No coração de Manhattan - Laura Layne

>>  segunda-feira, 16 de maio de 2022



LAYNE, Lauren. No coração de Manhattan. São Paulo: Editora Paralela, 2022. 216p. Título original: Made in Manhattan.

"- Cuidado, duquesa. Olhe de novo pra mim desse jeito, e quem vai ser manipulada é você, e não vai ser com gentileza.
Ela respirou fundo diante da sugestão descaradamente sexual.
- Não se preocupe, murmurou Cain, sarcástico. - Garanto que você vai gostar." p.21

Este é um dos últimos lançamentos da Editora Paralela, uma comédia romântica leve e divertida. Confiram o que achei de No coração de Manhattan da Lauren Layne.

Violet Trownsend, 27, representa muito bem a elite de Nova York. A herdeira que se veste sempre de forma impecável, com seu clássico colar de pérolas, seu cachorrinho em miniatura e uma maquiagem perfeita. Ao seu lado, Keith Schultz, o namorado ideal: rico, bonito, bem sucedido. Ela faz trabalho voluntário para a caridade, frequenta os grupos sociais corretos, é sempre simpática e adora agradar. Na vida privada, Violet é apenas uma moça solitária, que tenta fazer tudo do jeito certo. Ela e Keith são mais amigos, companheiros do que realmente namorados. Ela mora sozinha no apartamento da avó falecida e não tem ninguém.

O mais próximo que tem de uma família é Edith Rhodes, a melhor amiga de sua avó, que a acolheu depois que ela faleceu. Edith é dona de uma empresa bilionária e depois de perder o marido e o único filho, está desesperada para resolver quem irá assumir a empresa quando ela aposentar. Quando Edith descobre um neto que nunca soube que existia, tudo muda. Mas agora ela precisa transformar um simples moço da Luisiana... no novo CEO da empresa. E para isso ela pede a ajuda de Violet. 

Cain Stone é o tal neto perdido. Ele está com raiva de tudo isso, teve uma infância pobre e difícil e o pai nunca apareceu. Cain não tem nenhum interesse em ajudar a avó que nem conhecia, ou em se transformar em mais um homem de terno em NY. Com relutância ele aceita a ajuda de Violet, afinal, ninguém jogaria fora uma herança milionária.  

Entre encontros desastrosos, muitos confrontos e roupas caríssimas, eles parecem não se odiar tanto assim. E quando a afinidade cresce, uma atração irresistível aflora.

"Perda em um desejo tão desconhecido, tão intenso que ela não conseguia ver direito, Violet soltou um gemido de desejo e se curvou contra ele, sem pensar. Mais!
Cain a afastou tão abruptamente quanto a puxara para si.
- Alguma pergunta?
- O que foi isso?, perguntou ela, confusa e com as pernas ligeiramente bambas.
- Estou mostrando a você que não sou seu cara, em nenhuma condição. Nunca vou ser. Agora dá o fora da minha casa." p. 108

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Esse é um daqueles clichês que a maioria ama, os chamados "Enemies to love" que vêm virando estilo literário nos EUA. É daqueles romances onde os protagonistas se odeiam no começo, trocam muitas farpas e negam até o final que estão caidinhos um pelo outro. Eu curto, e vocês? 

O enredo é bem legal, com a questão de Cain chegando a cidade e Violet achando que ele fosse um brutamontes idiota. Ele sem nenhuma paciência com a socialite que ele apelidou de "duquesa" e sem saber se quer ou não assumir a empresa. Violet sempre fez de tudo para ajudar Edith, então ela acredita que vai conseguir transformar Cain em alguém "aceitável" para o cargo de CEO.  

É tudo bem clichê mesmo.. os dois que se odeiam no início. Ela rica e sem muito que fazer da vida, um namorado intragável, e Cain, um mocinho gatíssimo e com jeito de bad boy. Claro que eles vão ficar atraídos um pelo outro, vão negar até o fim e etc kkk. Eu gostei da premissa e me diverti com as provocações entre eles. Gostei de todos os personagens, o mordomo da Edith, Alvin, um senhor hipocondríaco garantiu as cenas mais divertidas. E a cachorrinha Coco? Minúscula, anda dentro da bolsa e parece um rato (segundo Cain).

Achei que a narrativa poderia ter alternado entre os protagonistas. Como só Violet narra a história, Cain fica muito estereotipado e com um desenvolvimento raso. Queria saber muito mais sobre ele, do que sobre ela. Uma pena isso. 

 O romance é leve, gostosinho ,divertido, mas nada demais também. Cheio de clichês, é mais do mesmo. Gostei do epílogo fofo, o final em si foi muito bonitinho. Queria mais páginas rs, acabou em um sopro. 

Quem leu me conte se curtiu, romances leves são sempre uma ótima pedida para descontrair e esquecer os problemas. Leiam! 

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Avaliação (1 a 5):

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