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A pequena livraria dos sonhos - Jenny Colgan

>>  quarta-feira, 19 de junho de 2019



COLGAN, Jenny. A pequena livraria dos sonhos. São Paulo: Editora Arqueiro, 2019. 304 p. Título original: The little shop of happy ever after.


Por mais apaixonada que eu seja por livros, me peguei pensando, estes dias, que leio muito poucas histórias envolvendo pessoas que amam ler e fazem algo a respeito, por exemplo abrir uma livraria ou uma biblioteca e tal. Agora, após a leitura de A pequena livraria dos sonhos, posso acrescentá-lo à lista de leitura sobre o tema. Posso, também, dizer para vocês o que achei.

Nina é uma verdadeira amante dos livros. Daquelas que se perde no mundo fictício do livro que está lendo, achando que faz parte dele e, ao parar de ler, acredita que tudo aquilo poderia muito bem acontecer na vida real. Ela é muito tímida, não gosta muito de sair, não gosta de conflitos e faz o possível para não ser notada. Ela é bibliotecária e só vive para ler e indicar para as pessoas o livro da vida delas. Acredita que pode passar a vida toda fazendo isso.

Até o dia que seu sonho é ameaçado pela notícia de que várias bibliotecas serão fechadas, inclusive a biblioteca em que ela trabalha. Parece que livros e bibliotecários não são mais necessários, especialmente na cidade de Birmingham.

Assim, Nina precisa enfrentar um longo treinamento e entrevistas chatíssimas a fim de comprovar que tem capacidade de continuar a exercer seu ofício de bibliotecária e se manter próxima dos livros. Contudo, é justamente no treinamento que ela descobre o que quer fazer. Quer montar uma livraria pequena e poder, finalmente, indicar para cada pessoa, de acordo com a personalidade e o que a pessoa está passando, o livro ideal, bem como cobrar de acordo com o que a pessoa pode pagar ou com o valor do livro.

Para fazer isso, ela precisa partir para a Escócia, atrás de um anúncio de uma van que estaria à venda e que seria perfeita para o que pretende fazer. Apesar de enfrentar muita resistência e dificuldade inicial, ao chegar  lá ela descobre não só que gostou da van, que aparentemente é muito imensa para uma garota tão pequena, mas que talvez tenha encontrado um lugar para recomeçar sua vida. E ela fará isso em meio aos livros, aos novos amigos e, por que não, um amor.

Já comecei a leitura curtindo a capa, que é muito fofa. Há uma mensagem inicial, deixada pela autora do livro aos leitores, que me conquistou. A mensagem contém, simplesmente, a indicação de vários lugares para se ler, para tornar a leitura algo prazeroso. Ao final da leitura, acabei relacionando alguns dos lugares indicados aos usados por Nina para ler, como banheira, cama (confere), andando na rua (confere), clube do livro (confere), viagem e outros. Com uma mensagem assim, já comecei a pensar o quanto o livro prometia.

Mas não foi bem assim.

Em relação à história em si, logo no início já me identifiquei com Nina em relação ao seu amor pela leitura, ao hábito de estar sempre com um livro à mão, de querer indicar para todo mundo um livro, de incentivar a leitura.

Não gostei de Griffin e Surinder, amigos de Nina. Apesar de estar certa em alguns conselhos que dá a Nina, Surinder passa a maior parte da história colocando-a para baixo, e junto com Griffin, não dá o menor apoio ao projeto da livraria. Eu não gostaria de ter amigos como eles, sério.

Há muitos personagens fofos e engraçados que vão aparecendo ao longo da história. Curti muito Marek, mas não queria, confesso, que Nina tivesse um final feliz com  ele, mas com um outro personagem, um certo fazendeiro rabugento, carrancudo que não gosta que chamem seu cão de “fofo”. O desfecho amoroso de Nina eu não vou contar, vocês vão ter que descobrir.

O legal da história foi ver o crescimento de Nina. A livraria é, na verdade, o pano de fundo para dar destaque à evolução da protagonista. Ela começa tão tímida, apavorada com o que vai fazer da vida, e vai crescendo ao longo da história e se tornando dona do próprio nariz e do próprio negócio, e torci bastante por ela. 

Outra coisa que curti foi o cenário onde se passa a maior parte da história. Fiquei até pesquisando na internet imagens das cidades e... ai, ai, que vontade de conhecer a Escócia!

Mas... (sim, sempre tem um “mas”, certo?) eu esperava gostar um pouco mais da história. As passagens sobre livros, as referências (e que referências!) trazem aquela identificação para quem ama livros. Contudo, a história não traz grandes emoções, o romance foi decepcionante e o desfecho ainda mais. Esperava outra coisa, imaginei mil e uma coisas que ainda estou esperando acontecerem.

Algumas situações conflituosas na história foram resolvidas de forma quase “apática”, e parece que as ideias da autora foram muito boas, mas ela perdeu a mão na amarração da história. As expectativas em relação ao romance também foram uma grande frustração, esperei ficar com o coração quentinho, mas não senti sequer química entre o casal, ainda que me esforçasse e torcesse. 

Para quem gosta de histórias leves e com tema livros, pode ler sem medo. Não é uma história marcante, mas a leitura é fluida e vai ajudar na meta de leitura.


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Avaliação (1 a 5): 3,5






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