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Espíritos de gelo - Raphael Draccon

>>  sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

DRACCON, Raphael. Espíritos de gelo. Alfragide: Editora GaiLivros, 2011. 174p. (Mitos urbanos, v.2).

“Se você não se lembrar do que aconteceu nas últimas horas, nós faremos com que sofra ainda mais, como se estivesse em um dos nove círculos do Inferno...
Foi o que eles disseram antes do terceiro eletrochoque.
Essa nem foi uma das piores partes.”

Lançado primeiramente pela GaiLivros – selo da Editora Leya de Portugal-, Espíritos de gelo do brasileiro Raphael Draccon faz parte da coleção Mitos Urbanos. Não se trata de uma série, são livros independentes onde o autor escolhe uma lenda urbana para basear a obra. Segundo o autor, “O livro faz referências à lenda urbana da banheira de gelo, às lendas ao redor da história do rock’n roll e até às motivações e psicologia ao redor da própria criação de lendas desse tipo.” Os livros foram publicados inicialmente em formato de bolso com um preço acessível, e são classificados como historias de terror.  Vamos à resenha!

Um homem acorda e vê que suas mãos estão presas para o alto, ele está acorrentado. Um balde de água fria foi usado para despertá-lo, e ele percebe que está sendo torturado. Ele não se lembra de nada, absolutamente nada, não sabe porque isso está acontecendo com ele acha a cena toda cômica, se não fosse trágica.

Seus torturadores são dois homens estranhos vestidos com roupa de látex, o primeiro baixo e gordo, o outro alto e muito magro. O chefe deles é um baixinho magrelo vestido com uma camisa do Black Sabbath. Eles querem saber tudo, ele não se lembra de nada. A cada pergunta não respondida, a cada resposta sarcástica, um golpe cruel e covarde. Ele sente tanta dor que começa a ficar anestesiado.

Contra todas as probabilidades ele começa a se lembrar, e começa a sua historia do início, contando como sua vida chegou onde eles estão agora. Aos poucos ele se lembra do pior. Que ele tinha acordado desmaiado dentro de uma banheira de gelo, com um rasgo no abdômen, e um bilhete avisando para ligar para a emergência. Mas ele não sabe porque está sendo torturado, o que aqueles homens querem... e nem como foi parar em uma banheira cheia de gelo, sem os rins.

~~~~~~

Quem me conhece sabe que este não é nem de longe dos meus gêneros preferidos, apesar de que nem parece historia de terror, eu fiquei curiosa e tal, mas não me senti assustada em nenhum momento. O motivo para eu querer ler este livro é porque ele foi escrito pelo Draccon e eu sou super fã de Dragões de éter. Obviamente, eu sabia que eram histórias completamente diferentes, mas foi o primeiro livro do autor depois da trilogia que eu amo, e eu queria ter ele na estante.

Não é para mim, mas não acho que este foi o único problema do livro.  A historia é bem curta e não posso negar que prende o leitor até o final, o final inclusive me surpreendeu bastante. Você quer saber porque o cara está sendo torturado e quem são aqueles caras que estão fazendo isso e tal. Foi o que me conectou com o livro.

O protagonista é bem babaca e eu não estava nem ai se ele era eletrocutado... digo mesmo! Não me apaguei aos personagens e nem acho que eles foram bem desenvolvidos para tanto. A lenda urbana do cara que é encontrado em uma banheira de gelo sem o rim é bem conhecida, não sei se vocês já receberam algum e-mail do tipo há algum tempo, avisando: Cuidado, um “boa noite Cinderela” e você pode acordar sem algum órgão em um quarto qualquer e tal.

A premissa é interessante, assim como as inúmeras referências modernas a pessoas famosas. O “inúmeras” foi outro problema; no começo achei a abordagem interessante, mas depois fiquei meio de saco cheio disso tudo. Era de cansar...
"O garotão estava lá bombando a mulher do cara, na frente dele, e na de mais um monte de gente, e o amiguinho sorria! O que diabos seria aquilo? Alguma seita de Edward Cullen?"
A coleção Mitos urbanos começa com Senhora vingança (SKOOB) do português Fernando Ribeiro. Acho a proposta interessante e é uma leitura rápida, mas faltou algo para eu gostar. Um pouco por eu não ser fã do estilo e muito pela narrativa em si, eu não curti e não indico. Mas vi muita gente que amou e se surpreendeu, então não esqueça de deixar sua opinião nos comentários.

Avaliação (1 a 5): 2,5

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