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Dança da morte - Douglas Preston e Lincoln Child

>>  segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

CHILD, Lincoln; PRESTON, Douglas. Dança da Morte. Rio de Janeiro: Editora Record, 2011. 504p. Título original: Dance of death.

“- A menos que Diógenes seja neutralizado, todas as pessoas próximas a mim, e isto certamente o inclui, Vincent, podem morrer a qualquer momento.”p.94

O livro de hoje é um prato cheio para os amantes de ficção policial, um thriller emocionante, misterioso e muito bem construído. O agente especial do FBI Aloysius Pendergast já é famoso entre os detetives do gênero, destaca-se por sua personalidade única, seu discernimento cultural e sua alta competência. Com  vocês a trama de Dança da morte de Douglas Preston e Lincoln Child.

O tenente da polícia de Nova Tork Vincent D’Agosta acaba de ser transferido para um novo departamento de polícia, de se mudar para a casa da namorada – a capitã da polícia Laura Hayward e ainda não superou a morte de seu melhor amigo. Tenta se adaptar a sua nova vida, mas está cheio de conflitos.

O agente do FBI Aloysius Pendergast desapareceu em serviço na Itália e foi dado como morto. E após algum tempo D’ Agosta recebe uma estranha carta, que deveria ser entregue a ele apenas se Pendergast estivesse morto. Na carta Pendergast conta um grande segredo e pede a ajuda do tenente; segundo ele, seu perigoso irmão Diogenes Pendergast que havia sido dado como morto há anos está vivo e pretende cometer um grande crime.

O tenente sempre confiou cegamente em seu amigo, se Pendergast avisa que ele corre perigo e deve caçar Diogenes, é isto que ele pretende fazer. Colocando em risco seu emprego e seu relacionamento, ela parte em busca de pistas que possam levar ao paradeiro de Diogenes. Só assim poderia por fim aos seus planos, ainda desconhecidos, mas mortais.

Logo uma série de assassinatos misteriosos começam a acontecer, com métodos diferentes, vítimas sem nenhuma ligação e sem motivo aparente. D’ Agosta percebe que uma coisa liga estes mortos, todos eram amigos de Aloysius Pendergast. Aparentemente Diogenes está matando todos que foram importantes ou próximos de seu irmão, até aqueles que tiveram breves contatos com ele. Isto coloca em perigo o jornalista do New York Times William Smithback, sua mulher Nora Kelly e sua amiga e museóloga Margo Green. Além é claro, do  próprio tenente.

Ele ainda tem esperanças de que seu amigo esteja vivo, mas enquanto isto precisa seguir as pistas quase inexistentes e localizar Diogenes. Com a desconfiança de seu chefe e até de sua namorada ele segue em uma busca solitária. O problema é que Diogenes tinha planejado mais do que seus crimes, ele tinha planejado até quem seria acusado de ser o assassino. 

“Agora sangue espirrava de suas narinas, que ao cair ia manchando sua camisa branca e seu terno escuro. Os dedos viraram garras destruindo seu rosto, cortando e arrancando a pele aos pedaços, e Dewayne viu com total horror que um deles, como um gancho, entrara no buraco de um dos olhos.” P.15

Narrado em terceira pessoa e alternando a narrativa entre vários personagens, o livro é muito bem construído. Seus personagens são extremamente reais, embora de inteligência aguçada você não vê aquela coisa meio “24 horas” onde o mocinho sai matando todo mundo e nunca morre. Na verdade acompanhamos uma caçada contra um assassino inteligentíssimo, um assassino que para todos está morto a vários anos.

Imagine a situação do tenente D’ Agosta. Ele mente para seu chefe para sair de licença e caçar um cara que está documentadamente morto, mente para sua namorada o motivo de sua investigação, não sabe se seu melhor amigo está vivo ou morto e não tem nenhuma pista de Diogenes. Enquanto isso assassinatos continuam acontecendo, nenhuma ligação entre eles foi descoberta pelos policiais.

Todos os amigos e conhecidos de Pendergast correm perigo, a única certeza que ele tem é que Diogenes é louco e capaz de qualquer coisa. Eu sofri junto com os personagens, e toda vez que alternava a narrativa eu ficava pensando se era mais uma vítima prestes a morrer. Para complicar, ambos os irmãos são mestres do disfarce, Diogenes é diferenciado por seu cabelo ruivo e seus dois olhos de cores diferentes, o que ele consegue disfarçar muito bem quando quer.

Gostei da evolução, dos personagens e principalmente do assassino. Diogenes é cruel, inteligente e imprevisível. O livro não é romanceado, não foca na relação do protagonista com sua namorada ou nada do tipo. É de sangue, perseguição, suspense. 

Agora a única coisa que me incomodou (embora nem assim eu tenha tirado pontos na avaliação). O livro Dança da morte faz parte de uma série chamada Pendergast Novels que é muito conhecida lá fora, ele é o sexto livro da série  e o segundo de uma trilogia dentro dela chamada The Diogenes Trilogy. Eu consegui ler e entender a história perfeitamente, mas o tempo todo sentia que tinha informação faltando.

Vou tentar explicar melhor, embora não seja uma continuação da trama seus personagens já fizeram parte de outros livros, o tempo todo ele cita fatos que eu já deveria saber e isso me matou de agonia. Para quem for viciado em sequências como eu, os livros estão disponíveis no site Wook, edição de Portugal. No Brasil não temos previsão de mais lançamentos da série. Eu vou comprar pelo menos o primeiro e o último da trilogia, preciso deles urgente.

Por exemplo, Margo Green é uma das personagens secundárias de destaque na trama, e pelo que vi ela esteve presente em Relic e Reliquary, primeiro e segundo livros da série, citados aqui como “os assassinatos do museu”. Nos dois também esteve presente o repórter Smithback e Pendergast era apenas um coadjuvante. Em Reliquary também atuou como detetive Laura Hayward.Nora Kelly – hoje namorada de Smithback – protagonizou junto com Pendergast o terceiro livro The Cabinet of curiosities. Neste mesmo livro está Constance Greene – hoje assistente de Pendergast – e que tem um passado estranho não citado. Em Brimstone – primeiro volume da The Diogenes Trilogy – temos Laura, D’ Agosta e Pendergast investigando um importante caso e o final deixa um gancho enorme para o livro atual. Ufa, entenderam? Eu amo a Record, mas estas coisas me deixam muito indignada, custa lançarem as séries na ordem?

Concluindo, Pendergast é um personagem fantástico. Eu amei o livro e indico muito para quem gosta do gênero. Se puderem comprem pelo menos o volume anterior na edição americana ou a de Portugal, vale a pena. =] Leiam!

The Pendergast novels de Douglas Preston e Lincoln Child
  1. Relic
  2. Reliquary
  3. The Cabinet of curiosities
  4. Still life with crows
  5. As marcas diabólicas pela Rocco (Brimstone – part 1 da The Diogenes Trilogy)
  6. Dança da morte (Dance of death – parte two of The Diogenes Trilogy)
  7. Book of the dead – conclusion of The Diogenes Trilogy
  8. Wheel of darkness
  9. Cemetery dance
  10. Fever Dream  - part 1 of The Helen Trilogy
  11. Cold Vengeance – part 2 of The Helen Trilogy.
Avaliação (1 a 5): 

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