Codinome Villanelle - Luke Jennings

>>  segunda-feira, 23 de novembro de 2020

 

JENNINGS, Luke. Codinome Villanelle. Rio de Janeiro: Editora Suma das Letras, 2020. 216p. (Killing Eve, v.1). Título original: Codename Villanelle.

"Para Villanelle, o que importava era que havia sido escolhida como instrumento de uma organização todo-poderosa que compreendia, assim como ela mesma sempre soubera, que ela era diferente. Eles reconheceram seu talento, buscaram-na, tiraram-na do pior lugar do mundo e a puseram no mais elevado, que era seu lugar de direito. Uma predadora, um instrumento da evolução, parte daquela elite isenta de qualquer lei moral." p. 34

Não sei se vocês já conhecem, mas eu adoro a série de TV, Killing Eve! Claro que quando vi que era baseada em livros, fiquei super curiosa para ler. Hoje conto para vocês o que achei do primeiro volume com Codinome Villanelle.

Villanelle é o codinome de Oxana Borisovna Vorontsova, 26 anos, uma assassina profissional. Mais nova ela foi jogada em uma prisão russa depois de matar os assassinos do pai.  Ela foi tirada da prisão por um grupo misterioso, treinada na arte de matar em várias partes do mundo, um treinamento que incluiu também línguas, etiqueta, formas de se vestir. Hoje ela era uma assassina perfeita: letal, inteligente e belíssima.  

Villanelle não tem sentimentos, uma psicopata que ama o que faz. Ela adora ser rica, ter lindas roupas e morar em Paris. E ama mais ainda a emoção de mais uma caçada.  Através de seu contato na organização, Kostantin, ela recebe sua nova missão, matar um influente político russo que daria uma palestra em Londres.

Eve Polastri, 29 anos, trabalha no MI5, ela é chefe do serviço britânico de segurança Londrino. Seu trabalho é avaliar possíveis ameaças a pessoas importantes que chegam à cidade e providenciar segurança se necessário. Ela é casada com Niko, professor de matemática, e eles não têm filhos ainda.

Quando um político russo que eles deveriam proteger, é assassinado em Londres, ela perde seu cargo de chefia. Mas é contratada para trabalhar em segredo e localizar a misteriosa assassina, que vem matando pessoas influentes pelo mundo. 

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Para quem curte a série de TV, o livro é interessante. Foi legal saber mais sobre os personagens, até porque muita coisa é diferente no livro.  Porém, como livro apenas, ele deixa muito a desejar. 

A série de TV é muito interessante, um suspense diferente e bem divertido. A série tem uma pegada LGBT forte, com o envolvimento das protagonistas que é um ódio que vira obsessão ou até paixão. A parte policial da série tem alguns furos, muita coisa inacreditável, mas no geral eu curto. No Brasil Killing Eve está disponível na Globo Play, já têm 3 temporadas e foi renovada.  E as atrizes principais arrasam! Villanelle é interpretada por Jodie Comer e Eve Polastri pela Sandra Oh (a eterna Cristina de Greys Anatomy).

O livro alterna a narrativa entre as duas protagonistas, mas Eve não aparece tanto nesse primeiro volume. São quatro histórias separadas, narradas em ordem cronológica. Elas formam esse primeiro volume da série, não sei se os próximos livros terão esse mesmo formato. 

Achei a construção dos personagens bem rasa, tudo muito estereotipado. O fato de eu já conhecer o enredo e gostar da história, fez com que eu gostasse da leitura e focasse nas diferenças do livro X série. Mas achei que para quem vai ler apenas o livro, ou ler o livro antes de assistir, deixa muito a desejar. É tudo muito clichê e mal construído. Villanelle a assassina perfeita; linda, muito inteligente, letal e sem defeitos. Eve é meio desastrada, não consegue organizar bem nem sua vida pessoal nem profissional. Achei que ela caiu de paraquedas na investigação, a personagem não é apresentada devidamente, só sabemos que é casada e que não tem filhos. O livro todo trata das peripécias de Villanelle, na cama ou matando alguém, e Eve tentando encontrar um fantasma. O livro não tem um ápice também, como são 4 contos, termina tudo bem aberto.  

Sobre o livro X série de TV! No livro Oxana está presa após matar o pai, quando é libertada por uma organização que quer recrutá-la, a mãe já morreu faz tempo. Na TV a família aparece depois, mãe e irmãos. Ela é menos volúvel do que na série, mais concentrada em seu trabalho. Continua sem sentimentos, sexo para ela é apenas uma diversão, tanto faz se com homens ou mulheres. Nesse primeiro livro ela não se preocupa com Eve, se aproxima dela apenas quando descobre que está sendo investigada e só.  Eve é bem parecida com a série de TV, meio maluca e obcecada pelo trabalho. Sua obsessão por Villanelle é para pegar a assassina, não tem aquele climão todo da série de TV (pelo menos por enquanto).  Kostantin aparece bem menos aqui, ela não se importa com ele. 

Espero que o segundo seja melhor, que melhorem na construção das protagonistas e no enredo em geral. Essa organização por trás de tudo que apenas é citada, mas nada é revelado sobre ela, tudo muito pouco desenvolvido.

Eu indico a série de TV rs. Quem leu me conte se curtiu!

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Série Killing Eve:
  1. Codinome Villanelle (Codiname Villanelle)
  2. No tomorrow (os demais ainda não lançados no Brasil)
  3. Endgame.

Avaliação (1 a 5):

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