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Cordeluna - Eliá Barceló

>>  quarta-feira, 8 de agosto de 2012


BARCELÓ, Élia. Cordeluna. São Paulo: Editora Biruta, 2011. 310p. Título original: Cordeluna.

“Sérgio estendeu a mão sorrindo, e no momento em que Glória retirou as dela do rosto e os olhares se cruzaram, aconteceu alguma coisa que, para Quique e Tina, parecia muito estranho: durante alguns segundos, ficaram quietos, parecendo congelados; ele com a mão estendida e ela com os dedos ainda apoiados nas têmporas. Mais tarde, ao falar disso, os dois não conseguiam pôr-se de acordo. Quique dizia que se olham como se estivessem se reconhecendo, mas não soubessem como, quando e onde tinham se conhecido. Tina insistia em que se olhavam como se o outro guardasse um segredo vital, mas ambos estivessem esquecido a importância deles em suas vidas.” p.44

A autora espanhola Élia Barceló construiu um romance juvenil que mistura belamente historia, magia e romance. Em uma narrativa meio conto de fadas, meio moderna a autora conta uma historia de amor eterna, e uma historia de amor que está começando. Duas historias que se encontram, duas narrativas que conquistaram o leitor. Hoje vou contar para vocês a historia de Cordeluna.

Tudo começou com uma maldição. E uma espada. Ou melhor, assim terminou uma historia, assim começou outra mil anos depois.

Espanha, Alta Idade Média.
Sancho Ramírez era o filho mais velho de uma grande família, vassalos de Dom Rodrigo, mais conhecido como El Cid e estava prestes a partir para o desterro junto com seu Senhor. Acusado de roubo injustamente pelo Rei, Dom Rodrigo decidiu partir e conquistar novas terras, pretendendo voltar e conquistar o perdão de seu soberano. A vida que esperava Sancho era de noites mal dormidas, de sangue na espada e de muito sofrimento. Mas Sancho vinha de uma família de homens honrados e não iria abandonar seu Senhor.

Para sua empreitada ganhou do pai uma espada, famosa na família por gerações, uma espada até então desconhecida pelo garoto. Seu nome era Cordeluna, ela tinha uma historia. Na batalha Sancho se transformava, sobre a ira e a luminosidade azul de sua espada os infiéis pereciam. Laín se tornou um companheiro de guerra e um amigo inseparável. Foi ele que o ajudou, quando ele a conheceu.

De volta ao reino para presentear o Rei com o fruto das conquistas de El Cid, Sancho mais uma vez é assediado por Dona Brianda, a bela viúva do conde. Mas desde que colocou os olhos sobre ela, Sancho não viu mais ninguém. Ele só pensa em Dona Guiomar, a jovem, linda e doce Guiomar. A moça pertence a alta nobreza, enquanto ele não passa de um plebeu. Para piorar Guiomar é enteada de Dona Brianda, um amor que já nasceu proibido.

Os dois farão de tudo para ficar juntos, jurarão sobre cordeluna seu amor eterno.

Espanha, dias atuais.
Há mil anos atrás uma historia de amor foi interrompida pela desgraça e por uma maldição. Geração após geração estes espíritos foram atormentados e impedidos de se reencontrar. Até que um dia, muitos séculos depois, alguém consiga mudar este triste destino.

Glória faz parte do grupo selecionado para uma oficina de atores no verão, o grupo irá encenar a vida de El Cid e para isso ficarão em um antigo mosteiro. O professor Bernardino reitera a importância de abraçarem este papel, vivendo com menos recursos, abrindo mão da tecnologia e usando roupas de época. Sérgio está empolgado com a montagem da peça, e logo no início cai nas graças da monitora Barbara, uma mulher bonita e um pouco mais velha. Mas o rapaz quer mesmo é se dedicar ao projeto, pelo menos até que conhece Glória.

Ela achava que esta coisa de amor à primeira vista fosse lenda, mas não pode explicar o que sentiu quando conheceu Sérgio. Ele só tem olhos para ela, nunca se sentiu assim. Os dois se sentem em outra época, quase como se fossem outras pessoas.

Os dois tem um grande desafio pela frente, um novo amor de adolescentes; um amor milenar procura redenção. Passado e presente se encontram.

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O texto acima ficou extenso, mas como o livro conta duas historias com personagens diferentes foi complicado de explicar tudo para vocês. Primeiro tenho que ressaltar que a escrita da autora me encantou. Ela alterna duas historias, passado e presente. A troca de narrativa é perceptível, embora sutil. Barceló consegue alternar diálogos mais formais e rebuscados na narrativa do século XI, com notas de rodapé e informações históricas. com o modo informal de fala do século XXI sem pesar na narrativa. Me surpreendeu muito a maneira que a autora achou para dosar bem esta mudança sem se tornar maçante.

Os personagens são ótimos, tanto os da idade média, quanto os jovens da parte atual. Eu, como amante dos contos de fadas, me encantei mais com a historia de amor proibido da idade média, mas os desfechos mais emocionantes se encontram no presente. Outra coisa interessante é que a fantasia do livro é baseada na crença em fantasmas, almas... o que conhecemos como reencarnação, mas que poderia ser também apenas a tal "maldição" que persegue o casal há mais de mil anos. Reitero que é apenas algo em que pensei durante a leitura, o livro não puxa para o espiritismo ou para a discussão religiosa.

Não tenho nenhum grande ponto negativo para citar, apenas acho que por abranger duas historias o livro poderia ser maior e mais detalhado. A autora faz uma ótima pesquisa histórica para a construção da obra e acho que outros personagens poderiam ter tido destaque, fora os dois casais protagonistas. Tem um bruxo do mal sinistro na historia e foi uma pena o personagem não ser mais explorado. A edição nacional está lindíssima, com detalhes únicos e ilustrações em vários capítulos.
Imagem retirada do blog  http://maredelivros.blogspot.com.br 
A historia tem um quê de conto de fadas que encanta, o livro é mais juvenil, mas os leitores adultos que gostem do gênero devem ler sem receio, Cordeluna conquista leitores de várias idades. E para quem está cansado das séries, pode ficar tranquilo porque é um livro individual.

Enfim, indico quem gosta de um romance no melhor estilo conto de fadas, para quem procura uma leitura diferente, com uma narrativa bela e bem feita. Leiam e apaixonem-se!

Avaliação (1 a 5):

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