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>>  segunda-feira, 17 de outubro de 2011


A curiosidade é uma característica humana e informação demais faz parte do nosso cotidiano. Vivemos cheios de perguntas, como o jovem Sherlock Holmes, de Andrew Lane. Perguntas sobre o mundo, sobre o outro, mais do que sobre nós mesmos, infelizmente. Pensar muito cansa. Informação demais, também. Por isso, alguns adotam na vida a postura do “copia e cola”. As pessoas repetem o que ouvem, colocam no contexto a seu alcance, e mandam ver. Cada dia que passa, os assuntos vão ficando mais sem sentido.

Tem gente se especializando em repetir o que os outros dizem. Ideias, teorias, projetos. Sem dar crédito, claro. Isso também cansa. E pode até induzir ao sucesso, mas dura pouco. Quem vive de lugar-comum não contextualiza, não tem argumento, portanto, não se constitui no seu todo.

Vai daquele tipo que passa o dia soltando frases clichês nas redes sociais àquele, que sob o efeito potencializado do ego e da certeza de seu infinito conhecimento, passa horas discorrendo sobre por que a boa fase da economia não é verdadeiramente boa ou sobre como a astrologia pode influenciar a psicologia canina. Não raro, esse tipo fica segurando no seu ombro durante a conversa pra evitar que você fuja.

Não percebe que, o que de fato conta, o que é essencial, é a totalidade das coisas, não uma frase ou um discurso recortado aqui ou ali, numa busca aflita por reconhecimento. Quem repete ideias sem contexto, não se aventura. Anda errante e feliz, olhando para o sol para não ver. Feliz com a cegueira.

São vítimas do seu próprio disfarce. O exaustivo empenho dos que querem parecer cultos é sempre uma tortura para eles e para quem os ouve. A necessidade de parecer instruído afugenta a instrução. Quem vive à cata, à espreita das palavras dos outros se presta ao ridículo, porque hora ou outra, a falta do todo grita.

Quanto menos honesto é o discurso - no sentido de ser singular mesmo - mais os corpos vão se afastando uns dos outros. É instintivo, o corpo vai recuando. E surge uma indisposição, não é? Uma espécie de irritação surda, que vai crescendo e fica difícil prestar atenção em alguma coisa... Sei que você está querendo me agradar, cara, você com este abraço apertado, esse tapa nas minhas costas, esse sorriso espalhafatoso e esse papo cabeça. Mas, aqui pra nós, fica caladinho.


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