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Viajando no mundo das cores

Entrevista - Leandro Luzone

>>  sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Será que precisamos da religião para chegarmos a Deus? O autor de O mistério do Círculo, Leandro Luzone, responde a essa questão com um grande “não”, ao lembrar que “Deus está em qualquer lugar que estejamos, na natureza que nos cerca e dentro de nós”.

Esta e outras questões importantes e atuais, como o uso terapêutico das células-tronco, são abordadas na sua obra de estreia, com criatividade e cuidadosa pesquisa cultural e geográfica, já que ele visitou países e participou, por exemplo, de rituais celtas, com o objetivo de enriquecer o enredo e dar autenticidade à trama.

Como ele próprio sugere, O Mistério do Círculo é o primeiro capítulo da sua carreira literária. Enquanto esperamos os próximos capítulos, aproveitemos para um gostoso bate-papo, em que passamos a conhecer melhor a obra e o autor.
Boa leitura!

Oi Leandro,
Primeiramente gostaria de agradecer pela entrevista e pela disponibilidade em participar do projeto aqui no site.

Como está sendo o início de sua carreira literária? Fale um pouco sobre os incentivos e dificuldades.
Leandro Luzone - Todo início é naturalmente a parte mais difícil de qualquer caminho. Porém, o segredo não é chegar ao final, mas viver intensamente cada passo. Os pássaros sempre voam em direção aos seus objetivos, por mais alto que esses estejam. Mesmo com todos os obstáculos do caminho, eles não esperam o vento ajudá-los, pois sabem que é essencial nunca deixar de voar. É uma metáfora da vida que eu procuro seguir.

Li em sua biografia que você viajou pela Europa e conheceu os lugares que você citou em O mistério do Círculo. Como foi esse processo e qual a importância desse fator na construção da obra?
Leandro Luzone - É uma experiência fascinante. Como eu já tinha o enredo formulado em minha cabeça, eu já sabia quais locais visitaria na Europa. Foi como se eu entrasse na vida de todos os personagens, procurando sentir as mesmas sensações que eles sentiriam se fossem pessoas reais como nós. O processo de investigação in locu, presencial, é fundamental para trazer mais conteúdo ao enredo, com relação à sua descrição, e também mais credibilidade à obra, no sentido de autenticidade. Acho que um escritor não é fiel com os seus leitores quando discorre sobre um tema ou lugar que não conhece, ou sobre situações que ele não tenha vivido.

Como surgiu a idéia para a trama? Percebi um paralelo entra a cultura celta e a religião católica. Você recebeu críticas neste sentido partindo dos católicos?
Leandro Luzone - A ideia surgiu em 2005, poucos anos antes de uma viagem que fiz à Inglaterra e Itália, em 2007. Elaborei o enredo com uma ampla abordagem histórica, além de desenvolver uma investigação policial, que se inicia em razão de uma série de assassinatos com as sacerdotisas do Círculo, todas mortas com os instrumentos da antiga Inquisição. Criei também um caso amoroso entre um padre e uma das sacerdotisas, que se desenvolve enquanto eles tentam ajudar a Scotland Yard. Eu sempre me interessei por culturas de outras partes do mundo, geralmente culturas antigas, e especificamente os celtas, que foram perseguidos, na Europa, pela doutrina católica de Roma. O livro abrange muito disso. A civilização celta possuía uma mensagem muito profunda, que pode ser aplicada em nossa vida atual. Muitas datas sagradas dos celtas foram substituídas por cultos católicos que conhecemos nos dias de hoje. A Igreja apoderou-se da maioria das cerimônias pagãs para conquistar o maior número possível de fiéis e surgiram muitas comemorações que desprezavam essas datas sagradas. Além disso, o que eu tento passar é uma visão espiritual e religiosa para provocar a reflexão: será que precisamos da religião para chegarmos a Deus? No meu ponto de vista, não. A religião acaba nos tornando dependentes dela para atingirmos Deus. E Deus está em qualquer lugar que estejamos, na natureza que nos cerca e dentro de nós. Quanto às críticas católicas, o livro chegou às mãos de um padre mineiro e a repercussão com ele não foi muito positiva. Estou muito tranquilo quanto a isso, primeiro porque não me importa a opinião da Igreja, segundo porque a minha crítica não é à Igreja Católica apenas, mas a todas as religiões.

Quais foram suas influências e inspirações literárias?
Leandro Luzone - Não é justo destacar apenas alguns nomes, pois muitos são os que nos ensinam durante toda a vida. Porém, simpatizo bem por Albert Camus, Franz Kafka, Hermann Hesse, Aldous Huxley, Clarice Lispector, dentre outros. 
                               
Para quem ainda não leu a obra, fale um pouco sobre o livro e os personagens principais, Ayna e Gianluca.
Leandro Luzone - Em O Mistério do Círculo, procuro provocar uma reflexão nos leitores sobre temas controvertidos de nossa sociedade, dentre os quais eu poderia citar: a desnecessidade da religião para se chegar a Deus, a inutilidade do celibato na Igreja, a possibilidade do amor entre as pessoas com religiões diferentes, a aplicação das crenças antigas à nossa conturbada vida moderna e, até mesmo, o admissível uso de células-tronco embrionárias para fins terapêuticos. São temas atuais, polêmicos e também globais. Essa foi a minha intenção principal. Eu não queria me focar apenas na investigação criminal, pois não se trata de um livro de ficção policial. É um romance com uma investigação policial secundária, que não é o elemento principal do livro. O mais importante no livro são as reflexões espirituais, religiosas e metafísicas, principalmente a questão da nossa evolução como seres humanos. É esse o valor que eu desejo que os leitores dêem ao livro e não a investigação criminal. Além disso, apesar de se tratar da Scotland Yard, isso não quer dizer que a polícia britânica nunca possa falhar. Minha ideia foi mostrar que mesmo a suposta melhor polícia do mundo pode cometer erros, confessados pelos detetives do próprio livro, e também na vida real, como ficou comprovado na morte de Jean Charles. A vida das outras vítimas do assassino também não foi amplamente abordada, pois, além de elas serem personagens secundárias, o livro ficaria muito extenso se eu o fizesse, e acabaria cansando o leitor. Com relação à Ayna e Gianluca, eles simbolizam um amor polêmico, mas verdadeiro, que é capaz de vencer todas as barreiras que a sociedade nos impõe, sobretudo as religiosas, demonstradas na obra pelo celibato de Gianluca Bonera. Entre os dois há um relacionamento maduro, que não é dependente do outro para sobreviver. Como eu destaquei no livro, eles são a aproximação de dois inteiros e não a união de duas metades.

Achei muito interessante os rituais celtas. Você teve algum contato real com esta cultura? Quase consegui me imaginar lá no Círculo.J
Leandro Luzone - Como eu disse, para que o leitor tenha essa sensação – de sentir que participa do enredo – é interessante que o autor tenha vivido tais experiências para poder transmiti-las de um modo muito mais autêntico. Em 2007, em Glastonbury Tor, participei de uma cerimônia celta do Sabá Beltane. Muitas sociedades e grupos celtas no Reino Unido e também em outras partes da Europa ainda preservam esses ensinamentos milenares. Entretanto, todas as circunstâncias envolvendo o Círculo, desde sua criação pela rainha e guerreira celta Boadiceia e a existência das oito Sociedades que compõem a Roda do Ano Celta, são apenas uma criação literária.

Um breve bate-papo:
Quando escrevo: Sinto-me mais próximo de Deus.
O que me inspira: A existência humana.
No meu tempo livre: Vivo.
Não saio de casa sem: Querer sair.
Estou lendo: Os livros de pesquisa para o meu próximo livro.
Meu livro de cabeceira é: São muitos.
Sou fã de: Música clássica e New Age.
Não gosto de: Todos os defeitos dos homens.
Meu maior sonho é: Realizar tudo aquilo que almejo.
Não viveria sem:
Estou à procura de: Evolução.
Meu personagem preferido é: Jesus.
O Mistério do Círculo é para mim: O primeiro capítulo da minha carreira literária.
Uma frase: Deus não coloca em nossos corações sonhos que não podemos realizar.

Leandro, quero agradecer novamente pela entrevista e pela oportunidade de conhecer você e a obra O Mistério do Círculo. Quer deixar alguma mensagem aos leitores do blog?
Leandro Luzone - É um prazer conversar sobre o meu trabalho. Obrigado pelo apoio. Aos leitores, eu diria para buscarem tudo aquilo que acreditam e o mundo se tornará muito melhor.

Leandro Luzone é o autor nacional do mês de novembro no blog, espero que vocês tenham gostado da resenha e da entrevista. Gostei muito da entrevista, esclareceu algumas coisas que eu não tinha percebido durante a leitura.

Aproveite que ainda da tempo de participar da promoção e concorrer a 1 exemplar do livro. A promoção termina sábado dia 27 de novembro e em breve vocês vão conhecer o autor nacional de dezembro no blog ^.^

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