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Fraude legítima - E. Lockhart

>>  quinta-feira, 16 de novembro de 2017

LOCKHART. E. Fraude legítima. São Paulo. Editora Seguinte, 2017. 280p. Título original: Genuine fraud.

Sinopse: Jule West Williams não é uma garota comum. Quando esta  história começa – ou termina – ela está hospedada em um hotel de luxo no México, ocupando seus dias com exercícios físicos, comida gordurosa e mentiras. Desde que sua melhor amiga, Imogen Sokoloff, pulou de uma ponte em Londres com os bolsos cheios de pedras, ela desconfia de todos e procura se manter afastada. O que Jule mais quer é se tornar uma pessoa diferente, mas o suicídio de Immie volta à sua mente da mesma forma que seu passado insiste em assombrá-la. Imogen também não era uma garota comum. Ela foi adotada ainda menina por Patti e Gil Sokoloff, um casal nova-iorquino milionário que a criou para se tornar alguém à altura do sobrenome que lhe deram. Porém, tudo o que Immie desejava era a liberdade de uma vida sem expectativa – e é por isso que decide fugir da família e da faculdade, se instalando em uma casa em Martha Vineyard. Lá, Immie começa a namorar o aspirante a escritor Forrest Smith-Martin e leva uma rotina fugaz, repleta de amizades superficiais e dias na praia. Um dia ela reencontra Jule, sua amiga da escola, que também é órfã mas não compartilha da vida de luxo e privilégios que Imogen tem. Jule, no entanto, não demora a se adaptar àquele novo mundo, e as duas logo desenvolvem uma amizade intensa. Histórias de super-heróis encantavam Jule, embora ela tenha se perguntado por que garotas nunca são as protagonistas dessas narrativas. Ao se aproximar de Imogen, ela sente pela primeira vez que é o centro das atenções, uma possível super-heroína – e esse sentimento é o primeiro passo para um caminho sem volta.

Quem acompanhou minha saga com O histórico infame de FrankieLandau-Banks viu que eu fiquei muito irritada /chateada/decepcionada/etudomaisquequisercolocaraqui com a estória. Como foi o primeiro livro que li da autora e comecei muito mal, resolvi dar uma segunda chance e ler Fraude legítima. Fiquei esperando o mesmo sentimento que tive no outro livro. Só não esperava por ESSE enredo! Estou tentando digerir até agora. Nunca me senti tão enganada na vida (mas de uma forma boa, juro!) Querem saber o porquê? Bora lá.

O livro é contado de trás pra frente, até na indicação dos capítulos, além da já conhecida narrativa da autora em terceira pessoa. O leitor é orientado já no início: começa pelo capítulo 18 com uma mensagem clara: “COMECE AQUI”. Nesse capítulo Jule está sozinha com a herança que Imogen lhe deixou para gastar como quiser. O livro, ainda, é pontuado por flashbacks da vida de Jule.

Jule West-Williams é uma menina órfã, aparentemente inofensiva, sobretudo pela sua estatura miúda, e foi criada por uma mulher que a transformou em alguém forte (no sentido literal da palavra), uma guerreira, uma máquina de decorar números, senhas, endereços, de aprender sotaques e, principalmente, de enganar as pessoas. Imogen Sokoloff é uma menina órfã, adotada por um casal muito, muito rico, descrita pelos amigos como uma pessoa mimada, sem coração e que gosta de atenção.

Elas são apresentadas como melhores amigas que, após um bom tempo sem se verem, se reencontram e retomam uma grande amizade e passam a não se desgrudar mais, até que Imogen resolve dar fim à própria vida e deixar toda a sua herança (mais ou menos 8 milhões de dólares. Pouco, não?) para Jule. Não senti empatia nem por ela, nem por Imogen, mas isso não as torna menos interessantes e intrigantes. Forrest, o namorado de Imogen, é um escritor, filhinho de papai, não acredita em uma palavra que Jule diz e parece inofensivo para a estória. Só parece.


Até determinado ponto, foi impossível não me sentir confusa e ao mesmo tempo intrigada para saber como foi que elas (principalmente Jule) chegaram ao ponto em que o livro começa (ou termina). Passei grande parte do texto com três teorias na minha cabeça. Uma foi destruída pela existência do namorado da Imogen, e duas bem consistentes. O que observei o tempo todo foi que Jule é o foco central da estória e uma anti-heroína. E, no fim, tive duas certezas: que uma das minhas teorias estava certa e que  TUDO ERA UMA GRANDE MENTIRA!


Até agora estou me sentindo, para dizer o mínimo, inocente (idiota). O tempo todo o leitor é induzido a acreditar em uma estória que vai sendo contada e, de repente, a autora vem e te diz: “ié-ié, pegadinha do malandro!”. Uma hora, eu juro, você para de se confundir e começa a entender o que está havendo. Tudo ficará mais e mais interessante, e ao longo do texto, à medida que os dias anteriores aos acontecimentos vão sendo apresentados, a autora vai soltando as informações importantes. Infelizmente, não é possível dizer a vocês com clareza o que é tão interessante sem dar spoiler, então vou ter que ser um pouco vaga mesmo, sorry.

E sinto dizer que acho que uma parte do final (entre o capítulo dois e um) ficou bem em aberto, para que se interprete como quiser. Não sei vocês, mas em geral não curto muito essa “liberdade” que o autor dá ao leitor. Tem uma cena bem específica que, para mim, esclarece tudo, mas não acho que todo mundo vai interpretar da mesma forma que eu (quem ler e quiser comentar depois se sabe de qual cena estou falando e se concorda, sintam-se à vontade!).

Já o real último capítulo, que no livro é o 19 e vem logo após o capítulo 1 (que é o penúltimo), aí sim me fez ficar espantada! Nem eu, como leitora, nem Jule, a protagonista, esperávamos que acontecesse o que aconteceu, e não concordei com o desfecho dado à personagem. Foi por isso e pela confusão inicial (quase precisei de GPS para me situar) que não amei  o livro e, consequentemente, não dei nota cinco. Mas não penso que seja um livro para se odiar, como o Histórico infame (embora possa acontecer, rs).

Mas, também não acho que seja um livro que todo mundo vá amar, principalmente pra quem não gosta de se sentir perdido ou disperso na estória, mas indico, principalmente para aqueles que curtem um mistério!


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Avaliação (1 a 5):



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