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Me chame pelo seu nome - André Aciman

>>  quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

ACIMAN. André. Me chame pelo seu nome. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2017. 288 p. Título original: Call me by your name.


Já contei pra vocês que sou aficionada por livros que foram adaptados para o cinema? Se não contei, agora vocês já sabem. Se contei, perdoem minha repetição. Já tinha ouvido falar do filme Me chame pelo seu nome desde o início do ano passado, mas demorei um pouco para perceber que se tratava de uma adaptação. Assim que soube fiquei desesperada para ler, para assistir ao filme, e, apesar de nunca ter ouvido falar em André Aciman, já fiquei bem curiosa para conhecer sua escrita. E como foi esse primeiro contato? Abaixo eu conto tudo!

Elio é filho de um professor universitário conceituado (o nome dele não é mencionado). Todos os anos a família passa o verão na casa que possuem em uma cidade na região da Riviera italiana, que é chamada no livro apenas de “B”. Além de usarem esse tempo para descansar, todos os anos o pai de Elio escolhe, dentre alguns candidatos que preenchem uma solicitação prévia, um aluno de mestrado, doutorado, jornalista ou escritor para passar seis semanas desse verão com a família; o pai de Elio serve como orientador do escolhido em seu projeto, livro, trabalho de conclusão de curso ou seja lá o que este estiver fazendo academicamente.

No ano de 1983, o candidato eleito é Oliver, um doutorando em filosofia que está escrevendo um livro sobre Heráclito (seria a menção a esse filósofo, com seu pensamento de “tudo flui”, proposital?). Oliver é dos Estados Unidos e chega à casa da família de Elio com seu ar arrogante de americano, e suas atitudes, inicialmente, incomodam muito Elio. O tempo todo Elio critica a forma como Oliver diz “Até depois” e também a forma como ele responde às sugestões e perguntas – ele sempre responde com um “Depois”. Além disso, Elio perde seu quarto para o novo hóspede, tendo que se contentar em dormir no quarto menor, ao lado.

Contudo, o que acontece, na verdade, é que em determinado momento Elio se encantou por Oliver. No início da história, ele descreve como tendo sido em certo momento, depois muda de ideia, pensando que pode ter sido em outro momento que o sentimento que nutria por Oliver resolveu mostrar as caras.

Elio é um adolescente. Logo, apesar de ser um menino maduro para sua idade, age compreensivelmente como adolescente várias e várias vezes (não de forma irritante, rs), principalmente no que diz respeito ao que pensa ser o amor. Além de Oliver, ele nutre uma paixão também por uma garota francesa que também passa as férias na cidade, Marzia, que aparece algumas poucas vezes ao longo da história. Mas, a meu ver, o aparecimento de Oliver é um divisor de águas na vida de Elio.

O que ele vai fazer com o sentimento que o consome por dentro? Será que Oliver sente o mesmo por ele? Se sim, seria um amor de verão? Como seria depois? E vários questionamentos passam a habitar a cabeça de Elio (e a do leitor também).

                                                                 ______________

O livro é dividido em quatro partes. Cada parte tem um título que é muito bem explicado ao longo dos capítulos que compõem essas partes.

O livro é narrado por Elio, que conta a história como uma memória de algo que aconteceu há muito tempo, quando ele tinha dezessete anos. Eu me apaixonei por ele logo nas primeiras páginas. Ele é um garoto sensível, tímido, leitor voraz (Eba!), bom pianista. A forma como ele descreve seus sentimentos, bons e ruins, as dúvidas e angustias que nutre em relação a Oliver, a Marzia, são tão intensos que, por vezes, fiquei até sem fôlego.

Oliver, apesar de parecer aos olhos de Elio uma pessoa arrogante quando chega à casa da família, também ganhou meu coração logo de cara. Talvez seja porque eu assisti ao filme primeiro e já conhecia como era Oliver, mas nada impediria que o personagem do livro fosse totalmente diferente do filme, certo?

O cenário também me deixou morta de vontade de conhecer a Itália. Que lugar lindo! Fiquei encantada!

Os pais de Elio são uns amores, em especial o pai. Dá pra gente ter uma noção de quem Elio herdou a sensibilidade. Tem uma determinada cena entre os dois que eu vou levar para o resto da vida. Assim como o próprio pai do Elio menciona, muita gente desejaria ter um pai como ele. A mãe não aparece tanto assim no livro e é um pouco mais rígida do que no filme.

O livro não fala necessariamente de um amor de verão. Ele fala de amor arrebatador, do amadurecimento do personagem por meio do que aconteceu não só naquele verão, mas pelo resto de sua vida depois que Oliver entrou nela e também em seus pensamentos. Como isso contribuiu, de certa forma, para a pessoa que Elio se tornou (e Oliver também, de certa forma).

O desfecho da história é tão encantador e arrebatador quanto o resto dela.

 Terminei de ler esse livro no dia 08 de fevereiro e até hoje, dia 15, momento em que finalmente escrevo esta resenha, ainda tenho dificuldades em falar sobre ele. A culpa não é do carnaval, não é do livro (porque ele não é ruim), não é da história (porque ela não é difícil nem chata de ler). A vontade que tenho, na verdade, é de correr até a minha estante e pegá-lo de novo para reler e reler e reler e reler, até decorar cada frase tão bem escrita, tão bem retratada, tão tocante.

O título do livro está explicado em um determinado trecho e demonstra, a meu ver, a entrega a outra pessoa, ceder seu espaço para o amor para conhecer a outra pessoa de uma forma que quem está de fora não conseguiria jamais compreender.

Em um comparativo rápido entre livro/filme, acho que foi uma excelente adaptação. E que atuação de Armie Hammer e Timotheé Chalamet vivendo os personagens de Oliver e Elio, respectivamente! Não consegui imaginar os personagens com outros rostos e também tenho vontade de assistir de novo e de novo e de novo (já fiz isso depois que terminei a leitura, rs. Contabilizando, foi a terceira vez que assisti, mas ok.

O cenário do filme é um pouquinho diferente do livro, já que a casa da família de Elio não fica na beira do mar no filme. De qualquer modo, é tão linda a cidade (que também não é mencionada no filme), que as imagens apenas complementam a vontade de pegar o próximo voo pra Itália (#sonharnãocustanada).

O filme, ao contrário do livro, não é contado por Elio como uma memória, mas no presente, quando ele conheceu Oliver.

Até a segunda parte do livro, o filme é super fiel. A terceira e a quarta parte em quase nada aparecem no filme, e, de certa forma, foi maravilhoso. Algumas cenas da terceira parte são muito explicativas e pedantes no livro.  Felizmente, o roteirista teve a sensibilidade de poupar o telespectador dessa parte maçante e somos brindados apenas com o que há de bom no texto.

Contudo, apesar de entender totalmente a razão de o filme terminar em uma cena específica do livro – pois acho que o intuito era focar no período em que Elio era jovem –, tem uma cena quase no final do livro que seria perfeita, na minha opinião, para terminar o filme. Mas eu não escrevi o roteiro, não é mesmo? E a forma como termina também não afeta em nada a obra-prima que o filme é.

E, assim, em minha opinião temos duas obras-primas: uma da literatura e uma do cinema. E todo mundo precisa assistir e ler.

Ah, destaque importantíssimo para a trilha sonora! Sensacional! Se quiser, e conseguir ler ouvindo música, eu indico!

Talvez seja um pouco prudente deixar um alerta de classificação etária para quem quiser ler o livro. Ele é um pouco pesado para menores de 18 anos. Mas, se você não tiver problema com isso mesmo sendo menor (nem os seus pais), o filme é um pouco mais comedido nesse sentido (a classificação é 14 anos) então, vocês podem assistir sem impedimento algum!

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Avaliação (1 a 5):





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