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O vale dos anjos - Leandro Schulai

>>  sexta-feira, 2 de setembro de 2011

SCHULAI, Leandro. O vale dos anjos: O torneio dos céus - Parte 1. São Paulo: Editora Novo Século, 2010. 416p.

“Peço agora que liguem a tela grande e mostrem-nos os fatos da vida do senhor Dimitris, para que possamos decidir seu destino – e, assim, um dos anjos que compunha o júri se levantou e ligou a grande tela.”

Há mais coisas entre o céu e a terra, do que sonha a nossa vã filosofia" já dizia Shakespeare há séculos atrás e acredito que todo mundo já pensou nisso um dia, o que acontece após a morte? Eu com certeza nunca pensaria em um céu como o criado por Leandro Schulai, tão ou mais moderno que o mundo onde nós vivemos e cheio de magia. Acompanhe uma grande história de amor que sobrevive após a morte e a um torneio jamais visto na literatura em O vale dos anjos de Leandro Schulai.

Dimitris Saloustros vive em Atenas – Grécia com sua amada esposa Mariah, trabalha em uma empresa de informática e tem apenas 22 anos. Cheio de sonhos e planos, apaixonado pela esposa e com a vida toda pela frente – bom pelo menos poderia ter sido assim, mas um infarto fulminante culminando em um acidente de carro fatal termina com todos os seus sonhos.

Porém ao chegar “do outro lado” Dimitri guiado por Obelisco – um anjo guia de enterro tem como função auxiliá-lo no pós morte e na nova “vida” – descobre que terá que passar por um severo julgamento, onde irão decidir se ele irá para o paraíso ou para uma das sete prisões. Lá todas suas ações em vidas são colocadas na mesa, sua defesa pode garantir sua passagem para o paraíso.

Após o julgamento ele irá conhecer um mundo que nunca sonhou existir, com a ajuda de Anne – anjo cupido que realiza missões na terra para ajudar as pessoas a encontrar o verdadeiro amor e do misterioso Ramirez ele irá iniciar uma jornada emocionante e perigosa. Ele descobriu que nada é impossível, que com muito esforço talvez ele consiga voltar a terra, em forma física e ficar novamente ao lado de sua amada.

Dimitris tem então pouco tempo para aprender tudo sobre seu novo “corpo” após a morte, ele deverá aprender como manipular energia, descobrir quais poderes possuis e fortalecer corpo e mente para participar do maior torneio que já existiu. O torneio dos céus dava ao ganhador poderes suficientes para realizar seus sonhos, porém para ganhar ele teria que lutar contra pessoas mais fortes e mais bem preparadas do que ele, e vencer.

O vale dos anjos é sem dúvida uma trama muito original, no início tive dificuldade de assimilar o céu da forma que o autor criou, quase como um espelho da terra porém sem todos os problemas – ufa – como desigualdade social, doenças, poluição etc. Ver o céu com lojas, comida, carros, avião, cabines estranhas onde você meio que se teletransporta, celular com GPS e onde as pessoas dormem e comem – mesmo que nem sempre, depende do gasto de energia – foi bem estranho. Depois me acostumei e gostei muito da hierarquia e dos tipos de anjos; da forma como eles conseguem manipular energia e desenvolver poderes para correr, voar, ficar mais forte, etc; e do torneio dos céus.

Agora tenho que falar do que menos gostei, o livro tem inúmeros erros de revisão, achei que melhora um pouco na segunda parte, mas mesmo assim foi sofrido chegar até lá. Faltam parágrafos – alguns duram duas páginas - , sobram vírgulas – são tantas que tentei contar em um parágrafo e desisti, a expressão "o grego" aparece incontáveis vezes, tem muitos diálogos que achei bobos e desnecessários, como por exemplo:

“- Mestre Ramires, como você faz para criar um clone?
- Se você quer mesmo saber, então fique olhando.
 Ao terminar a frase, Ramirez levantou os braços e, depois, os colocou para os lados, em formato de cruz. Então gritou:
- Saia, clone!”

....
Foi um daqueles momentos, fecha o livro e pega de novo amanhã, hoje não consigo mais. Conversando depois com o Rafa e a Laila – Sobre Livros – fiquei sabendo que o primeiro livro está passando por uma revisão completa, mas não li revisto então paciência. Acho também que eu tinha uma expectativa bem maior para a obra porque antes de ler tinha lido algumas resenhas somente positivas.

Voltando a trama eu gostei dos personagens, gostei bastante de Dimitris, da cupido Anne e do jeito divertido de Obelisco. Não achei que a relação dele com Mariah era aquele amor todo para o personagem resolver mover céus – literalmente – para ficar com ela. Até porque no início do livro ele não para de dar cantadas fajutas em todo anjo que vê pela frente rs. Teria que ser melhor construído para eu endossar e torcer pelo romance, sou mais a Anne no céu que a Mariah na terra. 

Ai quando o torneio começa tudo volta aos trilhos, é muito legal. São aqueles combates de magia que lembram jogos e animes – não vou citar nenhum, não sou exímia conhecedora, mas prometo perguntar para o autor na entrevista – e ai não soltei mais o livro, acompanhei o torneio até o final. Mas, eis que não tem final! Tudo bem, tem continuação, mas nada é explicado. Por que Dimitris era tão foda? Por que Ramirez se interessou por ele? Quem é o cara estranho no trono? E o torneio? Não vejo como um gancho para a continuação, o me pareceu era que se terminava um capítulo, só que era o livro.

Agora resta esperar pelo lançamento do segundo livro, espero que não tenha os problemas de revisão do primeiro e que todos os mistérios sejam resolvidos. Quem já leu me conte o que achou, para mim o melhor foi a trama totalmente diferente e a imaginação do autor.

Leandro Schulai  é o autor nacional do mês de setembro no Viagem Literária, em breve teremos sorteio do livro e entrevista com o autor.

Avaliação ( 1 a 5):

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