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Qual é a sua lista?

>>  segunda-feira, 13 de junho de 2011


Todo final de ano é a mesma ladainha: todos fazem suas listas de desejos para o ano que começa. No final da semana sempre rola aquela listinha de supermercado. As revistas inventaram listas de todos os tipos: as maiores empresas, as pessoas mais influentes, os fatos mais marcantes do ano ou os mais bem vestidos. Nas livrarias listas e mais listas: 1001 lugares para conhecer antes de morrer, 1001 filmes para ver antes de morrer, 1001 discos para ouvir antes de morrer ou 1001 livros para ler antes de morrer.

Algumas são mais fáceis de cumprir, como as listas de supermercado, outras, mais difíceis, como as resoluções de Ano Novo. Mas e quando “antes de morrer” é literal e não apenas uma figura de retórica? Será que Riley, de Radiante, relutou muito em fazer a travessia, porque deixou de cumprir algum item da lista “antes de morrer”?

Na última semana, conheci a história de Alice, uma adolescente britânica de 15 anos em estado terminal de câncer, que criou um blog para relatar sua busca em conseguir completar uma lista de 17 coisas que pretende fazer antes de morrer. 

O questionamento não é novo. O filme “Antes de Partir”, com Jack Nicholson e Morgan Freeman, trata do mesmo assunto. Lenine já perguntou “O que você faria se só te restasse um dia?”. Outros livros, filmes e músicas também indagam sobre últimos desejos. E você, se fizesse uma lista, quais seriam os itens? Difícil, né? Não consigo pensar em nada prático, mas, penso em várias atitudes que poderiam facilitar e melhorar bastante o tempo que me resta aqui e eu espero que seja bastante tempo.

- Paciência para entender que a vida tem um ritmo próprio que, muitas vezes, é diferente do nosso.

- Persistência para nunca desistir, mesmo nos momentos críticos, doloridos, difíceis, ter força para seguir em frente. E ter fé, muita fé. Em mim, nos meus, nos outros.

- Nada de ficar tentando recuperar as oportunidades perdidas. Este é um complexo de mineiro, que não quer nunca perder o trem. Quando percebe que ele já passou, ai, como dói! Mas, se passou, passou. Vai lá no guichê e pergunta quando sai o próximo.

- Ser mais livre e menos sistemática, que a caretice diga adeus e vá embora.

- Rir mais, gargalhar mais, chorar mais. Aceitar o sofrimento como parte de mim, sabendo que ele é inevitável e belo porque representa a vida, e porque não existe vida sem ele.

- Ter menos medos, escutar mais músicas, comprar mais flores, desperdiçar menos água.

- Que o apetite pelo fútil diminua e fique ali coladinho no zero.

- E, finalmente, que o que esteja por vir seja imprevisível, porque de mesmice já bastam os escândalos de corrupção, os buracos na rua e as enchentes de verão.



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