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Viajando no mundo das cores

As Primeiras Quinze Vidas de Harry August – Claire North

>>  quarta-feira, 14 de junho de 2017

NORTH, Claire. As primeiras quinze vidas de Harry August. Rio de Janeiro: Editora Bertrand, 2017. 448p. Título original: The first fifteen lives of Harry August.

Sinopse: Certas histórias não podem ser contadas em uma única vida. Harry está no leito de morte. Outra vez. Não importa o que faça ou que decisões tome: toda vez que ele morre, volta para onde começou; uma criança com a memória de todo o conhecimento de uma vida vivida diversas vezes. Nada nunca muda... até agora. Ele está perto da décima primeira morte quando uma garotinha de 7 anos se aproxima da cama: “Quase perdi você, doutor August. Eu preciso enviar uma mensagem de volta no tempo. O mundo está acabando, como sempre. Mas o fim está chegando cada vez mais rápido. Então, agora é com você.” Este livro conta a história do que Harry faz em seguida, do que fez antes, e do que faz para tentar salvar um passado inalterável e mudar um futuro inaceitável..

Senhoras e senhores... Temos uma resenha positiva!!!!!

Como é bom ser surpreendida positivamente...

Como é bom ler um livro que fica por dias, semanas, meses na sua cabeça, relembrando cada personagem, cada discussão, cada passagem, cada possibilidade. Como é bom gostar tanto de um livro a ponto de se transportar para a história e imaginar como parte daquela narrativa.

Esse livro fez isso para mim. E estou muito feliz!

Claire North, pseudônimo de Catherine Webb, ganhou uma admiradora, uma verdadeira fã de seu trabalho. O que ela criou foi algo que nem mesmo nas minhas mais loucas viagens eu pensaria, e dá para ver traços do que eu acredito ser sua personalidade: uma quedinha por física moderna, especialmente os ensinamentos básicos (muito básicos, não se assustem) de Einstein e Stephen Hawking, um quê de depressão, gosto por viagens, uma paixão por história, e até mesmo conhecimentos políticos. O mais bonito e intrigante é que isso é tão sutil, mas ao mesmo tempo tão latente, que só alguém muito talentoso seria capaz de conseguir.

Bom, aproveitando o tema do livro, a relatividade do tempo, da vida, da linearidade, vamos ao início...

A Surpresa: Esse livro foi classificado como Ficção Científica, o que me fez descartar de cara. Só voltei atrás por que eu sou daquelas que julga (e compra) um livro pela capa, e ela me hipnotizou. Esse é um erro que pode afastar leitores, mas que é justificável pela falta de uma categoria precisa para seu tipo de história. Ao explicar o estilo para um grupo de amigas, falei em ser um “Romance Fantasia, Ficção, para quem gosta de física e teorias do tempo e da criação, Aventura com um pouco de suspense”. O termo “Ficção Científica” assusta muito: na hora pensamos em Ets, uma sociedade futura espacial, animais dominando a terra, Inteligência Artificial, Jane Fonda salvando a galáxia, etc. Ele não tem nada disso. A história é inovadora, na base do “e se”, com uma premissa bem legal...

A História: Imagina viver nossa vidinha, dia após dia, ano após ano, sofrimentos, alegrias, conquista, cansaços, anos a fio. Imagina passar pelo ciclo da vida, do nascer ao morrer, e depois de morrer... você simplesmente nascer de novo, no início do círculo vital (é o ciclo sem fim, já dizia a trilha de “O Rei Leão”). Tudo reseta e volta do zero: você nasce no mesmo lugar, com a mesma mãe, no mesmo ano, igual. Com a única diferença de que você se lembra de tudo das vidas passadas! Claro que não são todos que são assim, ou não teria graça, mas um grupo seleto de pessoas ao longo dos anos, ao redor do mundo, que simplesmente viram que se juntar e ajudar o próximo é melhor do que viver sozinho desamparado. Assim foi criado o Clube Chronus, e assim que veio a minha segunda surpresa...

A Segunda Surpresa: Quando surgiu o “Clube Chronus” na história, na mesma hora abri um bico, surgiu a má vontade e já pensei que a autora perdeu uma grande chance de desenvolver uma excelente ideia. Quando li o nome, imaginei que seria algo como um clube de heróis, ou uma liga para salvar o mundo. Imaginei algo que acontece em muitos livros: um apelo comercial que acaba com a qualidade da narrativa, na promessa de diversão. Mas eu estava enganada: não demorou muito para eu perceber que não era nada disso, e se trata de uma sociedade de auxílio a pessoas com a mesma condição. Isso foi uma sacada incrível da autora: ao mesmo tempo que ela enaltece um conceito muito importante da sociedade atual, ela coloca uma organização internacional como centro da história, da narrativa, dando mais camadas e mais importância aos acontecimentos seguintes...

O suspense: Simplesmente descrever as vidas repetidas de Harry August faria um livro bom, mas não excelente. Foi então que sabidamente surge o enredo de que o futuro está em perigo, e cabe ao passado descobrir por que. Oras, como historiadora não há conceito melhor e que eu mais defenda. Esse é um valor incrível, e que ganhou muita ação nas caçadas ao longo dos continentes, empregos, faculdades, amigos e vidas dos personagens. Não posso falar muito, ou darei spoilers, mas posso dizer que o grande mérito foi tratar todos como heróis e vilões, como seres complexos, com qualidades e defeitos, como influenciadores de vidas alheias, do futuro, dos acontecimentos. Nada é uma decisão simples, nada em qualquer das 15 vidas.

A Conclusão: Após quase uma semana da conclusão da leitura, posso dizer que me envolvi tanto com a premissa, a história e os personagens, que me pego pensando se fosse eu um membro do clube. O que faria se pudesse fazer tudo de novo? Começar do zero? Refaria meu caminho? Mudaria atitudes? Escolheria outra carreira? E depois que vejo quais foram as minhas escolhas, rapidamente penso o que posso fazer para colocá-las em prática no agora, no presente.

Quer coisa melhor que isso em um livro?

Se indico? Sim. Definitivamente!

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Avaliação (1 a 5):


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