Viaje com as séries #116 - Pit Bulls e Condenados

>>  segunda-feira, 14 de julho de 2014

Tia e os quatro filhos
Oi, pessoal! Hoje apresento para vocês um programa que conheci não tem muito tempo e daqueles que são diferentes dos que estamos acostumados a acompanhar. Uma das melhores coisas que a TV paga pode proporcionar é nos levar para mundos completamente diferentes (alguns bem bizarros) e nos fazer conhecer atitudes, empreendimentos, pessoas que realizam coisas incríveis e que passamos admirar. Amo assistir os mais variados programas, menos aqueles de parasitas e sei lá o que, que me dão arrepios só de conferir a propaganda.
Um desses programas que eu gosto tanto é transmitido pelo Animal Planet e aborda dois “tipos” que sofrem com muito preconceito: pit bulls e condenados. Aliás, esse é o nome do programa (Pit bulls and Parolees no original), que mostra o dia a dia do pessoal do Villalobos Rescue Center. A manda-chuva é Tia Maria Torres, mãe e treinadora de Pit Bulls, que comanda o maior canil dos EUA para a raça e também é chefe de ex-condenados em liberdade condicional. Além de dar uma segunda chance para os cães, ela apóia os homens, que cometeram erros, mas querem uma vida diferente após a prisão.
O maior objetivo de Tia, que conta também com a ajuda de seus quatro filhos, é mudar esse estereotipo de que Pit Bull é uma raça do mal. Li no Portal do Dog que, “segundo o Examiner, estima-se que um milhão de Pit Bulls sejam eutanasiados por ano nos Estados Unidos. Cerca de 75% dos abrigos precisam cometer a eutanásia assim que eles chegam, sem mesmo receberam a chance de serem adotados. Um estudo da Animal People divulgou que para cada 1 Pit que encontra um lar, 599 são eutanasiados. É o grupo mais explorado e negligenciado nas ilegais brigas de cães. Abusados ao limite e levando uma vida que é mais cruel e dolorosa que a própria eutanásia”. É triste ou não é?


Então é muito legal assistir a um programa que dá valor a essa iniciativa de Tia, que deve ser copiada ao máximo e na medida do possível. Muitas das histórias mostradas lá são mais que emocionantes. Citando o episódio que assisti semana passada, um rapaz descobriu após apagar em uma luta que tinha um tumor no cérebro. Uma das fontes de força dele era seu cão da raça Pit Bull, que foi morto por policiais, por engano. O pobre cão estava correndo para o dono e um dos policiais o acertou bem no coração com um tiro. Então ele ficou desanimado em continuar sua luta. No entanto, ele e sua companheira viram no centro Villalobos a chance de encontrar um novo apoio. Foi bonito de ver, após os testes e avaliações do local feitos pelo pessoal, o reencontro dele com a Anna, escolhida para adoção. Ela se mostrou perfeita para ele.


E é emocionante também quando eles fazem resgates. No episódio em questão, o 9 da quinta temporada, um cãozinho havia caído cerca de 12 metros em um buraco de uma construção. Conseguiram tirá-lo de lá em segurança (segundo Tia tinha jacarés por lá) e por incrível que pareça, ele estava super bem, sem nada quebrado. Vale lembrar que eles não resgatam apenas Pit Bulls, mas dão mais ênfase ao trabalho com eles por conta de todo o preconceito envolvido. Outro cão foi resgatado de uma casa abandonada, após o Katrina em Nova Orleans, estava com uma coleira de plástico cortando o pescoço e bem magro, machucado. Mas foi tratado e estava apto a ser adotado.
Ainda nesse episódio um novo funcionário começou a trabalhar no Centro. Diferente dos outros, ele ainda cumpre pena e foi um desafio para Tia decidir se concordava ou não com a presença dele. Não lembro o nome do rapaz agora, mas ele provou totalmente seu valor quando auxiliou brilhantemente no resgate do cãozinho da construção e trabalhou com ele para que passasse a confiar em humanos. Ah, ele fez parte de um programa na prisão e cursou um técnico em veterinária. Preso por porte de drogas e arma, o detento tem mais 15 meses de pena para cumprir e se mostrou radiante com a oportunidade dada pela Tia. Fiquei empolgada por ele e espero que ele tenha sucesso. Às vezes, esse voto de confiança é tudo que uma pessoa precisa para se recuperar, dar a volta por cima...


Então, em um episódio que vi no fim de semana, descobri que o cara se deu tão bem, mas tão bem, que foi promovido pela Tia e agora é o responsável por todo o canil. Sendo assim, ele pode ficar no canil e não precisa voltar para a prisão todos os dias, como fazia. De tempos em tempos, dois policiais visitam o local para avaliar a situação dele, que só melhora. Tia é só elogios para ele e os policiais, um deles responsável pela entrada dele no programa com os cães, ficou mega orgulhoso.


Uma outra adoção especial, mostrada no episódio do fim de semana, mostrou o trabalho com uma cadelinha fofa que foi resgatada com apenas um olho. Eles não fazem ideia do que aconteceu com ela. Mas a trataram e ela se recuperou. Tia pensava que ela nunca conseguiria ter um lar por conta dessa deficiência, mas eis que uma garota apareceu justamente buscando um cão assim, com deficiência. E ela ganhou uma casa incrível. Com direito a parque de cães e o mar como quintal. Aiai. Melhor eu parar, senão ficarei tagarelando eternamente sobre os casos. Todos são importantes e eu adoro esses que acabam bem, com final feliz.
Admiro muito esse tipo de trabalho. Queria poder sair pelas ruas resgatando todos os cães, mas o problema é bem maior que esse. As pessoas precisam criar responsabilidade sobre o animal. Não basta só largá-lo na rua, à mercê dos outros. Além disso, nem todos são bons, há muita gente ruim solta por esse mundo, nós bem sabemos só de abrir qualquer site de notícias.


O programa passa de novo nos dias 22, 23, 25 de julho. A programação completa vocês podem conferir aqui. Já rasguei seda demais e fica aqui a indicação. Para quem gosta de animais e de histórias bonitas, está aí uma ótima dica de programa. 

*Texto publicado originalmente no meu blog.


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