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Viajando no mundo das cores

A duquesa - Danielle Steel

>>  sexta-feira, 27 de julho de 2018

STEEL, Danielle. A Duquesa. Rio de Janeiro: Editora Record, 2018. 335p. Título original: The Duchess.

“Angélique tinha certeza de que Tristan ficaria aliviado se ela morresse. Era uma sensação terrível, e um arrepio percorreu sua coluna ao se lembrar dos olhos dele quando a viu pela primeira vez naquele dia e disfarçou. Ela deixara de existir para eles. Não passava de um fantasma do passado e, na cabeça deles, estava tão morta quanto o pai. Isso confirmou o que ela temia desde sua partida: que nunca mais voltaria a ver sua casa. Os primeiros 18 anos de sua vida resumiam-se a lembranças agora. Ele a fizera se lembrar do seu pior medo naquela noite. Angélique estava completamente sozinha no mundo.” p.81

Danielle Steel é outra romancista famosa e com inúmeros livros publicados no Brasil, que eu ainda não conhecia. Na verdade tenho a sensação que já li algo dela no passado, mas nem tinha Skoob ainda para lembrar rsrs. Então hoje conto para vocês, o que achei do meu primeiro romance da autora, A duquesa.

Angélique Latham cresceu como uma nobre no lindo Castelo Belgrave. Filha mais nova do segundo casamento do Duque de Westerfield, foi criada apenas pelo pai, depois que sua mãe morrera no parto. Ela é a menina dos olhos do Duque, uma dama criada para um casamento nobre, uma moça que aprendeu cedo a administrar a casa do pai. Mas o pai já era muito idoso, e temia pela segurança da filha após sua morte. Afinal, mulheres não podem herdar terras e títulos, então tudo iria para o irmão mais velho, Tristan, filho do primeiro casamento do pai. Tristan e seu irmão mais novo nunca aceitaram o segundo casamento, odiaram a nova esposa do pai, e consequentemente, Angélique.

Por conta da doença do pai, Angélique não teve sua primeira temporada na sociedade, perdendo a chance de arrumar um bom casamento. Além de filha de um duque, ela pertencia também a nobreza francesa, por parte de mãe. O pai nada pode fazer, a não ser guardar uma boa quantidade de dinheiro e passar em mãos para a filha. Ele pede ao filho mais velho que cuide de Angélique até que ela se case, sugere que a moça more em uma propriedade menor nas terras do pai.

Quando o Duque vem a falecer, os meios-irmãos de Angélique a abandonam completamente. Tristan não só descumpre os desejos do pai, como expulsa a moça de casa no dia do enterro, enviando-a como uma prima distante, para trabalhar como babá bem longe de suas terras. Com apenas 18 anos, ela se adapta e aprende rápido. Cuida muito bem das seis crianças da família, sem nunca reclamar ou sofrer pelo passado. Ela sabe que está sozinha no mundo, e só quer recomeçar.

Uma intriga acaba fazendo com que ela perca esse emprego, e sozinha, sem carta de referência, não consegue arrumar outro emprego.  Resolve então viajar a procura de novas oportunidades na França. Em Paris ela também não parece conseguir nada, ninguém vai contratar uma babá sem referências. Mas o destino abre outras portas. Ela conhece Fabienne, uma jovem prostituta que tinha sido espancada e estava na rua. Angélique a socorre e leva a moça para seu hotel, onde cuida de seus ferimentos. Fabienne conta para ela a história das moças que trabalham nas ruas, ou que vivem sendo exploradas em bordeis, onde não recebem quase nenhum dinheiro.

Angélique resolve então fazer algo que nunca sonhou, abrir um bordel de luxo. Ela pega o dinheiro deixado pelo pai, e investe em uma casa luxuosa, com lindas moças para atender a nata da sociedade. Sofisticado e dirigido por uma nobre, o Le Boudoir logo vira a sensação de Paris.  Mas não é isso que Angélique quer para o seu futuro, só não sabe o que o destino reservou para ela.

~~~~~~~

Eu esperava gostar bem mais, já vou começar por aí. Acho que o que mais me incomodou foi a narrativa em terceira pessoa, não achei que combinou com esse tipo de romance. Fica tudo muito seco, sem emoção. Até porque a história é basicamente contada por Angélique, e simplesmente, eu não consegui me envolver tanto com a história. Foi trágica, ela era a gata borralheira perfeita, mas não me despertou tantos sentimentos quanto deveria, por ser uma história forte, triste e cheia de reviravoltas.

O enredo é muito bom. Angélique, uma dama, filha de um duque, de repente vira uma mera empregada desconhecida. A babá de uma penca de crianças, com pais frívolos e irresponsáveis. Depois disso, a moça é demitida injustamente, e acaba abrindo um bordel em Paris. Essa parte é bem interessante, apesar de eu não comprar muito a ideia dela conseguir fazer tudo isso sem nada de ruim acontecer. Ela continuou virgem, apenas administrando a casa e ganhando o respeito dos homens todos que frequentavam o lugar... até o coração de alguns.  Depois disso o livro da uma nova grande reviravolta. E eu gostei do que aconteceu, mas o romance em si também não me convenceu, não senti química entre o casal. O final foi bem bom, mas faltou emoção, foi corrido e eu esperava bem mais da “vingança” da moça.

Outra coisa sem graça, é que os personagens são muito estereotipados. Angélique é a moça perfeita, perfeita demais, em tudo. Linda, inteligente, boa moça, coração de ouro, feita de gato e sapato por todos, sem nunca perder a esperança, sempre seguindo em frente como uma dama, meio bleh. E quem era do mal, era mal e pronto. O casal para quem ela trabalhou, os irmãos, eram todos malvados tipo bruxa má de conto de fadas. Ninguém é tão bom ou tão ruim, perde um pouco a credibilidade para mim. E com tanta gente má, você passa o livro esperando que o carma chegue rs,  e eles se deem muito mal, e isso é apenas citado rapidamente.

Eu esperava bem mais da autora, não sei se é uma característica comum dos livros dela, tanto a narrativa rasa quanto a caracterização estereotipada dos personagens, mas se for, realmente a autora não é para mim. Pretendo ler outro livro dela para comparar, se alguém tiver algum favorito para me indicar, eu quero!

Para vocês terem ideia, eu fiquei pensando se a mesma história fosse escrita, por exemplo, pela Julia Quinn, ia arrasar rsrs! Para mim faltou emoção, faltou se aprofundar mais no enredo. Até porque é coisa de mais que acontecem em menos de 400 páginas, já da para imaginar que é corrido.

Quem leu me conte o que achou, eu gostei da história, mas esperava bem mais.

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