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Viajando no mundo das cores

A sombra do vento

>>  terça-feira, 8 de setembro de 2009



“O amor é tão poderoso que constrói tanto quanto destrói."

A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón é uma obra prima da atualidade. Uma história fascinante e envolvente, extremamente bem contada. Um romance sombrio e emocionante, que nos remete a uma Barcelona dos anos 50, marcada pela guerra, criando um clima tenso e ao mesmo tempo nostálgico.

Barcelona – 1945, Daniel Sempere é um menino de 10 anos que vive com o pai, dono de um sebo importante. Daniel é apresentado pelo pai ao Cemitério dos Livros Esquecidos, um lugar meio mágico, onde estão milhões de exemplares de livros abandonados. O cemitério dos Livros Esquecidos tem uma tradição: a primeira vez que alguém visita o lugar ele adota um livro, garantindo que ele nunca desapareça, que se mantenha vivo para sempre.

Daniel escolhe um livro que mudará o rumo de sua vida, arrastando o personagem por um labirinto de mistérios, segredos, perigo e romance. Buscando descobrir mais sobre a vida e obra do autor Julian Carax, descobre que alguém vem destruindo toda a obra do autor e que sua própria vida está em perigo.

O autor mistura duas histórias com perfeição, a busca de Daniel e a biografia perdida de Julian Carax. Os personagens são intrigantes e emocionantes: Daniel, Julian, Clara Barceló (seu primeiro amor) e meu personagem preferido Fermín Romero de Torres, um personagem encantador, que me fez rir e chorar.

Sucesso de crítica e de vendas, este livro pode ser visto como um romance policial, uma história de amor ou uma novela gótica, o livro fala principalmente da importância dos livros e da solidão.

No enredo nos deparamos com pessoas marcadas pela solidão: A aia estéril, o pai chapeleiro traído e abandonado, o ex-espião caçado, a grávida aprisionada, o relojoeiro homossexual, a secretária esquecida... Todos eles vivem presos em sua solidão e nos acontecimentos do passado. São como livros abandonados, cada um com seu próprio universo, apenas esperando para ser descoberto.

Trilha sonora disponível em: http://www.carlosruizzafon.co.uk/shadow-music.html



"A arte de ler está morrendo muito aos poucos, que é um ritual íntimo, que um livro é um espelho e só podemos encontrar nele o que carregamos dentro de nós, que colocamos nossa mente e alma na leitura, e que esses bens estão cada dia mais escassos."
"Cada livro, cada volume que você lê tem alma. A alma de quem o escreveu, e a alma dos que o leram, que viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa os olhos pelas suas páginas, seu espírito cresce e a pessoa se fortalece."
"Um segredo vale o quanto valem aqueles dos quais temos de guardá-lo.”

"Certa ocasião ouvi um cliente habitual da livraria de meu pai comentar que poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho ao seu coração. As primeiras imagens, o eco dessas palavras que pensamos ter deixando para trás, nos acompanham por toda a vida e esculpem um palácio em nossa memória ao qual mais cedo ou mais tarde - não importa os livros que leiamos, os mundos que descubramos, o quanto aprendamos ou nos esqueçamos - iremos retornar. Para mim, essas páginas enfeitiçadas serão sempre as que encontrei entre os corredores do Cemitério dos Livros Esquecidos."

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