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A guerra que salvou a minha vida - Kimberly Brubaker Bradley

>>  quarta-feira, 3 de outubro de 2018

BRADLEY, Kimberly Brubaker. A guerra que salvou a minha vida. Rio de Janeiro: Editora DarkSide Books, 2017. 240 p. Título original: The war that saved my life.


Livro sobre a Segunda Guerra, até quando o evento é apenas o pano de fundo para uma história, me chama atenção. Já tinha ouvido falar desse livro e babado na edição da DarkSide, que, assim como todas as outras, é sensacional. Então, ganhei o livro de presente de aniversário e, finalmente, pude acrescentar essa maravilha à minha estante, para matar minha curiosidade de saber se era só um “rostinho bonito” ou se realmente valia a nota 4,8 no Skoob. Agora, conto para vocês.

Ada e James moram em Londres com a mãe, uma mulher terrível que é completamente apaixonada pelo filho e despreza a filha com todas as suas forças, única e exclusivamente pelo fato de ela ter nascido com o pé torto. Contudo, ao invés de tomar providências para que o defeito fosse corrigido, trancafiou a filha em casa e a impediu de ir à rua, à escola, de ter amigos, tratando-a como algo ruim em sua vida.

Isso acabou por tornar Ada uma menina séria, desconfiada, autossuficiente e amarga.

A iminência do início da guerra está assombrando Londres, de modo que, antes que ela comece efetivamente, as crianças começaram a ser evacuadas da cidade e levadas para o interior. Ada inicialmente não seria levada, apenas James, claro. Mas, com a ajuda do irmão, Ada consegue ir também.

De início, ninguém está interessado em acolher duas crianças sujas, uma delas com problemas físicos. Contudo, elas são levadas para a casa de uma mulher solteira, que mora em uma fazenda. Ada não quer ir, não quer ficar. Até que ela vê um pônei no terreno da casa e decide que é ali que tem que viver.

E em meio à guerra que assola o país, Ada, aos poucos, vai se afeiçoando ao pônei, Manteiga, à casa e a Susan, a dona da casa, ao mesmo tempo que vai deixando de lado todo o amargor que a vida antes da guerra havia lhe causado.

                                                            _______________

Ada é uma menina muito séria, mas me conquistou desde o início. Fiquei com muita raiva da forma como a mãe (!?) a tratava. Que tipo de pessoa trata um filho como a mãe de Ada a tratava? Infelizmente, existem pessoas assim e, ainda que na ficção, isso me fez ficar com muita raiva e, ao mesmo tempo, torcendo para que tudo desse certo para a garota.

Não sabemos, de início, a idade de Ada, já que a mãe se nega a falar quando a filha nasceu. Mas temos uma noção de que ela deve ter, aproximadamente, 10 anos.

E a história narrada por Ada me tocou de uma forma irreversível. Fiquei tocada com sua falta de conhecimento sobre o mundo. Quando ela é levada para a casa de Susan, não conversa direito porque não sabe o que significa absolutamente nada. Coisas que para nós são corriqueiras, óbvias, pra ela são totalmente novas. “O que é poder?”, “o que é educável?”, além de sentimentos que ela sente, mas não sabe o que significa.

Susan, de início, se mostra uma incógnita em relação a como trataria Jamie e Ada. Fiquei preocupada, já que as crianças já eram suficientemente mal tratadas em casa pela mãe. Mas Susan me surpreendeu e me vi, de repente, torcendo por ela também.

Jamie é um personagem secundário muito fofo. Um garotinho de seis anos que está evidentemente perdido sem a mãe, sem a escola e sem os amigos. Tão apaixonado pelos aviões da guerra que, juro, parecia que ia chegar uma parte em que eu leria que ele cresceu e se tornou piloto.

A mãe de Ada e Jamie não merece maiores informações além das que eu já disse. Muro de chapisco na certa para essa filha de chocadeira.

O final da história daria a entender que tudo terminou por ali, não fosse o fato de eu já saber que existe o livro dois, que eu inclusive comprei assim que terminei o um, porque preciso continuar essa história sensacional.

Como eu disse no início, a guerra no primeiro livro é mais um pano de fundo na maior parte do tempo, tornando-se mais evidente apenas mais para próximo do final do livro.

Indico para quem gosta de livros sobre guerra, sobretudo narrado por uma criança. Indico também para quem gosta de livros juvenis e, claro, para quem curte capas bonitas. Vai deixar a sua estante superestilosa!

Adicione ao Skoob!

Avaliação (1 a 5): 





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