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Viajando no mundo das cores

Dragões de Éter: Círculos de Chuva

>>  quarta-feira, 22 de setembro de 2010


DRACCON, Raphael. Dragões de Éter: Círculos de Chuva. São Paulo: Editora Leya, 2010. 536p. (Dragões de Éter, v.3)

“- Ela me ensinou que existem apenas quatro perguntas na vida: O que é realmente sagrado? Do que é feito o espírito? Pelo que vale a pena viver? Pelo que vale a pena morrer?... A resposta de todas ela é a mesma: só amor...- ele disse, com olhar desfocado. – Apenas amor...”

Um reino que surgiu do Éter, dos pensamentos de Semideuses que o criaram e o tornaram real, um reino onde suas histórias foram narradas por Bardos, reinventada pelo povo e que se tornou parte do conhecimento popular. E é aqui que este ciclo termina, que chegamos ao final... mas esta é uma história formada por Círculos de Chuva e um círculo nunca termina. Hoje vocês vão conhecer o terceiro volume da Trilogia Dragões de Éter, venha comigo, porque coisas estranhas nunca param de acontecer. 

A partir daqui pode conter spoilers para quem não leu os volumes anteriores, que você pode conferir clicando em Caçadores de Bruxas e Corações de Neve.

Naquele mesmo palácio onde já viveram dois príncipes, um deles fora coroado Rei, enquanto o outro continuou sendo o príncipe encantado de uma plebéia e o herói de uma nação. O príncipe que já fora sapo e que agora era Rei, iria enfim encontrar sua Rainha, após salvar a mesma de ser enfeitiçada por uma bruxa e da morte certa em uma pele de vidro, mas graças a ajuda de sete anões Branca Coração de Neve era agora a Rainha de Arzallum.

Em lares aparentemente não tão importantes quanto o palácio real... João Hanson comia o pão que o diabo amassou em seu treinamento para escudeiro do Cavaleiro Rinaldo Grimaldi, enquanto sua irmã Maria amargava a dor de um coração partido e tentava seguir com sua vida. Ariane Narin a cada dia aprendia mais e libertava seus poderes de bruxa branca, mal sabendo de sua importância nos acontecimentos que viriam a seguir. Ela era também a noiva prometida de João e ele faria de tudo para honrar aquele amor e sua família.  

Enquanto isso o agora Primeiro Príncipe Real seguia para um reino distante, onde iria encontrar a sua noiva prometida. Seu coração ia apertado, deixava para trás seu grande amor, mas carregava nas costas o destino de um Povo. E aquela que ficou para trás teria seu coração partido, conheceria o fim do seu conto de fadas e voltaria a ser apenas uma “Gata Borralheira”.  E é então que dois nobres galanteadores aparecem nesta história e tentam conquistar o coração de Maria. Irresistíveis, lindos e ricos... seria possível escolher entre Don Juan de Marco  e Giacomo Casanova? 

Mas nenhum deles seria responsável pelo que viria a seguir... Em um reino não muito distante um menino de 5 anos resolve escalar uma arvore, que o levaria a reinos superiores, que o levaria a terra dos gigantes. O que ninguém sabia é que aquele menino daria inicio à Primeira Guerra Mundial de Nova Ether

Agora Arzellum enfrentaria seu maior desafio, guerrearia contra o Reino dos Gigantes e Minotaurus em uma batalha impossível de se vencer. A corajosa capitã Bradamante, seguirá a frente desta batalha. O Rei Anísio Branford provará seu valor ou sucumbirá perante Ferrabás. Muitas coisas aconteceram nos dias seguintes, e poucas foram coisas boas. 

O terceiro livro surpreende tanto quanto os anteriores, embora no começo ele tenha pouca ação e custe para engatar, mas depois você mal respira até chegar o final. Tiveram cenas que me divertiram, muitas que me emocionaram, em outras a adrenalina correu solta e algumas até me chatearam. Eu senti falta de Axel que não esteve presente como devia no livro, senti falta de um desenrolar mais bem resolvido para Maria e até de maiores feitos de Ariane Narin. Mas João roubou a cena e foi o grande herói desta história. De arrepiar os cabelos e de emocionar, o menino virou homem e foi responsável por grandes feitos.

“O sargento abaixou os olhos.
- Mas será um troféu que eu não posso permitir que tenham. Contudo, para chegar aonde preciso para salvar esta cidade, também preciso que eles se concentrem em vir até aqui enquanto corto caminho a cavalo. E se, e pense isso apenas na pior das hipóteses, se nossos inimigos descobrirem a farsa a tempo de me impedir, eu mesma daria cabo à minha vida antes que o inimigo me use como troféu...
O sargento se assustou apenas com a possibilidade. E então a Rainha abriu a porta do aposento que dava para os estábulos e caminhou mais uma vez com seu sargento prestes a ter um colapso nervoso.
- Mas, minha Rainha, não podemos permanecer aqui lutando, sabendo que a senhora estará sozinha...
- Vossa majestade... – foi a terceira voz que surgiu no estábulo do Grande Paço. Um local bastante acessado e utilizado por servos reais, é verdade, mais muito, muito mais acessado por aprendizes de cavaleiros que tratavam e conduziam os cavalos presentes a seus cavaleiros em espera.
O sargento e a rainha travaram, espantados com a visão. Havia quase uma centena de escudeiros ajoelhados, vestindo mantos escuros e de cabeças baixas.
Apenas um ainda de pé.
- Vossa majestade, cada vida nossa é sua... – a voz era do homem João Hanson. 
Branca chegou quase a sorrir.
- Definitivamente, eu não estarei sozinha, sargento...” 

Enquanto acompanhamos uma batalha épica, sem ter a menor idéia de quem irá viver ou morrer, a narração muda para outro personagem, e para outro, e estamos acompanhando mais uma vez o pirata Snail Gailford em mais uma das suas armações, quando tudo muda novamente e lá está Maria ou Ariane... e  eu quase tinha uma síncope, ai voltava para a luta de Bradamante e o campeão do reino dos gigantes! Me apaixonei pela narrativa de Draccon e pela maneira que o livro mexe com as emoções, sofri, sorri, torci e sonhei junto com o autor. 

Pensa em um livro bom? Pensou? Depois de Dragões de Éter você irá rever seus conceitos. Quando terminei a última linha só uma coisa passava pela minha cabeça... por favor tenha um quarto livro, eu preciso de um quarto livro, eu quero um livro da Rapunzel (podem ficar curiosos rs). Bom, não tenho resposta para este desejo, mas tenho muita esperança ^^

Difícil descrever tudo que eu senti ao terminar esta história, então vou dizer duas coisas: A Trilogia Dragões de Éter foram os melhores livros que li em 2010 e eu me sinto imensamente privilegiada de poder falar sobre ele. O livro do ano, nem preciso dizer, totalmente recomendado e item indispensável para os amantes de literatura fantástica.

Ah, vocês já sabem não é? Raphael Draccon é o autor do mês no blog, aguardem em breve entrevista com o autor e não deixem de participar da promoção





Trilogia Dragões de Éter
  1. Caçadores de Bruxas
  2. Corações de Neve
  3. Círculos de Chuva
Site da Trilogia: http://www.dragoesdeeter.com


Avaliação (1 a 5):

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