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Viajando no mundo das cores

A Química - Stephenie Meyer

>>  sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

MEYER, Stephenie. A Química. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2016. 496p. Título original: The Chemist.

Há quase uma década, Stephenie Meyer criou uma história com uma mocinha ingênua e desastrada, um mocinho encantador e perigoso, juntou uma galinha preta, um litro de pinga, levou pra uma encruzilhada e levou o mundo ao delírio. 

Eu mesma, que nem era mais adolescente na época, terminei de ler Crepúsculo e comecei a imediatamente a reler. A história era uma droga altamente viciante, que levaria todos os leitores a posteriormente se tratarem no LA (Leitores Anônimos). 

Depois, veio a Hospedeira, um romance completamente diferente, uma ficção científica envolvente e que intrigou quem leu. As duas histórias viraram filmes, apesar da primeira ter feito sucesso estupidamente maior que a segunda. 

Meyer quer ser um camaleão, transitando em diversos gêneros. Algumas vezes acerta, outras não. Sua nova aposta, é A Química, um suspense/policial. 

E eis o que achei da sua nova empreitada! 

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A mulher baixinha e franzina só queria não ser notada. Ela já assumiu diversos nomes e morou em várias cidades. Há três anos, ela se chamava Juliana. Porém, Juliana estava morta.

Dona de uma inteligência excepcional, a mulher, que se denominava a Química, era a profissional perfeita da sua área. Sempre assumindo uma postura blasé e sendo firme em suas tarefas, ela sempre conseguia todas as informações que precisava. Trabalhando para o governo americano, ela tinha um orçamento ilimitado e suas pesquisas a faziam produzir compostos químicos únicos. 

Mas em certo momento, a Química passou de uma importante componente nas investigações, para um problema. Um problema que precisava ser eliminado e, por isso, ela fugia. E todos os seus conhecimentos adquiridos no laboratório além dos adquiridos com seu velho mentor, permitiram que ela sobrevivesse esses três anos. 

Até que ela recebe uma proposta de um antigo chefe que deve aliviar sua barra e fazer com que deixe de ser o alvo da vez. Seria a tarefa mais difícil da sua vida, mas com todas as suas ferramentas ela sabia que podia se submeter a isso. Ela só não esperava que alguém fosse destruir suas defesas, chegando cada vez mais perto do seu, até então, inexistente coração.
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A descrição da história é realmente vaga, assim como a sinopse oficial. Não menciona exatamente a profissão da mulher, assim como a missão que ela enfrentará e optei por seguir a mesma linha para que todos descubram esses mistérios como eu descobri, no decorrer da história

Durante a leitura, fui consumida por um misto de sensações: sono, preguiça, "meldels livro, acaba logo!", surpresa, nojo, repulsa, "PQP! Que cena fodástica", incredulidade  e "é só isso?".

Nas primeiras 60 páginas, cochilei três vezes. Inicialmente a história é maçante pra não dizer chataEsperava que aquela magia que sai dos dedos da Meyer e que a transformou em uma autora de sucesso fizesse efeito logo no início, me fazendo devorar o livro imediatamente, mas isso não aconteceu. Foram 60 sofridas páginas com apenas um diálogo. O resto eram descrições da vida da mulher, suas armadilhas e o dossiê que ela leu para enfrentar sua nova missão. Cada vez que eu virara uma página e não via um travessão, sentia vontade de chorar ou fechar o livro e não abrir nunca mais

Não que a história seja ruim. Só é um livro extremamente descritivo. Conta tim-tim por tim-tim itens desnecessários e que não dão fluidez à obra. Várias vezes tive que usar o Google para pesquisar as imagens de coisas que ela citava e eu não fazia ideia do que eram. Outras vezes os discursos e esquemas eram tão complexos que eu não conseguia acompanhar, tendo que reler várias vezes o mesmo parágrafo até compreendê-los ou não

Mas o problema maior é a falta de empatia pela protagonista. Ela é tão gelada num primeiro momento, que não conseguiu aquecer meu coração. Cheguei até desejar que ela morresse, para que a história terminasse logo.  

Então a missão se inicia e aí sim a situação começa a melhorar. Quando a Química, que na maior parte da história se deu o nome de Alex, começa a interagir com outros personagens, a história ficou boa. Não digo que ficou sensacional. Ela alternou entre boa e muito boa. 

Tudo ia bem, apesar de umas passagens extremamente lentas, quando percebi o que me incomodava. Os leitores mais críticos com certeza trucarão o comportamento dos personagens no que diz respeito ao relacionamento amoroso. Eu AMO um bom romance, inclusive, este ano, 90% dos livros que li eram desse gênero. Mas, apesar de fofo, eu não senti verdade ali. O mocinho se comporta como Edward em relação à Bella (apesar de entre os dois, o de atitudes mais mortais ser ela). Eles passam por uma situação louca e, de repente, estão loucamente apaixonados, trocando juras de amor dias depois de se conhecerem. Amor miojo, com alguém tão sem coração e experiente como Alex, não convence.

O início da história lembra um dos meus filmes de ação favoritos, tirando a parte sexy e tal. Isso soará como um pequeno SPOILER, então vou colocar as letras do nome do filme em branco e passe selecione com o mouse se quiser saber ao filme que me refiro "Sr. & Sra. Smith". O propósito da missão é exatamente o mesmo do filme. E foi nessa hora que passei a gostar mais do "outro cara que não o mocinho" do que do próprio mocinho. Não que esse "outro cara que não o mocinho" seja o vilão. Mas eu acertei quem ele era.

Torci muito para que a história desse uma guinada de 180 graus e os rótulos dos personagens se invertessem, que algo me surpreendesse, que eu ficasse de queixo caído. Aí seria muito foda. Mas aconteceram umas passagens muito surreais que você fica assim "WHAT? Que p***a é essa? Como foi fácil assim?". Por mais que o "outro cara que não o mocinho" e a protagonista sejam pessoas extremamente treinadas e mortais, algumas vezes achei que eles resolveram tudo "fácil" demais. Mas as partes radicais do livro foram bem boas. 

Mas a escrita é inteligente. Muito inteligente, posso afirmar. Percebe-se que a Meyer fez uma grande pesquisa para escrever esta história, não só das agências do governo como também de compostos químicos, armamento e assuntos relacionados. 

Na minha opinião, o que faltou foi o meu envolvimento com a protagonista e sobraram descrições desnecessárias como:  "Usava uma pasta em vez de sacola; os detalhes em madeira da alça se encaixavam perfeitamente no pegador da pasta, que tinha os cantos encapados com meta, era pesada mesmo quando vazia e, se necessário, poderia ser usada com facilidade como um cassetete." Essa passagem está no início da história! Está explicado porque cochilei lendo, não é?

Ahh... A menção honrosa vai para os cachorros ninjas desta história! Eles foram adestrados de uma maneira que para serem humanos, só faltavam falar. É inacreditável as coisas que eles fazem. Os amantes de bicho vão curtir. 

Deem uma chance ao livro! Tirando tudo que é ruim, é bom! rsrsrs

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