target="_blank">Some alt text
Promoções
target="_blank">Some alt text
Viaje com as séries
target="_blank">some alt text
Viaje comigo
target="_blank">some alt text
Ofertas Submarino
target="_blank">Some alt text
Os melhores do ano
target="_blank">Some alt text
Viajando no mundo das cores

Como ser solteira - Liz Tuccillo

>>  sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011


TUCCILLO, Liz. Como ser solteira. Rio de Janeiro: Editora Record, 2010. 432p. Título original: How to be single.

“Então me contem, meninas, como vocês estão solteiras?”

Todo mundo fala que o mar não está para peixe no quesito namorado, os relacionamentos mudaram, homens e mulheres cada vez se dedicam mais a sua carreira e realização pessoal e abrem mão da vida a dois. Segundo Julie Jenson não existem mais homens solteiros dispostos a se relacionar com mulheres mais maduras. E é ai eu ela resolve descobrir como as mulheres solteiras do mundo inteiro estão se saindo nesta batalha. Acompanhe Julie e suas 4 amigas solteiras em Como ser solteira de Liz Tuccillo.

Julie Jenson mora em Nova York e trabalha como assessora de imprensa, solteira e morando sozinha aos 38 anos, conta com uma boa dose de livros de auto ajuda e sonha em encontrar o amor de sua vida. Mas aparentemente, suas amigas estão se saindo ainda pior do que ela.

Geórgia é uma dona de casa, mãe de dois filhos pequenos e acabou de ser abandonada pelo marido; para melhorar sua auto-estima ele a trocou por uma professora de samba brasileira bem mais nova.  E agora entre gritos e muito desespero ela quer voltar a ativa, sair a noite e ir a “caça” de um bom partido. Isso inclui atitudes drásticas como subir em um balcão de bar e dançar sem blusa... (#desesperototal).

Alice é advogada e tinha uma ótima carreira como defensora pública, até que o namorado lhe dá um fora depois de um longo relacionamento dizendo que não quer compromisso (ahnnn?). Então ela resolve que irá encontrar um marido de qualquer maneira, pede demissão e se dedica exclusivamente a conhecer homens. Isso mesmo que você leu! São muitos cursos de canoagem, marcenaria, escalada, encontros a escura, freqüência constante em todos os eventos e até divulgação de perfil por e-mail.

Serena desistiu dos relacionamentos e prefere buscar sua felicidade de maneira alternativa. Ela estuda hinduísmo e acredita na tranqüilidade em todas as coisas. Tenta achar a perfeição divina em tudo, até no fato de não sair e fazer sexo há quatro anos.  Afinal como você pode ser uma verdadeira parceira para alguém antes de se tornar um ser humano completamente realizado sozinho? (#ninguemmerece).

E para terminar Ruby, que está a 3 meses chorando interminavelmente pela partida de Ralph. Ela é naturalmente depressiva e se decepciona fácil. Ralph é o seu GATO, e após desistir dos homens ela achou que pelo menos na companhia dele ela podia confiar, mais ai o gato morreu. E agora ela só quer deitar na cama e chorar, chorar e chorar.

Insensatamente Julie resolve unir todas estas almas solitárias em uma balada e o resultado catastrófico da noite faz com que ela resolva repensar toda sua vida. Será que as mulheres do mundo todo estão sofrendo como as de Nova York? Como se saem neste quesito as francesas, italianas, brasileiras, chinesas, etc.?  E é então que ela resolve viajar para vários países e escrever um livro baseado em suas pesquisas. Ela tem grande esperança que o problema seja só nos EUA. Será?

Nesta empreitada Julie irá se apaixonar, ficar de coração partido, conhecer várias culturas e aprender muito mais do que poderia esperar. Acompanhe Julie em sua viagem pelo mundo a procura do amor, de esperança, de um final feliz.

Eu adoro chick-lit e me divirto muito com eles, mas este livro não funcionou muito para mim neste sentido, ele é mais depressivo do que divertido. Quando comecei a ler eu esperava que a busca de Julie estivesse focada em mostrar como as mulheres viviam bem solteiras, porque fizeram esta opção e como eram suas vidas (pelo menos algumas delas rs). Mas na verdade ela encontra um monte de mulher desesperada, encalhada e que está solteira porque não encontrou ninguém para casar.

E como sempre acontece na maioria dos livros estrangeiros, a autora retrata os brasileiros como um bando que só quer saber de sexo sem compromisso e os outros países também não fogem aos clichês: brasileiras são infiéis, francesas são liberais, italianas são passionais etc. Um outro que forçou neste quesito foi o livro À caça de Harry Winston que também não gostei tanto.

Só pelas amigas delas da para sentir o desespero, quase todas tem uma carreira, são descritas como mulheres lindíssimas e estão todas sofrendo por estarem sozinhas. Até ai tudo bem, mas a maneira como elas vêem isso é mais depressiva do que divertida. Por exemplo Geórgia, que deixa os filhos irem para a Escola descuidados, sem se alimentarem direito, grita com eles, tudo porque um encontro que ela teve não “ligou no dia seguinte”. Ou ainda Ruby que caí em prantos dentro de uma boate, porque o cara que ela tinha acabado de conhecer marcou de encontrá-la lá e não apareceu.

A parte em que Julie retrata os vários países diferentes eu gostei muito, também da sua evolução durante o livro, no começo ela é uma protagonista bem sem sal. O livro também mostra que as personagens evoluem no decorrer da história, achei legal como elas começam a perceber que tem outras coisas importantes na vida delas. 

Claro que tem também situações engraçadas, como as dicas de Alice para se conhecer os homens (como jogar Totó como uma maneira garantida de atrair homens), suas lições para os relacionamentos e as loucuras de Geórgia.  Tem uns comentários que eu ri muito, como o que deixo abaixo:

“- Não leu aquele estudo que acabaram de fazer na Inglaterra? Quanto mais inteligente você é, menos chance tem de arrumar um cara. As garotas burras estão conseguindo todos os homens.
- Então você diz que faz limpeza de pele para sobreviver, em vez de dizer que é uma advogada que se formou como notas máximas em Harvard?
- Digo, e funciona.”

Para concluir eu acho que as casadas vão se divertir mais com este livro, porque minha amiga, se você está solteira e infeliz com esta realidade, você corre um sério risco de jogar o livro na parede ou cortar os pulsos hehehe; e se você está de bem com a vida vai achar que é muito drama para pouca coisa. Este é um livro para ler sem grandes pretensões, se distrair mas que não entra na minha lista de recomendados.  Mas as resenhas que eu já li dele em outros blogs estão bem positivas, então quem já leu deixe aqui a sua opinião.



Avaliação (1 a 5):

Postar um comentário

  © Viagem Literária - Blogger Template by EMPORIUM DIGITAL

TOPO