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Viajando no mundo das cores

Entrevista - Felipe Pan

>>  segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ele não imaginava que o hobby de escrever e desenhar histórias em quadrinhos – cultivado desde a infância – e a leitura de autores como Maria José Dupré e Pedro Bandeira seriam cruciais na sua escolha do curso superior e até o levariam a se tornar escritor. 


Autor da obra Rede de Sonhos, revelada ao público pela coleção Novos Talentos da Literatura Brasileira, da Editora Novo Século, o paulista Felipe Pan não deixou que o gosto pelo mundo da ficção se perdesse com o tempo. 

Nesta entrevista exclusiva ao Viagem Literária, Felipe Pan conta que enquanto aguarda o aval da editora para a continuação de Rede de Sonhos está trabalhando firme em uma nova saga infanto-juvenil. O autor também fala sobre sua opção em escrever para jovens, o desejo de que seu trabalho contribua para uma melhora no nível de educação do país. Também revela sua opinião sobre o tipo de leitura usualmente exigida nas escolas e sobre o espaço para a literatura nacional em um mercado repleto de autores internacionais de sucesso.

Felipe Pan nasceu em 1986, em São Bernardo do Campo, São Paulo, onde reside até hoje.

Como você se tornou escritor e como surgiu a idéia de escrever para adolescentes?
Felipe Pan - Nunca foi algo premeditado, para ser bem sincero. Quando pequeno, adorava escrever e desenhar histórias em quadrinhos, especialmente de um certo herói aracnídeo norte-americano. Com o tempo, peguei gosto por escrever meus próprios contos e enredos também, mas isso era apenas um hobby, uma maneira gostosa de eu me distrair. Somente na faculdade é que comecei a considerar a idéia de fazer da escrita uma profissão, já  que podia observar mais consistência em meus trabalhos que, até  então, eram puro lazer. Escolhi escrever para adolescentes porque acho que essa é a principal fase onde um indivíduo pode adquirir o hábito da leitura. Se fizer com que meus livros cativem ou influenciem jovens positivamente ao ponto de torná-los leitores assíduos, do mesmo modo como alguns autores fizeram comigo, posso dizer que meu objetivo foi atingido. Uma das coisas que mais almejo em minha carreira é  contribuir para uma melhora no nível de educação em nosso país.    

O que pensa dos livros indicados nas escolas, pelos professores, para os jovens? Sempre acho que eles poderiam escolher também livros mais atuais ao invés de tantos clássicos. Você acha que isso influencia o gosto pela leitura do jovem?
Felipe Pan - Tenho uma opinião bem forte sobre o assunto, e ela infelizmente vai contra o que o sistema educacional brasileiro e os professores de português geralmente pregam. Primeiramente, tenho um pensamento simplório e prático – quando os grandes autores do passado escreveram suas obras, adolescentes raramente faziam parte do seu público-alvo. Seguindo tal raciocínio, por que então jovens de 15, 16 anos precisam ser forçados a ler clássicos que seguem esse estilo, sendo que a maioria deles ainda nem sabe como fazer uma boa leitura de um livro? Os tempos mudaram e é notável que não há relação alguma entre leitor, personagens e situações descritas, e isso é terrível quando se quer convencer o jovem contemporâneo de que ler é divertido e importante. Infelizmente, obrigá-los a ler obras que fujam de seus conflitos e realidades acaba criando aversão por parte dos jovens para com a literatura em geral. Acredito que o primeiro passo para mudar essa situação esteja em fazer com que o adolescente goste de ler, independentemente do quê. Uma vez adquirido o hábito da leitura, isso certamente fará com que, no futuro, a pessoa busque os grandes clássicos da literatura brasileira ou portuguesa, já que seu senso crítico já está mais aguçado e há maturidade suficiente para entender melhor o que gênios como Jorge Amado e Clarice Lispector, em meio a tantos outros, tão sabiamente ilustravam.  

Seu livro me fez lembrar de autores que eu amava durante a adolescência, como Marcos Rey e Pedro Bandeira. Eles o inspiraram de alguma maneira?
Felipe Pan - Nossa, se meus livros a fizeram lembrar de Marcos Rey e Pedro Bandeira, posso ficar muito satisfeito com meu trabalho! Foi justamente Pedro Bandeira quem, juntamente com Maria José Dupré, despertou em mim o interesse pela leitura. De certa forma, considero ambos meus professores na arte de escrever. 

É impressão minha ou o japonês Naoki em Nova York foi uma citação do Hiro da série Heroes? Você costuma seguir essas séries e elas o influenciam de alguma maneira?
Felipe Pan - Rede de Sonhos traz muitas referências à cultura nerd atual, isso não escondo de ninguém. O personagem Naoki é baseado em um de meus melhores amigos, cujo primeiro nome japonês é justamente esse. Fisicamente, posso dizer que ele lembra o personagem Hiro Nakamura e, por isso, resolvi fazer referência a uma das cenas iniciais da série Heroes quando o grupo dos Caçadores vai a Nova York. Mesmo que não seja lá  muito fã de Heroes especificamente, gosto muito de seriados americanos, então foi natural para mim prestar algum tipo de homenagem a essa cultura. 

Quem leu o seu livro está  torcendo pela continuação. O que você pode contar sobre isso? E, caso tenha, qual o destino de Arthur?
Felipe Pan - Quando criei o enredo de Rede de Sonhos, dividi a história em dois arcos –  um que abordasse a origem da Rede e outro que mostrasse como as pessoas a transformaram no decorrer dos anos. Por enquanto, dependo exclusivamente da resposta de vendas do primeiro volume para que Rede de Sonhos: NOVA saia do bloco de notas e vá para o papel. No segundo livro, como o enredo se passa cerca de sete anos após o primeiro, posso adiantar que Arthur cede o papel de protagonista a outro personagem, que foi uma espécie de figurante em Rede de Sonhos. No entanto, grande parte das personagens está de volta, inclusive o próprio Arthur, que agora é uma figura icônica dentro da Rede de Sonhos.   

Seu primeiro livro foi publicado pelo selo Novos Talentos da Literatura Brasileira, da Editora Novo Século. Como se dá esse processo de publicação? 
Felipe Pan - O selo é  voltado para escritores que desejam projetar-se no mercado editorial e encontram dificuldades em terem suas obras publicadas, como acontece com a maioria daqueles que são desconhecidos ou estão em início de carreira. O processo é simples: o autor deve enviar uma cópia impressa de sua obra e aguardar a avaliação da editora. Caso o livro atenda o padrão de qualidade desejado, é feita uma proposta e um acordo financeiro entre as partes interessadas. 

Você pode contar um pouco da sua experiência como autor, suas dificuldades e caminhos?
Felipe Pan - Infelizmente, mesmo tendo que investir em sua carreira, inúmeros desafios ainda aguardam um autor nacional que busca seu espaço. A divulgação é talvez a parte mais complicada de tudo, principalmente no cenário de um país como o nosso, em que a maior parte da população é composta por semiletrados. Como o número de leitores efetivos é baixo, somos obrigados a concorrer com autores internacionais de fama e alta popularidade, o que dificulta ainda mais nosso trabalho. 

Acho que para os fãs de literatura juvenil atual, o marco foi Harry Potter. Você é fã da série? De alguma forma ela o inspirou a criar um mundo mágico? A comparação com a série atrapalha os novos lançamentos?
Felipe Pan - Harry Potter é  minha paixão. Tinha 13 anos quando li A Pedra Filosofal, e lembro como se fosse ontem o quão encantado fiquei com as palavras de J.K. Rowling. Tenho grande admiração pela autora, uma vez que podemos dizer que ela foi a responsável por fazer o mundo voltar a ler. Harry Potter trouxe consequências muito positivas ao cenário literário, ao atrair atenção da mídia e criar um ótimo padrão de qualidade para as obras de fantasia que viriam posteriormente. Não acredito que a série de J.K. atrapalhe novos lançamentos, mas sim que faça os autores penarem para buscar novas tramas diferentes que tragam bastante qualidade. Quem ganha são os leitores, é claro. 

Sobre a nova saga infanto-juvenil em que você está trabalhando, pode contar algo para nós? Tem algum outro projeto em andamento?
Felipe Pan - Tenho ótimas novidades. O primeiro volume da nova saga que criei está concluído, o que é uma grande conquista. Pretendo não perder o ritmo e, enquanto verifico se alguma editora tem interesse em publicá-lo, irei começar o segundo volume prontamente. A trama inteira da série já está devidamente preparada. Por enquanto não posso detalhar nada, a não ser que o livro é em primeira pessoa e trata-se de uma fantasia um pouco mais séria que Rede de Sonhos.  

Felipe, uma rapidinha: 
- Um livro?
O Senhor das Moscas, de William Golding 
- Um autor?
Charles Dickens 
- Um filme?
Mais Estranho que a Ficção 
- Uma pessoa?
Minha mãe 
- Uma frase?
A verdade é mais estranha que a ficção. Afinal de contas, a ficção sempre tem que fazer sentido. A verdade não. (Mark Twain)

Deixe uma mensagem aos leitores do blog, seus contatos e onde comprar o seu livro. 
Felipe Pan - Cultivem esse fascínio que sentem pela literatura e tentem convencer outras pessoas a juntarem-se a vocês. Carreguem consigo aquilo que os livros lhes ensinarem e continuem a coletar experiências e diversos pontos de vistas diferentes. Esse é um grande passo para o desenvolvimento pessoal de cada um.  
Bom, caso alguém tiver interesse em me contatar, meu endereço eletrônico é pan.kite@gmail.com
O livro Rede de Sonhos pode ser adquirido em livrarias como Fnac e Saraiva, mas acredito que seja mais fácil obtê-lo online, através do site da Editora Novo Século e de outras livrarias. 
Deixo registrado aqui meu agradecimento à Fernanda e ao blog Viagem Literária pelo importante apoio à literatura nacional. Um grande abraço a todos.   



Espero que vocês tenham gostado da entrevista, agradeço mais uma vez ao Felipe que foi o autor escolhido do mês de abril no blog. Abraços e uma ótima semana a todos :)

Aproveitando para lembrá-los que ainda há tempo de participar do sorteio do livro Rede de Sonhos  no Viagem Literária. Participe, divulgue, adicione o livro no SKOOB. Ajude a divulgar um ótimo autor nacional. A promoção termina no dia 01 de maio de 2010, clique no banner abaixo e sigas as instruções. 

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