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O céu está em todo lugar - Jandy Nelson

>>  segunda-feira, 31 de outubro de 2011

NELSON, Jandy. O céu está em todo lugar. São Paulo: Editora Novo Conceito. 2011. 424p. Título original: The Sky is everywhere.

“Viro de costas e logo em seguida estou abraçando meu travesseiro e beijo o ar com uma parcela vergonhosa de paixão. De novo não, penso. O que está acontecendo comigo? Que tipo de garota quer beijar todos os rapazes no meio de um funeral? Que tipo de garota quer agarrar um cara em uma árvore, depois de dar uns beijos no namorado da irmã (morta) na noite anterior? E, por falar nisso, que tipo de garota quer beijar o namorado da irmã?” p.100

Este é um dos livros mais lindos do ano, impossível não se emocionar com as lindas frases, com tanto sentimento que se passa na mente da protagonista. Muita gente já andou falando sobre ele e mesmo assim me surpreendi com a história linda de O céu está em todo lugar de Jandy Nelson.

Lennie Walker tem 17 anos, ama livros e música, toca clarinete e leva uma vida tranqüila e sem grandes acontecimentos. Lennie nunca se apaixonou, não tinha grandes planos ou grandes sonhos, tudo isso ela deixava para a irmã mais velha. As duas cresceram juntas e inseparáveis, aos 19 anos Bailey sonhava em estudar arte em Julliard, participava das peças da escola e estava completamente apaixonada. Bailey sempre cuidou dela, até o dia em que ela morreu, em um minuto estava lá e no outro se fora.

“Na manhã do dia em que Bailey morreu ela me acordou enfiando o dedo na minha orelha. Odiava quando ela fazia isso. Então ela começou a experimentar camisetas e me perguntou:
- De qual você gosta mais? Da verde ou da azul?
- Da azul.
- Você nem olhou Lennie.
- Tá, então da verde. Sério, não estou nem aí para qual camiseta você vai vestir...
Então virei-me para o outro lado da cama e voltei a dormir.
Descobri mais tarde que ela vestiu a azul.
E aquelas foram as minhas últimas palavras para ela.”

Para Lennie a irmã era seu mundo, era seu porto seguro. Bailey era como um raio de sol, alguém que nunca a  abandonaria. Elas não tinham pai e a mãe as abandonou quando eram bem pequenas e sumiu no mundo. Sua família era a irmã, a avó que tinha sempre um sorriso no rosto e um gesto carinhoso, e seu tio que viera morar com elas após o fim de seu quinto casamento. Agora ficam os três, olhando para o nada sentados na sala e estranhando como que o mundo podia continuar girando, mesmo sem Bailey.

Edição interna linda Fonte: Balaio de Livros
Lennie não conseguia compreender como poderia seguir em frente, a cada momento em que se sentia feliz e sorria, se repreendia; como poderia sorrir ou ser feliz enquanto a irmã estava morta e apodrecendo em um caixão? Como poderia seguir em frente... Bailey não iria se formar, não iria se casar ou entrar para a faculdade que tanto sonhou. Ao seu lado estavam as coisas de Bailey, intocadas; o cesto ainda cheio de roupas sujas, a escrivaninha bagunçada do jeito que ela deixou... quase como se achasse que ela fosse voltar.

Um mês depois ela não acreditava que alguém pudesse entender a sua dor, eles não sabiam, não teriam como saber. A não ser Toby. Ele namorava Bailey há dois anos e agora era só uma figura triste e calada. Os dois sofriam juntos, falavam dela, pensavam nela. Estranhamente Toby ficou perto demais e o tempo todo ela se torturava por isto, afinal que tipo de garota beija o namorado da irmã que acabara de morrer? Isso não é amor.

Fonte: Kellen Baesso
Enquanto ele era sua ligação com a tristeza que havia dentro dela, Joe Fontaine era um sopro de alegria. O garoto novo na banda era lindo de morrer, sorriso perfeito, músico exemplar e sabia exatamente o que dizer para ela. Ele tem sempre um sorriso no rosto, capaz de iluminar o dia e parece estar muito interessado na tristeza de Lennie. Mas será que ela podia se apaixonar?

“- Meu Deus, como você é bonito – deixo escapar e quero morrer, pois não consigo acreditar no que acabei de dizer em voz alta, e nem ele. Seu sorriso, enorme agora, bloqueia a passagem de todas as suas palavras.
Para novamente. Acho que vai continuar a falar de Paris, mas não continua. Olho para ele. Sua expressão é tão séria quanto a de ontem à noite na mata.
- Lennie – sussurra.
Olho em seus olhos sem tristeza e uma porta em meu coração se escancara.
E, quando nos beijamos, vejo que do outro lado da porta está o céu.”p. 174

Eu amei este livro, sem mudar uma linha, sem tirar nem por. A protagonista é fantástica, mesmo fazendo besteira, com toda sua dor e tanta tristeza. Alguns poderiam julgar Lennie por suas atitudes, reclamar de como ela continuava sempre se repetindo e sem conseguir seguir em frente; eu achei tudo muito plausível pelo que tinha acontecido com ela, a menina tinha 17 anos e a irmã mais velha era tudo na vida dela.

Quando aos dois garotos da trama, Joe Fontaine é a minha nova paixão literária #piriguetagem. O personagem é fofo, lindo e carinhoso. Ele diz as coisas certas, faz as coisas certas e dizia cada coisa que meu coração se derretia por ele. Ele é um sopro de vida e de alegria na vida da triste Lennie. Na verdade minha única reclamação com a Lennie foi por ela olhar para o Toby tendo o Joe do lado. Faz sentido na trama, mas era um desperdício rs.
O Kit mais lindo do mundo!

A edição da Novo Conceito é das mais bonitas que eu já vi, babei na textura da capa, nas lindas páginas coloridas em cada capítulo e em cada detalhe. Ouvi gente falar que tinha erro de tradução, eu sinceramente não vi, estava envolvida demais na história para perceber.

A autora fala de dor, de perda e de morte. No entanto ela fala também de recomeço, de amadurecimento, de amor e de esperança. Fala da vida! E como ela sabe falar da vida, nós mergulhamos em cada página, sofremos, sorrimos e sonhamos junto com Lennie e Joe, sentimos saudade de Bailey e nos apaixonamos pela vovó. O livro é imperdível, eu mais que recomendo: LEIAM!

Avaliação (1 a 5):

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