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Acorda, Menina!

>>  segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011


Gente, a Ju Coelho – jornalista e minha prima querida – mandou esse presente pro Viagem Literária. Ela agora vai escolher o tema de um post toda semana, escrever uma crônica e publicar no nosso blog normalmente aos sábados. Para começar, ela escolheu o post de sexta “Como ser solteira”. Um presente maravilhoso pra você, pro blog e principalmente pra mim. Bem-vinda, Ju.

Acorda, Menina!

Mal-amada, segundo o Aurélio (e segundo a torcida do Flamengo), significa “mulher irrealizada, não correspondida no seu amor”. É o que as pessoas dizem, quando dão de cara com uma mulher irritada, atrevida ou rigorosa. Não existe correspondente masculino.

Ninguém diz de um homem nas mesmas condições que ele seja mal-amado. Desde que o mundo é mundo e Eva fez a cagada de comer aquela maça, as mulheres estão aprisionadas pela ideia de que só se é realizada e feliz com um grande amor. A própria imprensa e as revistas femininas contribuem para esta noção geral.

Desde novas aprendemos: não converse com estranhos, lave as mãos antes de comer, feche as pernas ao sentar e você vai encontrar um príncipe que vai te fazer muito feliz. Seria só engraçado se as mulheres descritas em “Como ser Solteira” existissem apenas na ficção. Mas a verdade é que tem um monte delas por ai, menos ou mais estereotipadas, que Julie, Geórgia, Alice, Serena e Ruby. Cleópatra, Maria Bonita, Simone de Beauvoir e Ana Maria Braga diriam:Acorda, Menina!

Posso confessar? Eu tenho medo. Eu tenho muito medo. Perdi este bonde. As lições para atingir a suposta perfeição, que vão fazer de você uma mulher bem sucedida, com um bom marido e filhos lindos estendem-se por vários capítulos, mas o principal é “Como conquistar um homem a ponto de persuadi-lo a casar”. Não é muito pouco meninas? Nossas avós, que passavam o dia a bordar, a trocar receitas e a colher legumes nas hortas, esperavam mais da vida.

Já que a Nanda achou que o livro não mostra o lado bom da vida no singular, vamos enumerar aqui algumas vantagens. (Você também pode contribuir lá nos comentários)

- Você não precisa organizar seus compromissos de final de semana de acordo com a tabela do Campeonato Brasileiro.
- Você pode isolar-se do mundo externo para rezar num retiro espiritual na Índia ou encher a cara com as amigas e dançar no queijinho sem ter que dar satisfação pra ninguém.
- Suas chances de sofrer um ataque do coração, ao se deparar com um homem das cavernas no meio da sala gritando goooool ou juiz-fila-da-puta, ficam reduzidas em 99% (A não ser que você tenha um vizinho bem próximo. Se ele for gato, ok, vale o risco).
- 5% da sua massa encefálica, que ao lado de um homem estará involuntariamente ocupada por conceitos como impedimento, escanteio e tiro de meta, estará liberada para outros fins.
- Programa de índio, só se for com Marcio Garcia, como o índio Peri, em O Guarani. Não há obrigação de acompanhar o namorado ou marido naquele churrasco da empresa com carne mal cortada e fora do ponto, gente chata e cerveja quente.
- Por fim, a última e mais importante: se o Caio Castro der mole, você não vai decepcioná-lo dizendo “Desculpa aí gato, eu sou comprometida!”.

Viu como, em alguns casos, ficar sozinha pode ser uma ótima opção também? Quem disse que mulher sozinha é mulher encalhada? Portanto, você aí mulher desimpedida, disponível, ousada e independente, a imprevisibilidade da vida de solteira é o que muitas casadas sentem falta. Aproveite! Se vocês forem solteiras por convicção e desejo, celebrem seu estado civil.

Ficar sozinha pode ser sim uma escolha, mas se não for, não escolha um sapo só para não ficar sem príncipe.


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