O sol também é uma estrela - Nicola Yoon

>>  sexta-feira, 25 de agosto de 2017

YOON, Nicola. O sol também é uma estrela. São Paulo: Editora Arqueiro, 2017. 288p. Título original: The sun is also a star.

“Há uma expressão japonesa da qual eu gosto: koi no yokan. Não significa exatamente amor à primeira vista. É mais parecido com amor à segunda vista. É a sensação que a gente tem quando conhece uma pessoa por quem vai se apaixonar. Talvez você não a ame imediatamente, mas é inevitável que acabe amando.” p.65-66

Da mesma autora de Tudo e todas as coisas, que fez bastante sucesso nas redes e estreia esse ano no cinema, mas que eu, infelizmente, ainda não li. Acabei pegando esse por acaso para ler, sem saber muito sobre o que era a história. Confiram o que achei sobre o novo livro da jamaicana Nicola Yoon: O sol também é uma estrela.

Natasha Kingsley, 17 anos, deixou a Jamaica com a família para morar nos EUA, quando tinha apenas 8 anos. Ela não se lembra de nada do seu país; sua escola, seus amigos, seus planos para a faculdade estão nos EUA. Mas ela e sua família são imigrantes ilegais, e quando seu pai é preso por dirigir embriagado, a família recebe uma ordem de deportação.  Ela tenta recorrer de todas as maneiras, mas agora suas esperanças estão com tempo contado. Em 12 horas ela estará embarcando em um avião. Seu irmão mais novo, Peter, tem apenas 9 anos, e parece ser o único que está empolgado com a situação.

Natasha ama ciências e adora fatos, não acredita na sorte, no destino ou no amor. Acredita no que pode ser provado e comprovado. Não estava nos seus planos conhecer um garoto bonito nas ruas de Nova York e se apaixonar por ele, não quando estava prestes a ir embora.

Daniel Jae Ho Bae, 17 anos, é um bom aluno, um bom filho, que sonha em ser poeta. Enquanto seus pais planejam para que ele e o irmão se tornem médicos. Ele sempre deixou os sonhos de lado e tentou atingir às expectativas dos pais. Filho de imigrantes coreanos, eles só querem que os filhos tenham oportunidades melhores, no grande país em que vivem. Charles, seu irmão mais velho, odeia as suas origens e só quer se encaixar. Já Daniel adora as tradições e comidas coreanas.

Daniel acredita no amor e no destino, enquanto escreve em seu caderno todas as suas inspirações. Quando conhece Natasha, ele acredita que não foi por acaso. Acredita que o destino tem algo especial guardado para eles. Resta saber qual dos dois está certo.

“Beijo para que ele pare de falar. Se continuar falando, vou amá-lo, e não quero amá-lo. Não mesmo. Em termos de estratégia, não é a melhor. Beijar é apenas outro modo de falar, só que sem palavras.” p. 150

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Começa muito bonitinho, com uma narrativa ágil, inteligente e bem interessante. Os diálogos afiados me lembravam um pouco o estilo do John Green e eu adorei as muitas informações que vão sendo explicadas no decorrer da histórias. Capítulos curtos, a narrativa em terceira pessoa se alterna entre vários personagens. Muitos deles contam a sua história através de flashbacks, enquanto isso a autora insere pequenos fatos interessantes e explicações sobre o que é falado. Porém, apesar de ser inteligente e bem escrito, eu esperava mais do enredo em si.

Achei a leitura legal, fofa, mas nada memorável. Um pouco disso é questão de gosto mesmo, eu não curto muito esses livros que se passam inteiros em um único dia. Muito difícil eu acreditar em todo aquele sentimento que acontece tão rápido. Natasha e Daniel se conhecem, se apaixonam... em 12 horas. Isso para mim sempre parece meio forçado, embora os personagens sejam muito interessantes individualmente.

Natasha é uma menina ótima! Inteligente, estudiosa, crítica. Pronta para o que der e vier, disposta a tudo para conseguir ficar nos EUA. A autora narra de forma muito interessante a situação dos imigrantes ilegais, abordando todas as dificuldades para se ficar nos EUA. Fiquei com muita pena de Natasha, afinal ela nem se lembra da Jamaica, e de repente pode ser forçada a ir embora.

Daniel é um fofo, aquele legítimo bom moço. Bonitinho, inteligente, romântico. Ele acha que o destino o fez encontrar Natasha, e vai fazer de tudo para que ela se apaixone por ele. Durante um dia eles conversam, se conhecem, e ele quer mostrar para ela que existe mais no mundo do que fórmulas e fatos comprováveis. Ele enfrenta também uma situação difícil, com os pais rígidos e o irmão babaca. Sem poder seguir seus próprios sonhos. Na verdade, Natasha acredita que Daniel precisa pôr os pés no chão e levar a sério sua escolha de carreira. E ele acha que ela precisa de paixão, que não pode decidir o que vai fazer no resto da vida, só pensando no salário.

É um livro bem bonitinho, e bem escrito, então acredito que muita gente vai amar. Tem uma abordagem legal quando se fala de escolha da profissão, uma dúvida que todo adolescente tem nesse período difícil de escolha do que fazer no resto da vida. Faltou algo para eu me emocionar, para mim foi uma leitura rápida, fofa, mas que não me marcou. Quem leu me conte o que achou, e claro, leiam! ^^

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