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A luz que perdemos - Jill Santopolo

>>  quarta-feira, 4 de julho de 2018

SANTOPOLO, Jill. A luz que perdemos. São Paulo: Editora Arqueiro. 2018. 272 p. Título original: The light we lost.

Minha curiosidade por ler esse livro foi quase imediata quando, logo na capa, li que quem curtiu Um dia e Como eu era antes de você iria se apaixonar por A luz que perdemos. Além disso, o livro vem sendo muito bem recebido e comentado pela maioria dos leitores, o que me fez pensar ainda mais sobre o que estaria me aguardando nas 272 páginas de história. E agora, com a leitura concluída, posso dividir com vocês todos os meus sentimentos e impressões.  

Lucy e Gabriel se conheceram na universidade, em um dia que a maioria gostaria de esquecer: 11 de setembro de 2001. Eles estavam em aula no momento em que o primeiro avião atingiu as torres gêmeas e, depois de passarem dias flertando, Gabriel se aproxima de Lucy e a convida para assistir, do terraço do prédio da universidade, as torres gêmeas em colapso. Enquanto eles acompanham os acontecimentos, Lucy se divide entre a paixão repentina que sente por ele e a dor na consciência por estarem “se pegando” no dia em que a cidade está vivendo em meio ao caos.

O caso entre os dois termina no mesmo dia, de forma tão repentina quanto começou, após Gabe, como Gabriel era chamado, enviar uma mensagem para Lucy dizendo que ia voltar com a ex-namorada.

Eles passam tempos sem se reencontrar, o que acontece, por coincidência, no aniversário de Lucy, em um bar que ela frequentava com as amigas. Os dois voltam a ficar e começam a namorar.

Acontece que Gabriel tem um sonho. Ele é apaixonado por fotografia e quer fazer a diferença com seu trabalho, não apenas ficar fotografando tudo aleatoriamente. Quer fotografar a acontecimentos importantes, fazer a diferença no mundo. Então, apesar de Lucy estar completamente apaixonada e entregue, de corpo e alma, a seu relacionamento, Gabriel deixa tudo para trás e vai viver no Iraque, em meio à zona de guerra.

Lucy fica inconsolável com o fim de seu relacionamento. Seu mundo caiu. Chega ao fundo do poço. E, quando pensa que jamais será feliz outra vez, conhece Darren, um cara totalmente diferente de Gabriel, o que talvez seja exatamente o que Lucy precisa para superar o grande amor de sua vida.

                                               ______________________

Primeiro, preciso dizer que o que me agradou nesse livro foi a forma como ele é narrado e também o desfecho. A narrativa ocorre do ponto de vista de Lucy, que está contando, para uma segunda pessoa, em um determinado lugar (que não posso citar para não dar spoiler, rs), os acontecimentos de sua vida nos últimos 13 anos desde que conheceu Gabriel. Achei muito interessante esse tipo de narrativa, porque me deixou muito curiosa durante todo o livro para saber onde Lucy e seu interlocutor estão e o que estava acontecendo no presente para que ela narrasse o passado de uma forma tão particular. Fiquem tranquilos, a curiosidade é saciada no final da história.

Dito isso, vamos às minhas demais impressões sobre os personagens e a história em si.

Fugindo do padrão que eu costumo escrever, digo de uma vez por todas que me incluo na curta lista (negra) de pessoas que não se prenderam nem morreram de amores tanto assim por esse livro. Para mim, esse livro foi um misto de amor e ódio, principalmente porque não simpatizei como os personagens.

Enquanto narra o passado, agora já “madura”, Lucy passa o livro inteiro lamentando o passado e comparando seu relacionamento anterior (com Gabe) com o atual (com Darren). Além disso, com o tanto que ela se submetia a sofrer por amor de certa forma “não correspondido”, fiquei com vontade de dar uns tabefes nela quando Gabriel reaparecia, do nada, e a vida dela voltava a girar em torno do umbigo dele. Quando eu – e ela também – achava que ela ia se recuperar, ele reaparecia – inclusive para coisas banais, como contar que tinha tomado uma surra e que pensou nela (o detalhe é que ela já estava em outro relacionamento). E assim começava tudo de novo. Lucy, na verdade, não assume que não foi correspondida, eu é que estou dizendo que ela não foi, pelo fato de ela não ter desencanado mesmo depois de muito tempo e muitas vivências. Nesse ponto, a leitura ficou meio maçante e “deprê”.

Gabriel, para mim, é o egoísta dos egoístas, simplesmente porque tomou a decisão de se afastar de Lucy para seguir seu sonho de ser fotógrafo, mas vive feito um fantasma a assombrando, aparecendo do nada e dando esperanças para ela, pretendendo que a vida de Lucy gire em torno dele quando bem entendesse.

Por fim, Darren, o atual marido de Lucy, foi o mais prejudicado e ao mesmo tempo o mais passivo em relação a tudo, pois sabe que ela teve outro relacionamento que nunca superou, mas aceita numa boa. Quando ele agia desse jeito na história, eu tinha que parar de ler, respirar e fazer outra coisa para não querer bater nele também.  

Até consigo compreender que seja difícil para uma pessoa superar uma paixão avassaladora, ainda mais depois de um fim tão repentino no momento de maior apego entre eles (pelo menos da parte de Lucy). Acho que o livro retrata a falibilidade e a contradição humana (gastei o vocabulário, rs), bem como sei que todos nós fazemos escolhas ao longo da vida e, assim como os personagens, arcamos com suas consequências. Mas, sinceramente, não tive paciência com esse triângulo amoroso, foi demais pra mim.

Mesmo tendo gostado da narrativa, fiquei esperando pelo ápice da história ou por momentos mais emocionantes. E a autora guardou a parte tocante para os 48 minutos do segundo tempo. O desfecho é totalmente coerente com o restante da história e passa por um acontecimento específico que me arrancou muitas lágrimas. Mas foi só, infelizmente. Queria ter curtido muito mais a história (leia-se “os personagens”).

Sinto decepcionar a quem esperava uma resenha totalmente positiva desse livro. Sei que a maioria das pessoas vai ler esta resenha e correr para comprá-lo e ler; e o melhor: vai amar! E eu espero muito que isso aconteça. Não quero ninguém bufando pelos cantos e revirando os olhos como eu fiquei ao longo da leitura. Então, quem leu me conte aqui! Quero ouvir/ler o que você tem a dizer sobre esse livro!

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Avaliação (1 a 5): 




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