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Viajando no mundo das cores

Matadouro-Cinco - Kurt Vonnegut

>>  quarta-feira, 26 de junho de 2019

VONNEGUT, Kurt. Matadouro-cinco. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca: 2019. 288 p. Título original: Slaughterhouse-five.


Livros de ficção científica geralmente são muito legais, às vezes explicativos demais, às vezes viajados demais. Mas, no geral, são bons e me agradam bastante. Matadouro-cinco, de Kurt Vonnegut, é mais um clássico da literatura sci-fi e foi relançado pela Editora Intrínseca em uma edição no mínimo sensacional. Eu já tinha ouvido falar do autor, mas não tinha lido nada escrito por ele, até este momento. Agora conto para vocês o que achei de Matadouro-cinco.


Billy Pilgrim é um americano rico, optometrista, que serviu como soldado na Segunda Guerra Mundial e foi feito refém e levado para Dresden, na Alemanha, onde presenciou um dos maiores bombardeios de toda a existência da Terra, com o maior número de mortos, superando até mesmo Hiroshima.

Assim como Billy, Vonnegut, também prisioneiro de guerra àquela época, presenciou o massacre que assolou Dresden em 1945 e viu milhares de pessoas morrerem queimadas, asfixiadas.

Graças ao depósito subterrâneo localizado no matadouro-cinco, onde estavam os prisioneiros de guerra trabalhando na fabricação de um complexo vitamínico, suas vidas foram poupadas no bombardeio e puderam voltar para suas casas.

Após a experiência terrível na guerra, Billy passa sua vida viajando no tempo, indo para outros planetas, outros tempos em seu passado (como revisitando a guerra) e em seu futuro (podendo saber até mesmo como será a sua morte).

                              __________ 
O livro conta a história de Billy e, muito raramente, o autor se coloca dentro dela, como, por exemplo, quando sinaliza que foi ele próprio que disse ou fez determinada coisa, em determinado momento, e existe um misto de realidade e ficção.

A forma como o autor escreve é tão fluida e a diagramação do livro tão bem feita que a leitura fluiu de forma maravilhosa e quase li o livro em uma sentada só.

Um ponto interessante foi a forma como ele explica por que o livro se chama “Matadouro-cinco ou A cruzada das crianças”, como é citado na folha de rosto. Esse nome foi dado porque, segundo um dos soldados da história, de 45 anos de idade, as guerras são travadas por jovens soldados, ou “bebês”, como ele os chama, e não por pessoas da idade dele. Então, ele associou os soldados recém-barbeados a uma “cruzada das crianças”.

Algumas outras passagens do livro me deixaram agoniada e tocada, afinal imaginar um cenário de guerra e acontecimentos terríveis que houve naquela época não faz bem para ninguém.

O livro tem uma dose não muito equilibrada de ironia e sátira para mostrar ao leitor, de forma sagaz, toda a imbecilidade e inutilidade da guerra, e o autor faz isso tratando a guerra como uma futilidade.

Logo nos primeiros capítulos, tive a certeza de que seria mais um livro cinco estrelas na minha estante. Não foi bem assim.

É que, apesar de toda essa sátira, ironia e afins, o livro não me conquistou. Com o passar dos capítulos e as intercalações entre a vida no presente, no passado e no futuro de Billy, às vezes rápidas demais a ponto de me deixarem confusa, minha expectativa em relação à história foi sendo quebrada aos poucos e, no final, foi um alívio ter terminado.

Billy foi passando de personagem interessante a maçante e irritante, e no final eu só queria me livrar dele logo.

O que me chateou ainda mais foi que o que eu acreditava ser o ápice do livro, que seria o ataque a Dresden, foi bem frustrante, apesar de eu ter considerado a comparação da cidade com o solo da Lua bem interessante.

E, assim, a minha experiência não foi das melhores logo no primeiro livro que leio de Vonnegut. “É assim mesmo”. Não quer dizer, contudo, que eu vá te dizer para não ler o livro. Futuramente pretendo ler alguma outra história do autor para tirar a cisma. Quem quiser indicar algum livro dele, fique à vontade!


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Avaliação (1 a 5): 






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