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Viajando no mundo das cores

De axés e uais

>>  segunda-feira, 25 de julho de 2011


Então, pensando numa troca de identidade como fizeram Christine Canady e a sereia Ondina, em Deusa do Mar, talvez a minha divindade escolhida fosse Iemanjá, que é rainha do mar, mas fica ali na beiradinha da Lagoa da Pampulha.

Eu saí de Minas há mais de quatro anos, vim andando, andando e ainda não cheguei. Olho pra trás e Minas tá ali mesmo, na primeira curva do caminho. Neste tempo que estou fora de Belo Horizonte, não passo um dia sem ler as notícias de lá não só para matar a saudade, mas para que eu tenha ainda mais motivos para falar da minha cidade. Que é bom a gente garrar a conversa de vezinquando.

Na última semana, fui passar uns dias em BH (notaram que não passei, por aqui?). Tudo marcado pra sexta, mas fui premiada com um “sua reserva não consta em nosso sistema”.

Hãn?! “Não se preocupe senhora, nossos vôos estão lotados, mas poderemos estar marcando para a próxima segunda-feira”. No começo, eu abominei a ideia, achei o cúmulo da bagunça, uma irresponsabilidade, uma desorganização. Mas como nenhum valor é inquebrantável e a segunda alternativa era cancelar a viagem, o que antes era "um absurdo, desse jeito o Brasil nunca vai dar certo!" aos poucos se transformou em "tudo bem, pode marcar pra segunda?".

Sai de Ji-Paraná, fui de ônibus pra Porto Velho, que é logo ali colado na Bolívia. Tec, tec, tec, são umas cinco horas chacoalhando como um maracá indígena. De lá, era muito mais fácil embarcar numa vibe assim, mais Inca e menos Mineira, seguindo para Machu Pichu, pensei, enquanto chegava à rodoviária.

Levantei pra pegar a mala no bagageiro logo acima da minha cabeça e num arranque fatal do ônibus, cai no colo do passageiro ao lado, que sorriu animadinho. Já não bastasse a minha vergonha e a vontade de pular pela janela, ele quis puxar conversa: “Veio passear?” “Ô simpático, só existe um tipo de turista em Porto Velho: aquele que tem como objetivo conhecer as 27 capitais do País. Não é meu caso, não”. É cada oferenda... Desci tão rápido, que só me lembrei da mala, na porta do taxi.

De Porto Velho para Manaus, São Paulo e BH. Vale todo o sacrifício, mas seria uma viagem muito mais agradável se não tivesse feito essa volta toooda lá por cima do mapa (quem sabe, se tivesse escolhido a rainha dos ares...). Subir não foi uma opção saudável, nem sustentável, mas, foi econômica, o que contribuiu para chegar com a unha feita e o cabelo hidratado.

Economia besta que contribui também com minha fama de pão-dura, sinal que aos olhos dos outros, eu não estou assim tão falida - tenho dinheiro, só não gosto é de gastar. Claro que isto é uma inverdade absoluta, ando tão dura que nem pão tenho pra completar o adjetivo. Mas ainda prefiro passar por avarenta do que por pobre. Avareza tem conserto, faz-se uma terapia, e pronto. Agora, pobreza, do jeito que estão custando as consultas, que remédio há?

Bem, não era nada disto que eu ia falar. Desisto da mãe Iemanjá e já agradeço todo o axé que ela poderia proporcionar em minha vida, mas eu queria mesmo era ter escrito o que o Betinho já escreveu: “Minas na verdade hoje é mil amigos que não vejo e minha mãe. Bença, mãe!” A só que conversa boba, sem pé, nem cabeça!

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