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Humanos: Uma breve história de como f*demos com tudo - Tom Phillips

>>  quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019



PHILLIPS, Tom. Humanos – Uma breve história de como f*demos com tudo. Rio de Janeiro: Editora Bestseller, 2018. Título original: Humans.


Mais um livro escolhido na tentativa de derrubar alguns tabus que ainda tenho na literatura. Nunca curti muito livros de não-ficção. Logo, já sabia que seria um desafio para mim ler Humanos. Contudo, o tema me chamou muito a atenção, afinal, sei o quanto nós humanos temos a tendência de fazer burradas homéricas e irreversíveis. A história ta aí para nos lembrar disso. Então, logo no comecinho do ano, peguei o livro e me dediquei a derrubar o meu tabu em relação à não-ficção. Será que funcionou?


Em Humanos, Tom Phillips se dedica a nos apresentar, ou relembrar, o caminho que os humanos modernos percorreram ao longo do tempo, possivelmente desde que descobrimos que o homem e os macacos têm um ancestral em comum e tivemos a brilhante ideia de que seríamos melhores do que eles e poderíamos fazer muito mais coisas. E muito mais cagadas também.

O ser humano, inteligente, criativo, não se limita a usar toda a sua potência cerebral (ou a parte que funciona) para fazer coisas incríveis para a humanidade. Ao mesmo tempo que faz coisas incríveis, faz algo para estragar tudo. Um exemplo disso foi a “invenção” da agricultura, quando alguém teve a ideia de cultivar o próprio alimento e entendeu que, para isso, deveria derrubar árvores, desmatar um pedação de terra e usar agrotóxicos, provocando um dano ambiental irreversível. A mesma coisa aconteceu quando o homem quis dominar os outros animais para fazer deles seu alimento, devastando várias raças.

Ele afirma, em determinado trecho, que o ser humano tem mania de criar padrões, ainda que eles não existam, o que acaba nos fazendo temer algo que na verdade é inofensivo. E as mídias sociais são grandes influenciadoras para que isso aconteça. O avanço da tecnologia acontece em velocidade tão assustadora que ficamos perdidos, e é bom se preparar sempre para não ser pego de surpresa em relação a tanto avanço.

Há ainda, outras áreas da vida humana, uma série de ideias que deveriam ter se limitado a ficar na cabeça de quem as teve, como, por exemplo, na política. Afinal, quem imaginaria que entregar o poder de um povo a um cara como Hitler resultaria em uma guerra? Como usar melhor o poder do povo para que coisas do tipo não aconteçam mais? Não há como prever, já que o ser humano continua fazendo cagadas ao eleger pessoas como Trump.

E, ainda, a cada final de capitulo o autor faz uma listagem de cientistas que se ferraram usando a própria ciência, ideias que jamais deviam ter sido colocadas em prática, políticas que não deram certo, etc. Prefiro não listar todas para não acabar com a graça do livro. 

Logo nas primeiras páginas, achei o livro um tanto bem-humorado. O autor, de forma engraçada e irônica, comenta não só as burradas da humanidade em todos os campos de existência, mas também demonstra como nosso cérebro funciona em relação às tomadas de decisões em nossa vida e às reações ao que vêm acontecendo no mundo. 

Me peguei várias vezes balançando a cabeça em concordância com as constatações que o autor faz em relação ao ser humano, sobretudo suas atitudes tão cheias de boas intenções que resultam em más situações para si próprios e para o mundo, por vezes, de forma definitiva. 

O que me chamou a atenção no livro foi a triste coincidência de eu ter acabado de terminar de ler o livro quando uma das cagadas mais recentes aconteceu: o rompimento da barragem de Brumadinho-MG. A pergunta que não quer calar na cabeça de todos nós é: como alguém constrói uma barragem em um nível mais alto do que o dos prédios da administração e dos refeitórios da empresa? Por que a construíram tão perto de uma população? Como dizer que não havia a chance de romper, quando a própria empresa chama funcionários e moradores para fazer um treinamento de fuga semanas antes de a “tragédia” acontecer? Quantas mais vão ter que se romper e quantas pessoas precisarão morrer?

Um evidente exemplo desanimador de que as merdas continuarão acontecendo.

Outra coisa que reparei no livro foi a crítica feita ao governo Trump. O tópico tratado em praticamente todos os capítulos acabou se tornando uma crítica voltada ao presidente americano, que acabou ganhando um capítulo específico.

No final estava abarrotada de tanta informação e um pouco aliviada de ter terminado, rs. O livro não serviu para me fazer apaixonar pelo gênero de não-ficção, mas indico para quem gosta do gênero.

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