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Viajando no mundo das cores

Algo sinistro vem por ai - Ray Bradbury

>>  quarta-feira, 2 de outubro de 2019


BRADBURY, Ray. Algo sinistro vem por aí.  Rio de Janeiro, Editora Bertrand, 2019. 265 p. Título original: Something wicked this way comes. 

Conheço Ray Bradbury por ter lido anteriormente Firenheit 451, uma distopia sensacional que se tornou um dos meus livros queridinhos da vida. Desde então fiquei com vontade de ler outros livros do autor. Quando recebi Algo sinistro vem por aí, fiquei muito curiosa, sobretudo por saber se esta história seria uma distopia ou uma obra de ficção científica. Quando comecei a leitura... bom. Senhoras e senhores, preparem-se! Algo sinistro vem aí!

Jim Nigthshade e William Halloway são amigos inseparáveis. Ao mesmo tempo, são totalmente opostos, tanto em relação à aparência quanto em relação à personalidade. Enquanto Jim é sério, sombrio, frio, Will é amoroso, sentimental. Um a razão, o outro, o coração.

Em um dia de outubro, enquanto voltavam para casa após mais um de seus passeios e brincadeiras pela cidade, no meio de uma ventania que promete virar uma tempestade, eles encontram um papel que afirma que o Show Pandemônio das sombras de Cooger & Dark está chegando à cidade, no dia 24 de outubro. Várias atrações e espetáculos estão disponíveis para o público, como o Bebedor de lava, o senhor elétrico, a mais bela mulher do mundo.

Com toda esperteza e criatividade que só duas crianças podem ter, Will e Jim desconfiam que há algo errado com o parque, já que nenhum parque chega na cidade no fim do ano.

Outra coisa muito estranha é o fato de o trem transportando o parque e seus “funcionários” chegar na cidade às 3 horas da manhã.

Eles, então, decidem entrar de cabeça em mais uma aventura e investigar os mistérios que permeiam o parque e suas estranhas atrações, que se mostram muito mais malignas do que eles poderiam imaginar, trazendo à tona o medo e os piores pesadelos.

                                                                   ~~~~~~

 E eu devorei o livro! 

Narrado em terceira pessoa, de uma forma sombria e ao mesmo tempo poética, o livro me prendeu de uma forma que eu não conseguia parar de ler.

Foi tanta agonia que senti enquanto os meninos passavam por situações assombrosas e terríveis, que tinha que continuar lendo para saber o que ia acontecer. Não é fácil ver dois garotinhos serem perseguidos por seres do mal e, pior, não saber se o único adulto disponível e sabedor da situação conseguiria salvá-los das garras do mal.

E o melhor de tudo é que o livro não traz simplesmente um circo de horrores com suas atrações maléficas. É muito mais do que isso. É um livro reflexivo sobre o tempo, a idade. Como se deve aproveitá-la quando se é novo, da melhor forma. Aproveitar a infância, a juventude, para alcançar uma boa velhice, tranquila, satisfeita, sem arrependimentos. É sobre não ter medo de envelhecer, pois a maioria das pessoas têm medo; afinal, quem quer envelhecer? É ter medo de se olhar no espelho, aceitar tudo o que lhe é oferecido para atrasar ou evitar que isso aconteça. É entender que a gente envelhece, mas se sentir velho é algo relativo.

Apesar dessa mensagem tão importante e legal, alguns pequenos pontos me incomodaram, mas atribuo essa percepção à minha experiência como leitora, e pode ser que eles não sejam percebidos 
por outro leitor. E é algo tão pequeno diante da parte boa da história, que é melhor deixar pra lá. 

A capa é um espetáculo à parte, já remetendo à atração que viria por aí. Além disso, enquanto lia, me lembrei do estilo de alguns autores, como Stephen King, o que não surpreende, já que Ray Bradbury até hoje serve de inspiração para autores como nosso mestre King, como bem dito na contracapa, em uma ótima sinopse feita pelo autor nacional Raphael Montes.

Lendo algumas resenhas e opiniões sobre o livro, acabei descobrindo que ele foi adaptado para o cinema em 1982, sob o título de No templo das perdições. Infelizmente, não consegui assisti-lo em site algum, mas ainda tenho esperanças, pois só pelas cenas disponíveis no YouTube, já deu para perceber que ficou tão sombrio quanto o livro!

Assim, indico a todos que amam a escrita do autor, para quem curte um bom suspense e para quem curte uma boa literatura. 


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Avaliação (1 a 5): 4.5

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