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Viajando no mundo das cores

A filha do rei do pântano - Karen Dionne

>>  sexta-feira, 27 de setembro de 2019

DIONNE, Karen. A filha do Rei do Pântano. São Paulo: Editora Verus, 2019. 266p. Título original: The Marsh King’s Daughter.

“Eu poderia lhe dizer que tinha doze anos, e minha mãe vinte e oito, quando fomos resgatadas do sequestrador dela. Que passei anos vivendo no que os jornais descrevem como uma de fazenda em ruínas cercada por pântanos no meio da península superior, no Michigan. Que, embora eu tenha aprendido a ler graças a uma pilha de revistas National Geographic da década de 50 e uma edição amarelada dos poemas reunidos de Robert Frost, nunca fui à escola, nunca andei de bicicleta, não conhecia eletricidade ou água encanada. Que as únicas pessoas com quem falei nesses doze anos foram minha mãe e meu pai. Que eu não sabia que éramos prisioneiras até não sermos mais.” p. 10

Thriller psicológico é um dos meus gêneros favoritos, chega um e já fico curiosa para ler. Eu não conhecia a autora, mas achei a premissa intrigante e fui conferir. Hoje conto para vocês o que achei de A filha do Rei do Pântano.

Helena Pelletier moldou toda a sua vida para criar uma nova identidade e deixar o passado para trás. Hoje ela é uma mulher casada com Stephen, um fotógrafo atencioso e carinhoso, e tem duas filhas, Mari e Iris, de 3 e 5 anos. Ela nunca contou para ninguém sobre o seu passado. Assim que atingiu a maioridade ela mudou o sobrenome, cortou e pintou o cabelo, e se mudou. Nunca mais teve notícias dos avós e da mãe. Ela se reinventou.

Ninguém sabe que ela apareceu na capa de uma revista famosa e ficou conhecida como “a filha do Rei do Pântano”, que foi como seu pai, Jacob Holbrook, ficou conhecido. Ele sequestrou sua mãe quando ela tinha apenas 14 anos, a polícia nunca conseguiu encontrá-la. Ela foi mantida em cativeiro, foi abusada de todas as formas, e dois anos depois, deu à luz a filha, Helena. Elas só escaparam quando Helena já tinha 12 anos e sua mãe, 28.

Depois que elas fugiram, o pai acabou sendo preso e condenado. Ele passaria o resto da vida na prisão.  Ela estava segura, o passado estava esquecido. Muitos anos se passam. Então o pai mata dois guardas e foge da prisão. A polícia começa à caçada, mas Helena sabe que eles não acharão nenhum rastro. Ela conhece seu pai, conhece o pântano, e acredita que só ela poderá encontra-lo.

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Psicologicamente, esse é um dos livros mais intrigantes que eu já li. Afinal, Helena se tornou um fruto do meio? Ela cresceu e foi criada por um pai abusivo, um sequestrador e estuprador. Ela amava esse pai, desprezava a mãe que viveu sempre encolhida em um canto. E mesmo depois de descobrir tudo, e de mais tarde entender o horror pelo qual a mãe passou, ela ainda sente carinho pelo pai, ela ainda não sente muita coisa pela mãe. Ela se tornou uma adulta dura, fechada, que deixou tudo e nunca mais olhou para trás.

Helena cresceu no meio de uma casa isolada, no pântano. O pai a ensinou a caçar, pescar, atirar e ela amava aquele lugar. Idolatrava o pai e adorava a vida selvagem. Apenas tolerava a mãe, que nunca foi apegada a filha, era calada, taciturna e muito sem graça. Ela não se interessava em ajudar a mãe nas tarefas domésticas, seguia o pai para todo lado.  Até os seus 12 anos, ela nunca soube sobre a sua origem, e nem sobre o que a mãe passava.

Para uma menina nascida em um lugar isolado, que só convivia com o pai e a mãe, tudo aquilo era normal. Ela não tinha televisão, internet ou eletricidade... nem sabia o que era isso. Quando o pai batia na mãe, era porque ela merecia ser castigada. Ela não enxergava os abusos e as maldades. Mesmo agora, já adulta, compreendendo tudo o que aconteceu, ela ainda lembra do pai com carinho.

Helena só reconheceu a maldade do pai, quando ele a deixa três dias presa no fundo de um posso, no inverno. Depois de quase morrer, e da mãe apanhar por ajudá-la a se aquecer, ela começa a ver um outro lado dele. E ela só realmente sente ódio dele, quando ele atira em seu cachorro sem motivo. Ela não tinha nenhum senso de certo e errado, ela não conhecia outra criação.

Como livro de ficção, essa obra não me ganhou. A narrativa é lenta, morosa, custei para avançar em alguns momentos. Helena passa muito tempo divagando sobre o passado, sobre toda a sua infância. E a descrição do pântano e tudo o que o envolve, não me despertou interesse.  Outro problema que tive, foi o de não simpatizar com a protagonista. Eu entendo a criação que ela teve e como isso afetou tudo, mas nem depois de adulta, apesar de compreender, ela não se solidarizou muito com a mãe. Ela sai atrás do pai sem avisar o marido, é pouco carinhosa com as filhas, a protagonista não é uma pessoa legal. E para um livro narrado em primeira pessoa, isso conta muito!

Não gostar de Helena, me fez ter birra com a leitura até o final. Ela foi tão pouco solidária com a mãe, tão seca. E depois simplesmente deixou a mãe para trás, mudou de nome, e foi embora, nunca voltou. Achei também os desdobramentos previsíveis e pouco interessantes. A tão esperada fuga do cativeiro e a volta delas praticamente não é contada. Desde o início ela fala que não seria a história da mãe dela, que seria a história dela. Mas o problema é que eu não me interessei por ela rs, o calvário da mãe era infinitamente mais interessante.

Como um thriller achei bem fraco, final corrido, desinteressante. Nada é muito explicado e a narrativa é morosa do início ao fim. Não curti a leitura e pessoalmente não indico. Mas, reconheço que é um livro bem escrito, e para quem gosta da abordagem psicológica, pode enxergar a leitura apenas como um drama e curtir bem mais.

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Avaliação (2 a 5): 2.5

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