos os atos heróicos, valentes e inteligentes. E nas 542 páginas de seu primeiro livro ele explora ao máximo todos os seus personagens e cria personagens secundários fortes, atraentes e diretamente envolvidos com a trama.

Natural do Amazonas e criado no Rio de Janeiro o autor escreve desde os 17 anos, adora criar tramas sobrenaturais e é viciado em livros. Como resultado seu primeiro livro está concorrendo ao prêmio Códex de Ouro 2011 na categoria sobrenatural/terror.

Nesta entrevista exclusiva ao Viagem Literária, Felipe releva um pouco sobre si mesmo, sua obra medieval e seus sonhos. Boa leitura!

Para começar, fale um pouco sobre você e sua carreira para os leitores.
Felipe - Olá a todos. Meu nome é Felipe Santos e sou o autor do “O Preço da Imortalidade”. Nasci no Amazonas, mas moro no Rio de Janeiro desde que eu tinha um mês de idade. Adoro criar tramas sobrenaturais, gosto de cozinhar e sou viciado em livros (tenho uma pilha atual com mais de trinta para ler). Escrevo desde os meus 17 anos e “O Preço da Imortalidade” foi o meu primeiro livro publicado. Nesses dez meses de publicação mais de 800 exemplares já foram vendidos e o livro foi indicado ao prêmio Códex de Ouro 2011 na sessão Sobrenatural/Terror.

Li que você começou a escrever este seu primeiro livro muito cedo e ele tem uma excelente base histórica. Como foi a pesquisa e este processo de construção?
Felipe - Foi bastante trabalhosa (rsrsrsrs). Eu queria tornar o cenário do livro o mais real possível e, por isso, dediquei dois anos pesquisando a Inglaterra medieval. Busquei as informações em bibliotecas, comprei inúmeros livros e a internet, é claro, foi uma fonte valiosa.

O livro é composto de 542 páginas, onde tanto o protagonista quanto os personagens secundários são bem descritos e seus dramas e paixões parecem claros para o leitor. De onde veio essa preocupação, de explorar o máximo de cada personagem?
Felipe - Queria que o livro fosse o mais real possível e, por esse ponto de vista, não acho que o "herói" seja responsável por todos os atos heróicos, valentes e inteligentes da trama. Queria que mesmo os personagens secundários fossem fortes, atraentes e que pudessem participar diretamente da trama. Talvez eu possa até dizer que "O Preço da Imortalidade" tem vários personagens principais. Queria que os leitores entendessem a motivação de cada vampiro. Acho que consegui alcançar sucesso nessa intenção porque muitos leitores amam Arctos de Pontis, Richard Blane, William das Trevas e Reinald Galf, mas detestam William Brenauder.

William Brenauder era um camponês de 16 anos, que perdeu a família drasticamente e que se descobre sozinho e dono de um destino que ele não desejava: ser um vampiro. O protagonista é um personagem que passa por vários conflitos. O que há de você nesse personagem, existem características similares entre o escritor e o personagem?
Felipe - Bom. Eu não fui transformado em vampiro e nem tenho um lado negro assombrando a minha mente (rsrsrsrsrs). Mas imaginei como seria ser transformado em um. Muitos de nós já sonharam (ou sonham) em ser um vampiro. Talvez a beleza e a sedução sobrenatural te atraía, talvez seja a força e a velocidade sobrehumanas ou talvez você só sonhe com a imortalidade. Mas você consegue se imaginar matando alguém para beber o seu sangue? Como seria isso? Essa dúvida é a minha única ligação com William. Cada personagem tem uma parte de mim, mas me identifico mesmo com um personagem que não revelo ainda quem é (rsrsrsrs).

O preço da imortalidade mostra os vampiros da forma em que eram explorados nos primeiros livros, mortais e sanguinários, violentos e poderosos. Você se inspirou em que no desenvolvimento desta mitologia?
Felipe - Minha base de inspiração foi o vampiro eslavo, o mesmo vampiro que originou o famoso Conde Drácula. Sempre gostei desse vampiro clássico, forte, sombrio e sedutor. Uma parte da influência também veio de Anne Rice, com seus vampiros sempre cheios de uma dor moral.

“O preço da imortalidade” transporta vampiros para um ambiente feudal do ano de 1213. Como surgiu a inspiração para a criação destes personagens neste período específico? Você, por acaso, já imaginou ou tentou escrever uma história similar nos tempos atuais? 
Felipe - Sempre gostei da era medieval e daí surgiu essa ideia de criar uma história de vampiros nessa era sombria. O ano de 1213 não foi escolhido ao acaso. Ele faz parte do reinado do rei João Sem Terra, que faz parte da mitologia de Robin Hood e realmente existiu. Meu segundo livro se passa no tempo atual. Também já escrevi alguns contos de terror/sobrenatural baseado no Brasil na era atual.

E esta grande onda de livros sobre o tema ajuda ou dificulta na divulgação/venda do livro?
Felipe - As duas coisas. Por um lado, vampiros são um tema que estão sempre na moda. Temos por aí vários opções de leitura para todas as idades e gostos. Esse público acaba sempre procurando por novidades e um novo livro é sempre bem-vindo. Por outro lado, a presença de muitos livros pode saturar o leitor, que pensa “que saco, mais um livro sobre vampiros” e logo procura outros gêneros. Daí a importância de um diferencial. No caso, “O Preço da Imortalidade” é o único livro que trata de vampiros medievais.

Quais são suas leituras preferidas deste gênero?
Felipe - Dentro do gênero sobrenatural tenho vários livros preferidos. Gosto do Drácula (Bram Stoker), a série Os Sete e Bento (André Vianco), Anjos – A face do mal (Nelson Magrini), Eu sou a lenda (Richard Matheson), Crônicas Vampirescas (Anne Rice) e vários e vários outros.

Um dos temas que perpassa “O preço da imortalidade” é a culpa. Autores tradicionais como Clarice Lispector e Guimarães Rosa, por exemplo, já escreveram sobre esse tema. O que o levou a caracterizar o protagonista, em alguns momentos, com essa característica?
Felipe - Pensei que essa seria uma situação real em que um camponês fervoroso em Deus se depararia ao se transformar em um vampiro; uma criatura amaldiçoada a beber do sangue de humanos. Gosto também da divisão entre a culpa de William em matar seres humanos e a sua busca por vingança, que por si só necessita que ele aceite esse lado assassino do vampiro.

Percebi durante a leitura, principalmente no personagem de William, que apesar de seu instinto assassino e de sua nova vida como vampiro ele pondera e analisa suas ações e faz algumas reflexões sobre vida, fé e sobre os vampiros e humanos com quem ele convive. Fale um pouco sobre o personagem e sobre a divisão William e William das trevas.
Felipe - William é um personagem em perfeito conflito moral. Como um jovem camponês que acredita veemente em Deus tem sua fé abalada porque ele acredita estar amaldiçoado. Seu objetivo passa a ser uma busca por uma possível redenção. Para complicar a sua vida imortal, sua família toda foi morta durante uma revolta camponesa e ele precisa encontrar o assassino da sua família para honrar seu nome. Mas para isso William precisa aceitar sua nova condição, um assassino interior que nasceu quando ele se transformou em um vampiro: William das Trevas. Ao final do livro uma escolha é feita; o verdadeiro preço da imortalidade.

Você tem outros projetos literários em andamento? Fale um pouco sobre seu próximo livro.
Felipe - Tenho alguns projetos em andamento. Recentemente fui convidado para escrever um conto de terror sobre lendas nacionais. Também estou escrevendo meu segundo livro. Será uma aventura atual que se passa no Brasil misturando mais elementos do terror. Não posso adiantar muito mais ainda. Um esboço para uma segunda aventura com William Brenauder também está em andamento.

Em sua opinião como está o mercado brasileiro de publicação? Fale sobre o processo para conseguir uma Editora, o retorno dos leitores. E para você qual a importância da blogosfera neste processo?
Felipe - O mercado brasileiro para a Nova Literatura Nacional está bastante aquecido. Aos poucos, o preconceito de leitores contra a literatura nacional está caindo, temos um espaço maior nas livrarias e as editoras estão mais propensas a publicar nossos livros. Eu tentei algumas poucas editoras, mas logo me acertei com a Novo Século. Muitos pensam que o mais difícil é escrever e publicar um livro. Tão difícil quanto este processo é a divulgação do seu livro.
O retorno está sendo uma surpresa. Tenho recebido muitas críticas positivas e construtivas sobre o livro, o que me impulsiona a escrever novos livros. Gosto de ressaltar essa receptividade dos leitores. Foram eles que compraram mais de 800 livros meus e muitos vem me cobrando novos livros. A blogosfera é essencial nesse processo de divulgação. A maioria dos autores, como eu, não tem dinheiro para montar grandes peças publicitárias. Por isso, esse trabalho de formiguinha dos blogueiros é importantíssimo para nós, autores nacionais.

Um breve bate-papo:

Quando escrevo, me desligo do mundo
O que me inspira, a mitologia que cerca o desconhecido
No meu tempo livre, leio livros e vejo séries
Não saio de casa sem um livro na mochila para ler no ônibus
Estou lendo A essência do dragão (Andrés Carreiro)
Meu livro de cabeceira é O Preço da Imortalidade
Sou fã de André Vianco
Não gosto de acordar cedo
Meu maior sonho é ver meu livro se tornar um best-seller e se transformado em um filme.
Não viveria sem a minha noiva. Não consigo me imaginar sem o amor dela.
Estou a procura de um assessor de imprensa
Um livro nacional que eu li e gostei Anjos – A Face do Mal de Nelson Magrini (li e recomendo fortemente a leitura).
Meu personagem preferido é não posso revelar.
O preço da imortalidade é para mim a realização de um sonho.
Uma frase “Se a morte fosse um bem, os deuses não seriam imortais”.

Felipe quero agradecer novamente pela entrevista e pela oportunidade de conhecer um pouco mais sobre você e de ler O preço da imortalidade. Quer deixar alguma mensagem aos leitores do blog?
Felipe -  Fernanda, eu que agradeço pela oportunidade dessa conversa. Quem comprar “O Preço da Imortalidade” vai ter a oportunidade de ler uma aventura medieval com vampiros clássicos e outros seres sobrenaturais. Acompanhe William Brenauder nessa jornada de descobrimento de um mundo cheio de intrigas, inveja, corrupção e injustiça. Acompanhe as batalhas memoráveis e épicas. Quero convidá-los a entrar na Floresta das Trevas e desafiá-los a saírem de lá ilesos. E por fim descubram o preço a se pagar pela imortalidade. Quem quiser me escrever é bem-vindo (fsantos.escritor@gmail.com). No meu blog williambrenauder.blogspot.com você vai encontrar várias curiosidades e notícias sobre a era medieval, além de acompanhar um pouco sobre o meu trabalho. “O Preço da Imortalidade” pode ser encontrado nas grandes livrarias (Submarino, Saraiva, Cultura, Nobel). Quem quiser comprar um livro por um preço mais acessível e frete grátis, além de vir com uma dedicatória exclusiva é só comprar pelo meu blog. Um grande abraço a todos.

Felipe Santos é o autor nacional do mês de junho no Viagem Literária. Se você ainda não conhece o trabalho do autor participe da promoção aqui no blog que fica no ar até dia 02.07.2011 (sábado) e concorra a 1 exemplar de O preço da imortalidade.  

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