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Uma canção de ninar - Sarah Dessen

>>  terça-feira, 20 de dezembro de 2016

DESSEN, Sarah. Uma canção de ninar. São Paulo: Editora Seguinte, 2016. 320p. Título original: This lullaby.

“Enquanto o resto do mundo seguia alheio, tomando café, lendo o caderno de esportes e pegando as roupas na lavanderia, eu me inclinava para a frente e beijava Dexter, fazendo uma escolha que mudaria tudo. Talvez em algum lugar houvesse uma reverberação, um salto, uma pequena mudança no universo, quase despercebida. Não senti naquela hora. Sentia apenas que ele retribuía o beijo, me levando para a luz do sol enquanto eu me perdia no gosto de sua boca e sentia o mundo seguir seu rumo, como sempre havia feito, à nossa volta.” p.124

Gosto muito do estilo da Sarah Dessen, já li todos os seus livros lançados no Brasil e fico sempre aguardando o próximo. E hoje vou falar de seu mais novo livro por aqui, Uma canção de ninar.

Remy não conheceu o pai, todo seu legado foi uma música famosa dedicada a ela, mas nunca chegou a conhece-lo. Ele morreu quando ela tinha 2 anos, mas já havia sumido faz tempo da vida da mãe. Ela cresceu com o irmão mais velho, Chris, a mãe e seus inúmeros padrastos. Tudo pelo que a mãe passou, deixou Remy muito cética. Ela não acreditava no amor. Dava mais valor a si mesma do que a qualquer cara, e deixava isso muito claro. Quando começa a sair com alguém e se aproxima demais, se afasta, antes que se machuque. Normalmente ela se desencanta fácil; vários defeitos irritantes a tiram do sério, e  assim, mais um namoro acaba.

Suas amigas estão acostumadas com a longa lista de namorados e términos de Remy. Lissa, que tem um namorado de longa data, Jess que vive em função dos irmãos mais novos, e Chloe, que considera Remy “tão vaca” quanto ela. Ela também já teve uma fase mais rebelde, regada a álcool, mas isso ficou para trás. Agora que terminou o ensino médio, quer apenas aproveitar o verão, e ir para a faculdade sem se prender a ninguém.

Até que conhece Dexter. Ele é diferente, tem todos os defeitos que normalmente ela odiaria – é desastrado, impulsivo e, para piorar, um músico. Ela prometeu nunca se envolver com um deles, um músico como seu pai, mas Dexter era membro de uma banda. Ela que nunca descobriu o amor, estava perto de conhecer algo especial, diferente. Será que ela conseguiria deixar tudo para trás e partir?

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Por um lado, eu adorei. A autora trabalha temas comuns de forma diferente e interessante. Ela fala do amor de formas diferentes, o amor que machuca e que deixa marcas, o amor que tememos. Mas fala também do amor pelos pais, pelos amigos e principalmente, de amor próprio. Não faltava a Remy esse último. Ela sempre se colocou como prioridade, mas deixava de viver muita coisa boa, com medo das partes ruins. A discussão toda em torno de se entregar ao amor é muito interessante, Sarah normalmente constrói personagens mais maduros, ou que amadurecem muito durante a trama.

Por outro lado, senti falta do romance em si. Apesar de Dexter logo no início alegar que eles tinham “muita química” e estavam “destinados a ficarem juntos”, eu não vi isso se desenvolver. Ele era bonitinho, eles tiveram momentos ótimos, mas não senti esse amor todo no ar. Esperava mais do romance e até do final, tudo se resolveu muito rápido.

Esse livro não é tão dramático como o meu favorito da autora, Just Listen. Pode ser até por isso que eu esperava mais, o desenvolvimento é calmo, tudo acontece de forma uniforme. Senti falta de drama, de uma reviravolta que levasse as lágrimas. Ele ficou apenas no bonitinho. Com personagens legais, história boa... e só.

A narrativa da autora é excelente. Adoro a escrita da Sarah, isso não é novidade. Ela tem uma forma poética de escrever sobre temas simples que sempre me encanta. Apesar de esse não ser dos que mais gostei, acredito que o público mais jovem irá aproveitar muito a leitura. É bonitinha, leve, discute temas importantes de forma descontraída. Leiam. ^^

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Avaliação (1 a 5):

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