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Viajando no mundo das cores

A montanha - Lori Lansens

>>  quarta-feira, 9 de agosto de 2017

LANSENS, Lori. A montanha. Rio de Janeiro: Editora Bertrand, 2017. 322p. Título original: The mountain story.

“- Bem - falei lentamente, considerando a questão. - Quando era criança eu passei muito tempo na biblioteca. Li muitos livros de aventuras, histórias verdadeiras, e acho que, se tivesse que achar uma semelhança nelas, eu diria que as pessoas que se dão melhor em situações impossíveis são as que têm certeza de que vão sair dessa e que continuam pensando assim, mesmo que morram tentando. Então é isso que vamos fazer.” p. 157-157

Esse livro me atraiu inicialmente por ser tratar de uma história de sobrevivência, um grupo de pessoas perdido na montanha, sem saber o que fazer em seguida (confesso que me lembrei aqueles filmes antigos que passavam sempre na Globo, do povo perdido na neve comendo os que morriam... trash).  Nunca li nada da autora Canadense, mas fiquei curiosa e fui conferir o lançamento. Confiram o que achei de A montanha da Lori Lansens.

Wolf Truly, 18 anos, não teve uma vida fácil. Ele perdeu a mãe muito novo, foi criado apenas pelo pai que vivia bêbado e trazia várias mulheres para casa; que foram suas "mães" provisórias por algum período. Até que o pai perde a casa no jogo e se muda com o filho do Michigan para Santa Sophia, na Califórnia. Lá chegando, eles vão morar no trailer já lotado da tia, cheio de crianças e muita bagunça. Wolf acaba fazendo um único amigo na cidade, Byrd, e passa todo seu tempo com ele. Juntos eles fazem trilhas e exploram a montanha que se ergue no meio do deserto. Até que uma tragédia muda tudo. E Wolf decide subir a montanha uma última vez, e se jogar do Pico do anjo, um alto penhasco.

Ao invés disso, acaba encontrando três mulheres desconhecidas. Nola fez o trajeto para homenagear seu falecido marido, que todo ano a levava até um lago especial, que ficava no meio da montanha, e queria encontrar o lago de qualquer maneira. Bridget é uma loira magra que corre pela trilha fugindo de um enxame de abelhas, o que faz com que todos se percam. Vonn é uma adolescente calada, que esconde seus problemas e tenta ajudar. Elas confiam cegamente em Wolf, que conhece bem o local. Porém, eles se afastaram muito da trilha, e ele não consegue se localizar.

Uma série de infortúnios piora ainda mais a situação. Sozinhos, sem comida, sem agasalhos e perdidos no meio do nada. A noite o frio é congelante. De dia o calor do deserto é implacável. Eles não têm água, mas precisam andar, precisam chegar em algum lugar para encontrar ajuda. Wolf não levou nada, ele não precisava de uma mochila para se matar. E agora, faz de tudo para sobreviver.  

Quatro pessoas perdidas em uma montanha, pouca chance de sobrevivência. Eles estão juntos, unidos para que der e vier. Uma pessoa está muito ferida, outra tem poucas chances de sair dali com vida. Quatro pessoas, uma delas, não sobreviverá.

“Arrependimentos. Claro que pensamos em arrependimentos, mas não é o arrependimento das coisas que você fez que ocupa sua cabeça, é a melancolia pelas coisas que você jamais terá a chance de fazer.” p. 289

~~~~~~

Esse livro acaba com os nervos da gente, me deu muita agonia acompanhar a história desses quatro, sem saber o que o futuro reservava para eles. Na verdade a autora já adianta muito no prólogo (algo que não costumo gostar, mas que aqui funcionou) e ela já começa o livro com uma carta do Wolf adulto para seu filho que está começando a faculdade. Nessa carta ele fala que vai contar a história de seu passado, de algo que sente muita vergonha e já fala que das quatro pessoas que estiveram perdidas na montanha, uma não sobreviveu. Então o livro todo você sabe que o Wolf vai escapar, e que uma das três mulheres vai morrer, mas você não sabe qual, então acabou que fiquei foi mais nervosa. No fim, acho que foi bom. Por um lado eu sofri porque alguém ia morrer, por outro, só assim para ter esperança de que três iriam escapar, porque eram tão azarados que parecia que todo mundo ia virar comida de urubu rs.

Em geral gostei da narrativa, só não curti os flashs da vida do Wolf no passado. A autora alterna o presente na montanha e o passado, para contar a história de Wolf com o pai, com Byrd, de como a mãe dele faleceu… e o tempo todo você já sabe o que tinha acontecido com os personagens no futuro, então essa parte não curti tanto. Para mim se tivesse contado logo tudo antes, depois ele ia para a montanha, ia fluir bem melhor.

Eu me apeguei muito aos personagens, principalmente as mulheres. Nola é uma fofa, fiquei com muita dó de como ela estava sofrendo, até por ser a mais idosa do grupo. Bridget é meio sem noção, mas no fundo é uma boa pessoa. E Voon é bem misteriosa no início, até que você descobre o porquê de suas atitudes. Wolf é meio bobão e um péssimo guia rsrs, mas ele também melhora muito no decorrer do livro. Sofri muito sabendo que uma delas ia morrer, e errei completamente o palpite de quem seria.

Eu fiquei muito curiosa para saber o que aconteceria no final, inclusive eu gostei muitooo do final, mas tenho algumas queixas da narrativa como um todo. A ambientação é bem fraca, você não consegue visualizar bem a montanha nem comprar todas as ideias das coisas que dão errado com eles. E tem partes bem lentas (normalmente as cenas do passado) que poderiam ser melhores. Isso fez com que eu não amasse a obra como um todo, mas com certeza eu amei o enredo. E gente, essa história ficaria ótima no cinema!! Não vi se teve direitos vendidos, mas daria um filme muito legal.

O final, ai gente, eu não tive nem estrutura para esse final. Foi tão lindo, tão esclarecedor. Quando você finalmente entende o que ele queria contar ao filho, fiquei chocada! Não saquei nenhuma das jogadas da autora, acho que mais por não estar esperando algumas reviravoltas. O livro fala de amor, de família, de vida e, principalmente, de esperança. O rapaz vai lá para se matar, e depois está lutando com todas as forças para salvar a vida de três desconhecidas. E elas, tão diferentes, e tão ligadas. Me emocionei muito com o final.

Outra coisa digna de nota é a capa. Ela parece simples em um primeiro momento, mas essa imagem da montanha e do tempo deles se esgotando, da areia do deserto embaixo ficou perfeita, parabéns ao capista, principalmente porque as capas internacionais são todas muito sem graça.

Esse livro é diferente e interessante! Indico muito para quem quer sair de histórias comuns e se aventurar com algo interessante e cheio de emoções. Leiam!

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