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Misery: Louca Obsessão - Stephen King

>>  quinta-feira, 23 de outubro de 2014

KING, Stephen. Misery. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2014. 326p. Título original: Misery.

“- Como o coração dele bate! Como ele se esforça para escapar! Que nem nós, Paul. Que nem nós. Nós achamos que sabemos tanto, mas na verdade não sabemos mais do que um rato numa ratoeira: um rato com as costas quebradas que pensa que ainda quer viver.
A mão que segurava o rato fechou-se em um punho. Os olhos de Annie continuavam com a expressão distante e vazia. Paul queria olhar para o outro lado, mas não podia. Tendões começaram a se destacar na parte de dentro do braço de Annie. Sangue escorreu da boca do rato em um fluxo fino e abrupto. Paul ouviu seus ossos quebrando, e então os dedos grosso de Annie enfiaram-se na carcaça, desaparecendo até a segunda falange. Sangue espirrou no chão. Os olhos baços da criatura se estufaram.” p.168

Depois de amar Sob a redoma e Novembro de 63 eu não posso ver um livro do Stephen King que fico louca para ler, mas ao mesmo tempo, tento evitar seus livros mais aterrorizantes, terror passa longe da minha estante. A trama desse livro é bem sinistra, e ao mesmo tempo que eu tinha grandes expectativas não sabia muito bem o que esperar, e hoje conto para vocês o que achei de Misery.

Paul Sheldon é um escritor renomado, apesar de tentar com afinco escrever livros mais “sérios”, seus grandes sucessos são os romances Best-Sellers protagonizados por Misery Chastain. Ele está cansado de escrever cenas de sexo para agradar as mulheres e investe dois anos em seu mais ambicioso projeto. Ao terminar aquele que acredita ser sua melhor obra, pega a estrada para comemorar e é surpreendido por uma forte nevasca.

Annie Wilkes é uma enfermeira e uma leitora voraz. E ela também é a fã número de Paul. Fato que ele percebe ao acordar com dores excruciantes em um pequeno quarto. Paul sofreu um grave acidente, suas pernas estão destruídas  a dor dificulta pensamentos racionais. Está sempre dopado de remédios para dor, e quando consegue pensar claramente, descobre que gostaria de ter continuado dopado.

Além de enfermeira particular, Annie é também sua carcereira e sabe ser cruel. Ao descobrir o que aconteceu com Misery em seu último livro, Annie fica alucinada e decide que Paul irá screver uma nova história, só para ela. Negar qualquer coisa que Annie deseja tem consequências ruins, muito ruins, e Paul vai descobrir isso da pior maneira possível.

~~~~~~~

Misery mantém a média de 4.6 no Skoob com quinhentos e poucos leitores e de 4.03 no Goodreads com mais de 220.000 leitores. A média alta e o fato de ser do Stephen King levaram para a estratosfera as minhas expectativas, mas apesar de só ver resenha nota 5 por aí, não gostei tanto quanto os outros do autor.

Achei a leitura arrastada, praticamente o livro se passa no quarto onde Annie mantém Paul prisioneiro, conta o dia a dia dos dois e um pouco sobre o passado do protagonista. O terror psicológico é forte, não assusta o leitor, já que toda a maldade de Annie está voltada para Paul, mas as cenas são tensas, grotescas e de arrepiar.

A forma inteligente como o autor constrói suas tramas não desaponta, é incrível como ele mantém a tensão e como retrata detalhadamente cenas tão perturbadoras. Eu achei bem escrito como todo trabalho do autor, a construção dos personagens é realista e as cenas saltam diante dos olhos. Posso não ter gostado tanto porque sou muito ansiosa, queria que algo acontecesse logo e não aguentava acompanhar o tempo passando sem nada mudar em relação ao pobre coitado do autor prisioneiro. Se tivesse um prêmio para personagens lunáticos, Annie Wilkes estaria no topo da lista.

O outro problema foi a forma como o livro mexeu comigo, o que podemos considerar um mérito do autor, mas que me deixou angustiada até o final. O livro me passou uma sensação estranha, de algo doentio e perverso, foi como se tivesse uma energia ruim rondando toda vez que eu estava lendo. Com isso eu demorei mais para ler e as vezes me sentia fisicamente mal com algumas passagens. Gente que medo, não porque a história assusta, mas as sensações são terríveis.

Para quem não conhece, o livro foi adaptado ao cinema em 1990 com o título de Louca obsessão. Vale a pena conferir o trailer se vocês não conhecem. Achei que a enfermeira do filme é até bem simpática no início, no livro não tem isso não, já sabemos logo que ela é bem perturbada.


Apesar de não ter amado, é um livro que indico, principalmente para o leitor mais maduro que busca livros fortes e diferentes. Leiam!

Avaliação (1 a 5):

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