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Viajando no mundo das cores

Não deixe o sol brilhar em mim - Evandro Raiz Ribeiro

>>  quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

RIBEIRO, Evandro Raiz. Não deixe o sol brilhar em mim. São Paulo: Editora Dracaena, 2011. 308p.

“Vá embora Dennis – ela gritou. – Por favor, vá embora, e nunca mais me procure. Agora você já sabe, é isto o que eu sou.” p. 186

O livro de hoje é voltado para o público juvenil, em especial para quem não perde um romance sobrenatural. Com algumas semelhanças a outros livros do gênero e um cenário brasileiro como diferencial conheçam Não deixe o sol brilhar em mim de Evandro Raiz Ribeiro. Evandro é o autor nacional do mês de janeiro no Viagem Literária.

O ano era 1976 e Dennis acabava de desembarcar na rodoviária de São Paulo, depois de 48 horas dentro do ônibus vindo de Recife. Seu destino final era Santo André, cidade do ABC Paulista, onde iria morar com seu tio Olavo. Ele vinha desanimado e cabisbaixo, sem esperar muito da nova vida. Aos 14 anos ele acabara de ficar órfão, perdera os pais em um acidente de carro. Ele não havia ficado financeiramente desamparado, mas como era menor de idade seu tio ficou como seu tutor.

As coisas não melhoraram após a longa viagem, pelo contrário. Gertrudes – a esposa de seu tio – logo deixou bem claro que o queria bem longe dali, como mostra de sua hospitalidade ameaçou envenená-lo caso não voltasse logo para o Nordeste. Na nova escola logo foi algo de zoação por dois garotos maiores, seu sotaque nordestino servia de chacota. Sem nenhum amigo e evitando o máximo seu retorno para a casa da megera, ele vagava pelas ruas até a noitinha. 

Nada de bom havia naquela cidade. Não antes dela. Seu nome era Valquíria e ele se encantou por seus grandes olhos azuis, seus cabelos negros e sua pele alva. Ele a conheceu enquanto andava pelo bairro e se encantou pela garota. Ele que sempre fora tímido com ela se sentia a vontade.

Valquíria parecia ter uns 13 anos, era tímida e estava sempre sozinha e mal arrumada. Era linda, mesmo com suas roupas antigas e seu cabelo mal cuidado. Ela parecia não se importar com nada, morava em uma casa velha e só aparecia a noite. Os dois logo ficam muito amigos, ele insiste em ajudá-la e agora não se sente mais tão sozinho. Encontrou seu lugar e a tia terá que aturar.

Porém coisas estranhas começam a acontecer perto dele, pessoas são atacadas violentamente e a verdade vem a tona. Valquíria precisa daquele sangue, ela é uma vampira e não deveria se apaixonar por ele nem por ninguém. E agora resta saber o que vai acontecer entre os dois, e mais, a polícia começa a investigar os estranhos crimes.

Não se preocupem que não contei spoiler nenhum, a natureza da personagem é citada na sinopse e fica bem clara pelo título e logo que eles se conhecem. Na verdade só Dennis que não percebe nada, o menino lerdo. Eu poderia concluir que ele estava cego de paixão, mas achei o personagem muito inteligente para ser tão “tanso” rs.

O que mais gostei do livro foi o sentimento de solidão dos dois protagonistas, que fica claro no decorrer da narrativa, gostei muito também da história se passar em um cenário brasileiro, diferente do que eu costumo ler. Na verdade os únicos que já li sobre vampiros que se passam no Brasil foram nos livros do André Vianco e na lua de mel da Bella e do Edward.

Gostei dos dois protagonistas, Dennis é um bom garoto que passou por uma grande tragédia e agora faz o seu melhor para se adaptar. E ele tenta seguir em frente mesmo com todas as dificuldades. Valquiria no começo não sabe nada da vida, nem se importa com ela, depois começa a ter alguma atitude. Dennis é gentil, inteligente, educado e protetor. Ele cuidou e ajudou Valquiria incondicionalmente, achei lindo a relação dos dois.

Agora o que não gostei. Primeiro a revisão, vi vários erros de digitação e inúmeros problemas de pontuação. Os pensamentos estão todos com travessão e parágrafo, é muito cansativo você ficar o tempo todo diferenciando os diálogos dos pensamentos.  Achei também muita coisa forçada no decorrer do livro. Por exemplo, uma menina de – aparentemente – 13 anos  e um menino de 14 conseguirem fazer tantas coisas sozinhos vou relevar, afinal o Harry bem mais novo salvou a pedra filosofal  rs. A cena dela saindo do IML com um corpo em uma sacola foi super estranho, a compra da TV também, entre outros.

Gostei da narrativa do autor e gostei muito do final do livro, apesar de corrido ficou muito interessante. A capa é linda, mas eu não gostei rs. Explico, a Valquíria é morena! Sem mais. ^^

Indico para quem é super fã do estilo, o romance dos dois embora bem precoce é muito bonitinho. Confiram mais opiniões sobre o livro no Skoob e aguardem que em breve terá promoção e entrevista com o autor aqui no blog. Leiam!

Avaliação (1 a 5):

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