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Novembro, 9 - Colleen Hoover

>>  sexta-feira, 11 de novembro de 2016

HOOVER, Colleen. Novembro, 9. Rio de Janeiro: Editora Galera Record, 2016. 35p. Título original: November, 9.

“E se... – Ele para e me encara. – E se nos encontrássemos de novo no ano que vem, no mesmo dia? Todos os anos? Faremos isso por cinco anos. Mesma data, mesma hora, mesmo lugar. Vamos continuar de onde paramos esta noite, mas só nesse dia. Vou saber se você está fazendo seus testes de elenco e posso escrever um livro sobre os dias que passamos juntos.” p.89

Viciante é uma palavra pobre para descrever os livros da Colleen Hoover, mas em falta de outra melhor, terá que servir... Seus lançamentos são aguardados, comemorados e o surto é coletivo. Eu tenho até dó de ler muito rápido, porque depois vou ficar órfã esperando o próximo. E é isso, com ela não tem trama ruim. É tiro, porrada e bomba! É muito drama, é muito amor, é muita perfeição em cada página. A gente chora junto, grita, se desespera, pensa em jogar na parede. Sorri, rói as unhas e devora em um dia. Ah, sempre fracasso em não ler muito rápido. E hoje vou falar sobre Novembro, 9.

Fallon O’Neil, 18 anos, está procurando um novo começo. Sua vida toda mudou após um acidente, e ela ainda não consegue aceitar as consequências. Sua carreira como atriz foi para o ralo, sua relação com o pai está pior do que nunca. Fallon decide se mudar de Los Angeles para Nova York e fazer testes para o teatro. E foi em uma de suas discussões com o pai que tudo mudou.

Benton James Kessler também tem 18 anos e sonha em ser escritor. Quando conhece Fallon faz de tudo para tentar fazê-la perceber o quanto é linda e especial. A atração entre os dois é imediata. Eles passam um dia perfeito juntos, mas está chegando a hora da partida.

É então que eles fazem um trato, prometem se encontrar todo dia 9 de novembro, no mesmo local, no mesmo horário. Durante o resto do ano eles não terão nenhum contato, nem e-mail, nem telefone nem redes sociais. Enquanto isso Fallon promete fazer testes de elenco, e ele promete escrever um livro contando a história dos dois. No mais, a vida deles deve seguir normalmente.

Mas como será esperar um ano para ver a pessoa por quem está se apaixonando? E o que pode mudar nesse período?

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Como eu disse no início, quase não dá tempo de respirar e lá vem pedrada. A autora consegue colocar várias reviravoltas que deixam o leitor de queijo caído. Eu adorei, é claro, mas esse não foi meu top favorito da autora, mesmo assim eu enlouqueci durante a leitura. Tem uma das reviravoltas (página 213) que quase me fez tacar o livro longe, de tanta raiva! A autora não tem dó dos corações dos leitores, tem que ter coração forte para aguentar a sofrência toda. Para mim esse não é um livro triste, longe disso, a palavra chave dessa história é AGONIANTE. É uma agonia sem fim, são muitos desencontros e muita coisa que acontece. E eu quase cheguei careca ao final da história. Algumas coisas eu pensava, ahhh imaginei isso, em outras eu ficava tipo “PQP que merda é essa”.

Bom, a trama é fantástica, mas vamos falar dos personagens. Eles são fofos, me arrancaram suspiros, mas não lágrimas. Não é desses casais que eu amo os dois juntos infinitamente (como o casal de Métrica ou de Um caso perdido), mas eu gostei muito dos dois protagonistas individualmente. Fallon é uma moça de bom coração que passou por uma provação terrível, um acidente que a mudou para sempre. E ela precisa se descobrir, se aceitar. Ben é o rapaz lindo que enxerga isso nela, o quanto ela é incrível. Ele tenta de tudo para fazê-la enxergar suas qualidades e se ver de outro modo. Só muito depois dá para entender todas as suas motivações. Nesse livro não senti toda aquela tensão sexual de Talvez um dia e O lado feio do amor, que eu amei, talvez por isso que eu tenha pirado mais pela trama do que pelo casal em si.

A narrativa em primeira pessoa se intercala entre os personagens. O mais legal é que não conta sobre a vida deles no intervalo entre os anos. O foco é o encontro, e é o mais emocionante e surpreendente. Só quando eles se encontram, você fica sabendo o que mudou nesse período, e como as coisas mudam. Muita gente compara com Um dia e a semelhança do tal “mesmo dia do ano” é óbvia. Porém a diferença está exatamente nisso, do livro só ser contado nos dias 9, e dos personagens não terem nenhum contato entre as datas, o que não acontece no outro.

A imperfeição dos personagens é outra coisa que se destaca. Principalmente na mocinha. Fallon está longe de ter a beleza padrão, está marcada por cicatrizes externas e internas. E Ben tinha tudo para seguir o clichê de menino revoltado e possessivo, e ele passa longe disso. O amor dos dois é altruísta, é lindo ver como ele a enxerga, através das aparências. E como ela faz de tudo (até umas burrices) para ele concluir o projeto do livro.

Ah e para os fãs da autora, o casal de O lado feio do amor faz uma pequena participação na história. Um dos irmãos de Ben é o melhor amigo de Miles *.*.

Para os fãs de NA a leitura é imperdível! Colleen é muito amor, todos os seus livros são excelentes. Leiam!

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Avaliação (1 a 5): 4.5

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