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Viajando no mundo das cores

Selvagens - Don Winslow

>>  sexta-feira, 26 de outubro de 2012

WINSLOW, Don. Selvagens. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2012. 288p. Título original: Savages.

“Em um mundo fofido, você tem que ser fodido, ou você... acaba... caindo...” p. 18

Não leia este livro se você:

(  ) for menor de idade
(  ) careta
(  ) preconceituoso
(  ) tem dificuldade de separar ficção de realidade
(  ) fica ruborizado quando lê palavrões
(  ) todas as opções acima.

Selvagens é pura adrenalina, é livro com cara de filme de ação, é anti-ortodoxo, é ofensivo e opressivo. Selvagens também é curtição, é sexo, drogas e rock’n’roll. Don Winslow é americano e teve vários romances aclamados nos EUA, conheça um pouco sobre Selvagens.

Ben e Chon são grandes amigos, uma amizade que começou nas quadras de vôlei e evoluiu para um grande negócio, a venda de maconha em Laguna Beach. E não qualquer maconha, a melhor maconha. Ben é botânico, administrador e filantropo. Passa grande parte do ano ajudando pobres e necessitados nos países do terceiro mundo - uma espécie de compensação -, já que ganha muito dinheiro ilegalmente, ele tenta ao máximo se redimir. Ben acredita na paz, ele acha que é possível ser o mais honesto possível neste negócio, sem precisar usar de violência. Chon sabe que neste negócio você precisa sujar as mãos, ele não é inocente e faz o que for preciso para manter o respeito. Chon foi treinado pela marinha, hoje é ex-combatente, mas ainda sabe muito bem fazer uso de seu treinamento como soldado.

“Bem está começando a temer que esteja começando a partilhar a ponião de Chon sobre a espécie humana
De que as pessoas são basicamente
Um monte de merda.” p. 57

Junto com os dois está sempre Ophelia, que mudou seu nome para O. porque sabe que não tem nada em comum com a trágica personagem de Hamlet. O. tem uma mãe abusiva, Rupa (Rainha do Universo Passiva-Agressiva), e passa a maior parte do tempo na casa dos seus meninos. Sim, ela namora os dois. O doce Ben que adora fazer amor, e o intenso Chon que fode muito bem. Ela adora os dois, adora sexo e uma boa viagem.

A maconha de Ben é especial, você pode adquirir tanto a erva que vai te deixar calmo e sonolento quanto aquela que é pura adrenalina. A clientela fiel, os lucros altos e a fama de ter a melhor maconha da região acaba atraindo do Cartel de Baja, no México, que quer tomar a região. O CB quer que Ben continue no negócio, fabricando e vendendo apenas para eles, no atacado.

A resposta de Ben e Chon é... nem fodendo  que eles preferem abandonar o negócio. Eles não estão interessados, eles não sabem com quem estão mexendo. Eles se recusam a ceder, e o cartel sequestra O. Eles farão de tudo para resgatá-la. Assassinar alguém a pedido do cartel – feito. Entregar a colheita de erva – feito. Trabalhar durante três anos para o CB e só ter O. de volta após este período – sem chances.

Agora eles vão por para quebrar, vão jogar o jogo do cartel. Ben precisa deixar sua benevolência de lado e partir pra cima, Chon... precisa ser apenas Chon. Um Chon com muita, muita raiva e pronto para matar.

~~~~~

A brincadeira lá no inicio da resenha foi para mostrar que este, decididamente, não é um livro para qualquer leitor. Quando vi sobre o lançamento não dei muita bola para o livro, até ler algumas resenhas por aí exaltando a narrativa. Se quiser saber outras opiniões dê uma olhada no Lendo nas Entrelinhas e no Filmes, Livros & Séries. Eu já esperava uma narrativa forte, alucinante e bem pouco comum.

E não me decepcionei, o livro é bem diferente de qualquer coisa que eu já tenha lido, o autor é cínico, crítico e sua narrativa alterna-se entre frases inteligentes e outras completamente chulas. 

Os personagens são extremamente malucos, mas muito leais. O. é uma patricinha drogada que ama sexo, ama mesmo, o tempo todo ela está a beira de um orgasmo. Ben é o bom moço da historia, mas que fará o que é certo pelos amigos. Chon é leal e letal, na mesma medida. O amor deles convence, mas é livre de regras morais. Sexo a três, sexo com drogas, ok.

Uma coisa que observei durante a leitura é que ele encanta pelas diferenças, ele marca, surpreende o leitor. Isso quando se fala na narrativa, o filme estreou este mês, e quando você pensa na historia como um filme de ação, é bem clichê.  O cara bonzinho, o cara malvado, a menina levada. Muitos tiros, muita sacanagem e palavrão, muitos tiros e adrenalina.  

No filme temos Aaron Johnson (Ben), Chon (Taylor Kitsch) e Ophelia (Blake Lively), com direção de Oliver Stone. Eu deixo o trailer para vocês, estou louca para assistir, mas até agora não vi nada sobre ele aqui em BH aff, e pelo jeito ele já entrou e saiu de cartaz em SP.


E deixando de lado a narrativa rápida e deliciosa do autor, o livro como thriller de ação deixou a desejar. O final esteve dentro do que eu esperava, não vou reclamar do que aconteceu, mas como aconteceu. O final é corrido e pouco elaborado, as cenas de ação não são bem descritas é BAM-BAM –BAM – fim.  Eu esperava mais deste enredo, tanto que vi muitos elogios, mas também muitas críticas ferrenhas na página do livro no Goodreads.

De qualquer forma eu recomendo para quem não tem medo de se aventurar com novas leituras e adora uma narrativa forte e ácida.

Livro interligado: The kings of cool: a prequel to Savages.

Avaliação (1 a 5):

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