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Viajando no mundo das cores

Eleanor & Park - Rainbow Rowell

>>  quarta-feira, 2 de setembro de 2015

ROWELL, Rainbow. Eleanor & Park. São Paulo: Editora Novo Século, 2013. 328p. Título original: Eleanor & Park.

“Ele virou de bruços e enfiou o rosto no travesseiro. Pensava que não mais se importaria com o que as pessoas pensavam dele. Pensara que amar Eleanor era prova disso.
Mas continuava encontrando poções de futilidade dentro de si. Continuava encontrando formas de traí-la.” p.180

Sabe aquele livro que você tem a sensação que todo mundo já leu, menos você? Pois é, foi esse o caso. Todo mundo leu, a maioria amou e ficava me dizendo o quanto eu precisava ler. Acabei ganhando de presente, mas mesmo assim ele continuou na fila de espera, até que foi escolhido para o Clube das chocólatras. E hoje conto para vocês o que achei de Eleanor & Park da Rainbow Rowell.

Park, 16 anos, se destaca fisicamente por ser filho de uma coreana. Seu irmão mais novo, o sortudo, puxou a altura e a fisionomia do pai. Ele é apaixonado por música e por quadrinhos, não chega a ser popular na escola, mas consegue não ser incomodado pelos colegas. O fato de o pai insistir que os irmãos praticassem luta desde criança, com certeza ajuda. Os pais são eternos apaixonados, os avós moram em frente, a família é muito unida.

Eleanor tem a mesma idade, mas vem de um mundo completamente diferente. Acabou de voltar para casa, depois de ter sido expulsa pelo padrasto por um ano, ficando com os vizinhos da antiga casa da família. A mãe é uma mulher linda, que sofreu na mão de um marido inapto, e agora sofre na mão do novo marido violento. Ela e seus quatro irmãos mais novos, vivem a mercê do humor do padrasto, na verdade, ela tenta se esconder e passar despercebida. O que é difícil para uma garota ruiva, cheia de sardas e bem “grande”. A total falta de dinheiro até para uma escova de dentes, faz com que ela use sempre roupas estranhas e de segunda mão.

Ao entrar na nova escola, Eleanor já sofre logo no primeiro dia, antes mesmo de chegar lá. O ônibus escolar pode ser cruel, ela foi analisada e desprezada quando subiu os degraus, enquanto o motorista mandava que ela se sentasse logo. Ela acaba se sentando ao lado de Park. Os dois não se falaram por dias e dias. Continuavam não se falando quando ele percebeu que ela lia seus quadrinhos e começou a passar as páginas mais devagar. Depois começou a emprestá-los, sem nenhuma palavra. Ela lia e devolvia em silêncio. Depois foram a músicas. E aí eles se falaram, e depois se apaixonaram.

~~~~~

Um romance diferente e imperfeito. Sei lá porque eu esperava um sick-lit; acabei encontrando um romance geek, achei diferente, achei chato em alguns momentos e encantador em outros. Não sei se a expectativa influenciou, quando muita gente fala que achou um livro incrível e etc, já pego esperando algo incrível e vou passando as páginas esperando aquilo tudo acontecer. E para mim não aconteceu algo que o tornasse extraordinário, achei interessante e bonitinho, mas não amei.  E o final é muito frustrante, se a autora publicar uma continuação, mesmo que se passe anos depois, eu entendo, mas me incomodou nem foi o que aconteceu, mas como aconteceu. E fim, que ódio! rsrs.

Eu achei o início chatinho e lento. Como disse Park na citação aqui da resenha, eu tenho e não nego, “porções de futilidade em mim”. Porque eu lia e lia, e pensava o que tanto Park via em Eleanor. E porque a menina não fazia algo a respeito de coisas tão terríveis, como não ter uma escova de dente e lavar o cabelo com detergente. Com 16 anos? Procurasse um emprego depois do colégio. O padrasto era realmente intimidador, mas ela conseguia burlar outras regras, ficava fora de casa dizendo que estava na casa de uma amiga. Ela era realmente acomodada com tudo aquilo, e mesmo sendo justificável, impliquei com a menina.

Já Park é um fofo. Personagem mais amado do mundo. Gostei de tudo relacionado a ele, da sua família, dos seus pensamentos. Da sua ideia de amor, de como ele enxergava Eleanor como algo incrível e totalmente viciante. E foi isso que me conquistou, de repente eu passei a gostar de Eleanor, como se pudesse enxergá-la pelos olhos dele, mudando minha opinião inicial e torcendo muito pelos dois.

O livro quebra muitos clichês do gênero. O protagonista é um asiático, no EUA o preconceito racial é muito mais forte do que aqui, então ele não é o esperado menino popular. A protagonista é pobre, gorda, esquisita. Não existe o triangulo amoroso de sempre nem nada assim. Os dois gostam de coisas diferentes nesse meio, quadrinhos, super heróis, músicas alternativas ou antigas.

Ah o amor. Na maioria dos livros YA o amor é tratado de forma carnal, são adolescentes cheios de tesão encontrando a primeira paixão rs. Aqui é tudo muito platônico, muito suave. O sentimento nasce de forma arrebatadora, com um suave contato entre as mãos e cresce. Tudo os encanta, os enche de alegria e emoção. Os sentimentos são muito fortes, o amor entre os dois é quase palpável. É difícil de descrever, mas a autora descreveu sentimentos e emoções de uma maneira muito pueril, passando realmente uma ideia de inocência.

Gostei muito da narrativa da autora, mesmo não amando a história em si, eu gostaria de ler seus outros livros disponíveis no Brasil. É um livro fofo, sem dúvidas indico, principalmente ao público jovem adulto. Só não criem expectativas enormes como eu fiz. Leiam!

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Avaliação ( 1 a 5): 3.5

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