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Questões do coração - Emily Giffin

>>  sexta-feira, 26 de agosto de 2011

GIFFIN, Emily. Questões do coração. São Paulo: Editora Novo Conceito, 2011. 440p. Título original: Heart of the matter.

“E, depois de comermos, bebermos e lembrarmos o passado, tirou as chaves do bolso e esculpiu nossas iniciais na mesa grafite de canto. Entalhes habilidosos e profundos declarando seu amor. Eu não conseguiria pensar em um gesto mais doce até uma hora mais tarde, em um vagão vazio do metrô, quando tirou um anel de seu bolso e me pediu em casamento, prometendo me amar para sempre.” p. 223.

Emily Giffin é uma autora que tem fãs fieis, sempre li em vários outros blogs literários resenhas elogiando seus livros e sempre tive vontade de ler algo da autora. O que percebi depois da leitura foi que seus personagens são excepcionalmente bem construídos, tão reais que inspiram mais críticas do que simpatia – quem nunca errou que atire a primeira pedra, eles são totalmente humanos e passiveis de erros e desejos mesquinhos. Confira em Questões do coração de Emily Giffin.

Esta historia poderia nunca ter acontecido, talvez eles nunca teriam se conhecido, mesmo para uma cidade pequena a possibilidade era remota e até improvável. Mas o destino guarda suas próprias surpresas, ou talvez, o livre arbítrio faz com que cada pessoa escolha seu caminho e as conseqüências são definitivas.

Tessa Russo tinha uma promissora carreira de magistério, era apaixonada por seus alunos e pelo ato de ensinar. Um casamento com um renomado cirurgião pediátrico e dois filhos pequenos acaba por afastá-la de sua carreira, ela toma uma grande decisão e abandona a carreira para se dedicar aos filhos. Aparentemente a vida de Tessa era perfeita, seu marido é bem sucedido e uma pessoa espetacular e ela ainda é apaixonada por ele; seus filhos de 2 e 4 anos são lindos e perfeitos; tem uma ótima casa, uma família atenciosa e ótimos amigos.

Um observador mais atento irá perceber como Tessa se anulou naquela vida sem grandes propósitos, na rotina do dia a dia, nas fofocas das vizinhas e com as tarefas voltadas para a casa, às crianças e o marido. Verá que seu marido nunca está em casa, sua carreira o mantém preso no hospital por dias e noites e sua vida amorosa esfriou a algum tempo. Ela insiste em repetir o quando é abençoada, que não deveria reclamar e tenta entender a carreira de Nick.

O Dr. Nick Russo é o melhor cirurgião pediátrico da cidade e dedica a vida para salvar as crianças de um destino cruel. A vida de casado fica renegada a segundo plano, ama os seus filhos é claro, mas não tem paciência com as fofocas da vizinhança, as reclamações da sogra e o dia a dia do bairro em que vive.  Até que um garotinho lhe da um novo propósito, ele quer salvar Charlie e acaba se envolvendo muito mais do que deveria com o caso.

Valerie Anderson é advogada, mãe solteira e a muito desistiu dos homens. Dedica toda sua vida a seu amado filho de seis anos – Charlie, que nunca conheceu o pai. Ao seu lado está seu irmão gêmeo Jason, pronto para ajudar sempre que ela precisa.  Valerie é orgulhosa, venceu sozinha e prefere levar uma vida solitária.  


Mesmo contra sua vontade, acaba deixando que o filho vá para o aniversário de um amigo da escola, é a primeira vez que Charlie ficará longe dela por tanto tempo, uma noite de acampamento. 

É nesta festa que um trágico acidente acontece, ligando a vida desta três pessoas para sempre. Valerie em sua solidão confia todos os seus temores no Dr. Russo, ele tem pena da mãe tão sozinha e aos poucos eles vão ficando muito próximos. Tessa sente que o marido está mais distante do que nunca, uma leve desconfiança começa a rondar sua mente.  Todos os três vão questionar a vida que estão vivendo e desejarão mudá-la.

Impossível não se envolver com os personagens, tantos os protagonistas quanto os secundários. Charlie é meu personagens preferido na história, uma criança fofa e apaixonante; Jason o irmão gay de Valerie merecia maior destaque na trama, gostei muito deles; e para quem já leu O noivo da minha melhor amiga vai poder matar a saudade de Dex e Rachel, casal fofo – eu só assisti ao filme.

Falando dos protagonistas até agora não sei o que sinto por eles... Tessa  em um determinado  ponto fica chata, me deu preguiça de todas suas lamurias e reclamações, de não fazer nada para mudar sua vida, mesmo estando claramente insatisfeita. Não senti muita afinidade com Nick, em grande parte do livro ele se acha o maioral e só pensa em si mesmo; por outro lado adorei as cenas dele com Charlie. Gostei da Valerie, de seu jeito forte, lutador, inteligente e sem medo de lutar pelo que quer. Não que eu aprove todas as suas atitudes, mas torci para que ela fosse feliz no final.

Em muitos pontos achei a autora extremamente crítica e pessimista quando se trata de relacionamentos, ou feminista ao extremo quando se trata dos homens. Algumas passagens  são muito pejorativas – mesmo que ela tenha tentando dar um tom de humor. Olhem só, tenho muita preguiça disto:

“- Ela falou que casar é como ir ao restaurante com os amigos. Você pede o que quer, mas, quando ê o prato do seu amigo, se arrepende de não ter pedido um daquele.”

“Quando um homem abre a porta de seu carro para sua esposa, você pode ter certeza de uma coisa: ou o carro é novo ou a esposa é nova.” P.134

Apesar da observação acima gostei muito da escrita de Giffin, como disse no início fiquei espantada com sua capacidade de criar personagens de forma tão humana e tão real, mas não gostei do final. Eu esperava mais, queria alguns desdobramentos diferentes e depois de tantas páginas ainda senti muita coisa no ar e resultou na minha nota 3. 

Seu romance é muito realista, com todas as dores e decepções que podem fazer parte de uma relação, a questão maior é que se é isto que você procura em uma obra de ficção - eu normalmente prefiro o amor idealizado hehe. Se você é fã do estilo leia com certeza, a construção da trama vale a pena. Quero conhecer outros livros da Emily e ver se seguem o mesmo estilo. Quem já leu me conte o que achou. ^^

Avaliação (1 a 5):

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