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Viajando no mundo das cores

Amor bandido

>>  segunda-feira, 8 de agosto de 2011



Já fiz uma série de coisas que eu considero incorretas. Mas, são tantos os meus pecados nessa vida, que o que vou contar hoje nem a tenho entre as falhas mais graves. Como Diana Bishop que, em A descoberta das bruxas, pode ter se apaixonado por um perigoso vampiro, eu me apaixonei por um bandido. Perdidamente!

Paixão arrebatadora não faz bem pra saúde da gente. O coração descompassa, a pressão cai, tem suadores, calafrios, vertigens. Bandida, então! Sem armas, nem defesas, sem bom senso, nem sensatez. Mas diferente de Bishop, eu já sabia que ele era bandido, desde o início. Um bandidão!

Abaixo os pedreiros, os bombeiros e os homens da lei. Como os bandoleiros e piratas que viravam personagens de romances no século XVIII, era um traficante que aprisionava todas as minhas fantasias. O que eu poderia fazer? Uma paixão súbita, infantil e despudorada, daquelas que andam de mãos dadas com o riso frouxo. Ele não era exatamente bonito. Meio largado, cara de soninho, quase sempre com uma barbinha malfeita. Tipo introspectivo e cult. Econômico nos sorrisos, nem tanto nas palavras. Certo mistério, certo desencanto, certa melancolia no fundo dos olhos.

De alma descuidada e coração vadio, fui tomada pela vertigem da paixão. Foi avançando aos poucos, como a noite vai encobrindo o sol. Quando me dei conta, era sol de meio-dia. E toda a luz iluminava apenas ele. A criatura que roubou a minha serenidade ocupava todos os meus pensamentos.

Chegava ao trabalho contarolando, com o amor debaixo do braço e arrepios de encantamento. Era visível! Eu estava perdidamente apaixonada. “Nossa! Como você está radiante, com os olhinhos brilhando...”, era o que diziam. Eu?! Imagina...

Subi o morro. Não glamourizei o crime, nem desclassifiquei o “contraventor”, mas quebrei alguns estereótipos bastante enraizados e me aproximei de fronteiras intransponíveis.

Na dura realidade da vida, todo mundo sabe: amor bandido nunca termina bem. E quando a crueza da verdade foi mais forte que a beleza da ilusão, cheguei a última página do meu romance. Seu codinome (porque bandido, que é bandido, tem codinome) era Juliano VP, “homem-narrativa” do best-seller Abusado, do jornalista Caco Barcellos.

Poderia ser vida real, mas era ficção. Ah gente! Eu to falando de amor! 


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