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Viajando no mundo das cores

Vem cá, gostosa!

>>  segunda-feira, 22 de agosto de 2011


Apesar da repetida cantilena, nós sabemos que eles não são todos iguais. Muitas de nós já encontramos caras legais para amar ou ter como amigos, como Damen, de Estrela da noite. Mas, ainda (ainda!) existem representantes de uma classe, por aí, que se não merecem o nosso amor, merecem a nossa atenção.

Ele curte sair pra balada com os camaradas, fazer academia com os brothers e batalha pela barriga do Carlão. Segura a pose no ângulo x em frente ao espelho, que ele ama mais que o gel spray de alta fixação. Só não ama mais que o próprio possante, modelo turbo, com teto solar. Gosta de muque de homem, papo de homem, cheiro de homem. Não, ele não é gay. É heterossexual convicto. Mas, no fundo, detesta mulher.

Sabe que precisa de uma, de preferência que entenda que está bem abaixo dele na escalada evolutiva. Pouco se importa com as emoções dela. “Ejaculações, que ejaculações?”. Esse tipo não está só na academia, você encontra também em bares, faculdades, igrejas ou padarias. Pode até ser fisicamente perfeito, mas, emocionalmente, é um poltrão.

Aquele tipo que ataca em bando. Em grupinhos na balada, se acha muito a vontade pra cercar as garotas e dizer coisas grosseiras. E você se pergunta, com toda razão: “esse babaca acha mesmo que vai conquistar alguma mulher assim? Jura?” Isso não interessa, chuchu... O que ele quer mesmo é gritar pra matilha: “Olha, como eu sou macho!”.

Ele se acha o macho-alfa, o cara que comanda, pegou Eva antes do Adão. Quer mesmo é fazer social com a potranca, que ele chama de dona Maria, e depois correr para contar pros camaradas. Sem falar das transas que só valem se forem performances fenomenais de filme pornô e se puderem, é claro, exibi-las para os amigos. Seu desempenho viril vale muito mais que qualquer virtude de caráter.

Oxalá você não goste de um decote maior ou uma minissaia porque, se gosta, terá que lidar com aquele olhar de cão faminto, como se fosse uma amostra grátis. E se for o tipo de garota que dá pra quem quer, na hora que bem entende, agradeça se não for chamada de galinha, vadia, vaca, biscate, baranga ou vagabunda.

Mantra “oooom”. Faça respiração de ioga porque é preciso prosseguir.

Reparou na triste figura? Mesmo sem uma pesquisa estatística com amostragem representativa, posso dizer que você já teve que lidar com um tipo desses. Ele é personagem de um mundo, onde há um lugar muito especial, superior, reservado aos homens. Mulheres são cidadãs de segunda categoria. A “crise do macho”, nem passa perto dele, porque crise é coisa de boiola, pô!

Nas últimas décadas, as mulheres meteram o pé na porta e deram um basta à cultura machista. Mas, ainda assim, (antes que alguém me acuse de feminista-boba-chata-feia) se você é mulher, tem sorte se nunca levou uma passada de mão na bunda, teve que fugir de uma encoxada no ônibus lotado ou ouviu: “Vem cá, gostosa”, quase gritado em tom agressivo.

Se você é este tipo de cara e este texto caiu em sua mão, fica o alerta. Graças a Nossa Senhora das Causas Igualitárias, você não é o centro do mundo, machão.

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