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A mão que te alimenta - A. J. Rich

>>  sexta-feira, 1 de março de 2019


RICH, A. J. A mão que te alimenta. Rio de Janeiro: Editora Record, 2019.266p. Título original: The hand that feeds you.

“Eu estava irritada, mas fiquei em silêncio por um tempo. Então me ocorreu um pensamento. A questão não era ‘ou’; era ‘e’. Eu era desse jeito e daquele jeito. Era uma mulher que estudava vitimologia e era uma mulher cujas ações haviam contribuído para se tornar uma vítima. Não era essa dualidade que nos tornava humanos? E não era menos terrível pensar em mim mesma como as duas coisas, em vez de apenas uma?” p.177

Eu amo thriller psicológico, então normalmente os lançamentos já vão direto para a minha lista. Esse livro tem um trabalho de capa incrível, e foi impossível não ficar curiosa. Confiram o que achei de A mão que te alimenta das autoras Amy Hempel e Jill Ciment, sob o pseudônimo A. J. Rich.

Morgan Prager faz mestrado em psicologia forense na Faculdade de Justiça Criminal. Em sua dissertação ela pretende redefinir o conceito de predador, identificando o que define uma vítima. Com questionários de pesquisa online e perfis falsos em vários sites de relacionamento, ela acredita ter sucesso em sua pesquisa. Foi também através desses sites que ela conheceu seu noivo, Bennett.

Uma tarde ao chegar em seu apartamento, Morgan encontra a porta aberta e seus três cachorros inquietos. Nuvem ela criou desde filhote, Chester e George eram dois pitbulls que ela havia adotado em um abrigo. Os cães eram dóceis e nunca atacariam ninguém. Ou ela achava que não... Morgan encontra Bennett no quarto, morto. Sua perna fora arrancada e jazia em cima da cama. Ele estava no chão. Com o rosto irreconhecível e sem globos oculares. Passado o choque, seu noivo morto pelos seus cachorros, seria só o início de seu pesadelo.

Ela descobre que nada que Bennett dizia era verdade. Este não era seu verdadeiro nome, o endereço que ela tinha era falso, ela não era nem a sua “primeira” ou sua “única” noiva. Morgan começa a investigar o passado de Bennett, e tenta descobrir como tudo aconteceu.

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Como vocês podem ver acima, o enredo é bem intrigante. É um thriller psicológico, mas já começa com o “vilão” morto e sem ninguém perseguindo a mulher (o que foge um pouco do padrão desse estilo). Achei tudo isso bem interessante, a narrativa é ágil e é um livro de rápida leitura.

Tirando isso, vai só ladeira abaixo rs. Nada me conquistou. É um livro raso (são menos de 300 páginas para um enredo bem complexo), os personagens são estereotipados e sem emoção, é tudo muito seco. E é cheio de furos, nada fazia muito sentido. O melhor do livro são três cachorros, e nem com eles a protagonista conseguiu passar alguma emoção.

Morgan é sem sal, seu irmão eu já nem lembro o nome de tão sem graça. Bennett já aparece morto rs. Aí tem alguns coadjuvantes sem graça e é isso. Tanto fazia pra mim quem morria ou não... tirando os cachorros rs.

Para piorar, tem cenas do livro que não fazem o menor sentido:
- Morgan chega em casa, vê o noivo morto lá e os cachorros sujos de sangue e surta. Ela é internada em uma clínica psiquiatra, mas após sair, nenhum policial a interroga nem nada. A identidade do cara era falsa, não tem digitais, e ninguém investiga nada. E independente de, aparentemente, os cachorros serem os “assassinos”, era uma morte suspeita, cadê a investigação?
- Um cachorro é morto na hora pela polícia, os outros dois são levados presos e ela tem que provar que eles são “adequados para o convívio humano” para evitar que eles sejam sacrificados. Mas ninguém investigou nada, era só olhar as bocas dos cachorros pra ver se algum dos três matou o homem. Tinha fibra, tinha pele? A perna foi arrancada! Nada, só prendem os coitados e fim.
- Ela ficou em choque pela morte, chorou pelos dogs e ponto. A mulher parece não ter sentimento nenhum por nada. Fica o livro todo falando que não tem dinheiro, mas pega avião, trem, vai pra vários lugares "investigar" o passado do cara. Paga até um hacker...
- Depois morre uma mulher lá, assassinada, e Morgan foi a última pessoa que a viu viva. Ela procura a polícia, fala isso na delegacia e fim, mal foi interrogada.
- Mais para o final, depois de vários desdobramentos, tem a possibilidade de exumar o corpo do morto para ver se as mordidas batem com dos cachorros. Sério? Agora?
- Uma pessoa se entrega do nada para a protagonisa e praticamente grita, aloouuu sou eu, fiz isso e fiz aquilo. De repente vira alguém pouco inteligente, a mesma pessoa que fez tudo na surdina o livro todo.

Olha, talvez isso seja uma trama boa para marinheiros de primeira viagem nesse estilo. Para quem lê muito esse gênero é bem fraco. Trama extremamente mal feita, nada bate, cheia de furos. O final não ajuda, corrido e mal feito. A única vantagem é que flui bem, é daqueles que são fracos, mas pelo menos a gente lê rápido e acaba logo rs.

Eu não indico, se alguém leu venha aqui comentar o que achou!

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