target="_blank">Some alt text
Promoções
target="_blank">Some alt text
Viaje com as séries
target="_blank">some alt text
Viaje comigo
target="_blank">some alt text
Ofertas Submarino
target="_blank">Some alt text
Os melhores do ano
target="_blank">Some alt text
Viajando no mundo das cores

Allegro em hip-hop - Babi Dewet

>>  quarta-feira, 6 de março de 2019

DEWET, Babi.  Allegro em hip-hop. Belo Horizonte: Editora Gutenberg, 2018. 334 p.


Sou uma leitora persistente dos livros da Babi. Não me recordo mais qual foi o primeiro, mas entre contos e séries  já li a série Sábado à noite e o primeiro da Série Cidade da Música: Sonata em punk rock. No caso de Sábado à noite, eu tive uns momentos de amor e ódio, mas a nota terminou girando na média geral 4. Li um conto dela no livro Um ano inesquecível, mas não cheguei a terminar a leitura. Quando li Sonata em punk rock, o buraco foi um pouco mais embaixo e muita coisa me incomodou. Restou, então, aguardar pela continuação – Allegro em hip-hop –, que, conforme a própria Babi já disse, não é tão continuação assim, já que são livros independentes (há controvérsias). Houve um hiato de dois anos entre o primeiro e o segundo livro. Minha expectativa: que o segundo livro fosse melhor que o primeiro, principalmente em relação aos pontos que me incomodaram tanto. A realidade... bem, você já, já vai descobrir.


Camila Takahashi é uma descendente de japoneses, com uma mãe bem pulso firme, e acaba de entrar para a Academia Margareth Vilela, que até pouco tempo recebia apenas músicos. Agora, com as primeiras turmas de balé trazidas para a Academia, Camila vê a chance de mostrar todo o seu talento e potencial, para, quem sabe, ser vista por um olheiro e conseguir uma vaga em um dos maiores grupos de balé do mundo.

Todo o talento de Camila faz com que ela seja admirada e invejada por muitos na Academia. Mas o que ninguém sabe, além de Clara, a melhor amiga de Camila, é que ela é uma menina tímida, insegura, complexada e virgem. Nunca teve um relacionamento, nunca beijou na vida e com o tanto que se esforça para ser a melhor, mal chega a pensar e, consequentemente, lembrar disso.

Para uma pessoa que gosta de planejar tudo nos mínimos detalhes e com muita disciplina, como uma boa descendente de japoneses, Camila vê seus planos serem bagunçados e sua cabeça virar uma confusão sem fim, quando participa do teste para a apresentação de fim de ano da Academia, para ser a protagonista de O lago dos Cisnes. Um belo dia, ela conhece Victor, um ruivo violinista que pode mudar os “não pensamentos” de Camila sobre relacionamentos.


                                               ___________________

Quando eu mesma leio o resumo que escrevi acima, penso que, se eu fosse alguém lendo a resenha, ficaria desesperada para comprar o livro e conhecer a história de Camila. Contudo, não se deixem ludibriar pelo meu resumo. Não digo que seja uma propaganda enganosa, mas uma boa ideia, de execução péssima.

Camila tem 18 anos. Eu já tive essa idade e nela tive inseguranças, medos, pânicos e necessidade de mostrar o meu melhor. Isso eu consigo compreender. Contudo, a personagem não me conquistou.

Outro ponto que me incomodou bastante é que a escrita da autora conduz a história de uma forma que não nos traz surpresa ou algum tipo de sentimento quando uma situação é resolvida. Vou explicar. Um conflito se apresenta em determinada parte da história. A partir de então, a protagonista fica dando sinais, brechas, que induzem o leitor a entender que algo muito ruim ou muito bom vai acontecer, e se você estiver ligado, consegue saber exatamente em que momento vai acontecer. Logo, quando acontece de fato, o clima já foi cortado e só resta ao leitor o pensamento de “eu sabia”.

Pelo título, eu já sabia que algo aconteceria em relação a alguma apresentação em determinado momento envolvendo o balé e o hip hop. Contudo, a forma como essa situação é conduzida não me trouxe qualquer emoção quando aconteceu.

Além disso, há, claro, o conflito entre Camila e a mãe disciplinadora, pulso firme. Esperava que fosse ser um conflito muito mais pesado do que realmente foi. Para mim, a mãe de Camila foi mais um fantasma que ficou rondando a história do que efetivamente causando um medo real. Por vezes, pensei até que fosse coisa da cabeça da protagonista.

No resumo, escrevi que havia controvérsias em relação à independência entre os livros. Sim, caso você queira, pode ler só este livro, mas preciso te informar que alguns personagens de Sonata em punk rock aparecem na história de Allegro em hip-hop, e acredito que seria melhor que a pessoa tenha lido o primeiro para conhecê-los.

Quando li Sonata em punk rock um dos pontos que me incomodou foi a imaturidade excessiva do personagem Kim, que estava em época de faculdade e agindo como se tivesse 15 anos.

Em Allegro em hip-hop, senti que houve uma tentativa de demonstrar que Kim agora era um cara melhor, mais maduro. A própria protagonista, Camila, menciona em determinada parte do início que o acha infantil, parecendo um adolescente. Até aí, ok. Mas, na minha opinião, não adiantou nada melhorar um personagem e estragar outro – a protagonista.

Outro ponto negativo que se repetiu neste livro foi a escrita repetitiva(-iva, -iva, -iva), que chega a cansar, tanto que eu parei de ler o livro por uns dias. Juro que em determinados momentos eu seria quase capaz de repetir inteiramente determinadas coisas que Camila dizia ou pensava, de tanto que ela repetia. Possivelmente um problema de revisão de conteúdo, porque isso tem a ver com a progressão temática do texto.

O ponto positivo foi o personagem Victor, o jovem violinista ruivo que me ganhou desde a primeira vez que apareceu na história. Fofo, lindo, dedicado. Mais um para o Top Piriguetagem.

O desfecho foi corrido e, como o todo o resto, bem previsível.

Assim, a expectativa que eu tinha de que este livro trouxesse uma evolução da escrita e da construção da narrativa foi quebrada ao me deparar com uma história que me agradou ainda menos que a primeira.

Às vezes, chego a pensar se o problema não é comigo, se não está na hora de abandonar histórias mais juvenis (em termos de público-alvo), mas aí me lembro das histórias de personagens adolescentes sensacionais que me fizeram lembrar da minha adolescência de forma saudosa. Então, eu volto a pensar que talvez seja a hora de deixar para lá minha persistência com os livros da Babi, mas aí me lembro também que A cidade da música é uma série de três livros, e este é o segundo. Logo, não cheguei a conclusão nenhuma, mais uma vez, e é melhor deixar esse assunto pra lá! (kkk)

Se você é do tipo persistente, ou alguém que curtiu todos os livros da autora, ou tem vontade de conhecê-los, ou curte livros juvenis, ou, ainda, gosta de livros nacionais, leia, mas não diga que fui eu que indiquei!


Adicione ao seu Skoob!


Avaliação (1 a 5): 







Comente, preencha o formulário, e concorra ao Kit Top comentarista!

Postar um comentário

  © Viagem Literária - Blogger Template by EMPORIUM DIGITAL

TOPO