target="_blank">Some alt text
Promoções
target="_blank">Some alt text
Viaje com as séries
target="_blank">some alt text
Viaje comigo
target="_blank">some alt text
Ofertas Submarino
target="_blank">Some alt text
Os melhores do ano
target="_blank">Some alt text
Viajando no mundo das cores

Entrevista - Marcos Monjardim

>>  quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Marcos Monjardim viu na figura de um “coletor de impostos” ou na sua nova carreira de auditor fiscal a ideia inicial de seu livro, que cresceu e deu origem a uma fantasia épica que narra a vida de dois guerreiros com interesses diferentes, um em busca de seus sonhos, outro que não vê empecilhos para suas ambições.

Sobre a classificação do livro como um épico Marcos conta que “encontrarmos nesse gênero tantas histórias de vilania e heróis dispostos a tudo por um ideal ou por alguém amado. Se levarmos em conta essa interpretação, poderíamos sim dizer que Peregrino seria um épico de fantasia.”

Nesta entrevista exclusiva ao Viagem Literária ele fala de seu processo de criação, das dificuldades de publicação, de seus futuros trabalhos e muito sobre os personagens de Peregrino. Marcos convida vocês para “agarrarem-se às asas do peregrino para viverem essa aventura.” Boa leitura!

Oi Marcos, obrigada por participar da entrevista no Viagem Literária. Para começar, fale um pouco sobre você e sua carreira como escritor.
Marcos - Olá Nanda, primeiramente gostaria de agradecer a você mais uma vez por dispor este espaço para a divulgação do meu trabalho, e, por toda ajuda que tem me dado desde que trocamos e-mails pela primeira vez.
Bem, nasci em Brasilia e moro em Natal desde 89. Sou formado em psicologia, mas não exerço a profissão. Sou casado e meu primeiro filho chega em fevereiro. Comecei a escrever sem compromisso, apenas pelo prazer de escrever. Gosto muito de ler, e, resolvi testar como seria não ser escravo da imaginação de outro. Queria saber como seria sonhar minha própria história. A idéia era escrever apenas um capítulo. E um capitulo levou a outro e outro. Levei tempo até ter coragem de dizer a mim mesmo que não era pretensão de minha parte, e que estava escrevendo um livro.

Li que Peregrino começou a ser escrito em 2007 e que você retornou ao projeto em 2009. Como foi o processo de escrita do seu primeiro livro?
Marcos - Quando terminei a faculdade de psicologia, tentei por três anos fazer medicina, para finalmente perceber que não valia a pena e decidir que iria estudar para passar em um bom concurso. Eu estudei muito, por mais ou menos dois anos. Após finalmente conseguir minha aprovação, chegou o momento angustiante de esperar ser convocado. Foi quando senti que faltava algo. Estava muito acostumado à rotina de estudos e, então, surgiu a idéia de escrever. Veio à minha cabeça a idéia de um cerco a uma aldeia. Escrevi mais ou menos uns dois ou três capítulos. Aí fui convocado para o concurso, fiz o curso de formação, fui trabalhar no sertão paraibano na fronteira com o Ceará. Com as novidades que aconteciam na minha vida, a história ficou guardada. Depois das longas viagens toda semana (o local em que eu trabalhava ficava a mais ou menos 460km da minha casa), cansado da longa distância, voltei a pensar na história. Então, sempre que podia eu pensava na trama ou a escrevia, e personagens foram escritos... e eles tomaram conta da história e a roubaram de mim...

Como surgiu a história da trama de Peregrino? Em que você se inspirou na construção da trama?
Marcos - Eu estava muito empolgado com a aprovação. Minha vida iria seguir um rumo e, finalmente, poderia casar com aquela que me fascina todos os dias. Mas, a convocação demorava a chegar... Eu passei para o cargo de auditor fiscal da Paraíba e, essa conquista inspirou um pouco o início da trama.
A mais odiada profissão da história do homem é a figura do coletor de impostos.
A história que eu imaginava era sobre um cerco a uma aldeia rebelde. Aqueles que fariam o cerco seriam A Tropa Especial Coletora de Impostos do Rei. Mas, percebi que ficava muito idiota e resolvi tirar esse título estúpido.
Esse cerco era o primeiro capítulo que escrevi e se tornou o segundo. O prólogo que era muito descritivo e chato, resolvi transformá-lo e é ele agora o primeiro capítulo.
Meu irmão diz que a idéia da aldeia rebelde contra o jugo opressor lembra a história de Asterix, mas isso nunca passou pela minha cabeça, apesar de, quando menor, ser fã das histórias do gaulês. Quem sabe de forma inconsciente...
Não poderia deixar de citar o filme Coração Valente como fonte inspiradora. Na criação do Duque da Desesperança e suas medidas impopulares, a de que um senhor feudal tinha direito a dormir com uma noiva no dia do seu casamento.
Há outras influências, mas, essas foram as que desencadearam toda a trama.


Sobre Thiers o protagonista da história, você comentou que o personagem foi inspirado em uma pessoal real. Conte um pouco sobre isso para os leitores.
Marcos - O personagem principal da obra chamava-se Aléxis. Eu já estava no quarto capítulo (acho) e escutava Biquíni Cavadão. Lembrei da primeira vez que havia escutado falar dessa banda. Era a banda preferida do meu melhor amigo e que faleceu quando ainda era criança. Eu tinha sete anos e ele ia fazer oito eu acho. Ele morreu de câncer e senti a perda dele por muitos anos.
Decidi então fazer a minha homenagem e mudar o nome do personagem principal para Thiers.
Durante umas duas horas eu travei e não consegui escrever. Mas depois a história se desenvolveu. Não digo que o personagem é igual ao que Thiers era, mas, há na história diversos elementos que o homenageiam.
Não posso enumerá-los aqui pois faria spoilers.
Minha maior satisfação foi ver que o pai dele estava no dia do lançamento de Peregrino. A emoção foi indescritível, para ambos. Fazia quase vinte anos que não o via e havia perdido contato. Enviei e-mail falando sobre o lançamento para ele, mas não havia tido resposta.
Depois ele me contou que, ao receber o e-mail e ver o nome Thiers ele disse para si mesmo que tinha que vir. Foi uma grande surpresa!

Fale um pouco sobre o enredo e os personagens do livro para os leitores que ainda não conhecem a obra. Como foi construir Thiers, Jonas, Enoque e Nathalie?
Marcos - Engraçado que eu sempre tive dificuldade de falar do que se tratava Peregrino. Era difícil falar da história sem contar elementos que eu queria que o leitor tivesse a experiência de descobrir por ele mesmo. A primeira resenha escrita me deu grande satisfação pois pude ver como outra pessoa percebia a história.
Peregrino fala de dois jovens guerreiros de um clã. Fala da rivalidade entre os dois e de como ela transformaria a vida de todos envolvidos.
Em relação aos personagens, gostaria de falar sobre eles unindo o que me falaram a respeito deles e a minha experiência com os mesmos.
Nathalie é uma mistura exótica da inocência e da malícia. Sua aparência gentil e jovial de uma adolescente, que se reflete em seu espírito, mas que aprendeu com a vida a ser adulta e a encarar a vida como uma mulher. Ela era um personagem que eu gostaria de ter retratado mais, mas devido a extensão que o livro tomava, preferi deixar para uma possível continuação ou uma segunda edição do livro.
Jonas - Duas percepções de Jonas me deixaram muito satisfeito: a) Seu jeito moleque atrapalhado e cômico deu um toque a mais eu seu livro. Não imagino Peregrino sem Jonas; b) Desejei um amigo maluco, irritante e totalmente companheiro como Jonas. Esse personagem é o que me deu maior satisfação em escrever. Fiquei com receio de inserir o lado cômico desse personagem na obra, com medo de errar no tom. Mas as críticas têm sido positivas, colocando-o, como dito acima, como imprescindível na história. Quando escrevi Jonas, foi o momento em que me soltei mais e passei a aproveitar mais o momento de escrever. Ele é o companheiro que não mede esforços pelo amigo.
Thiers é um personagem guiado pelo caráter. Apesar de excelente guerreiro, evita o confronto, procurando traçar a melhor estratégia. Como dito antes, ele é minha grande homenagem.
Enoque é um personagem ambicioso e intempestivo. Para ele, os fins justificam os meios. É o grande antagonista da trama.
    
Peregrino é o que poderíamos chamar de fantasia épica? Quais são suas leituras preferidas deste gênero?
Marcos - Essa é uma pergunta que tenho dificuldade em responder. Uma vez me disseram que Peregrino era um romance épico e fiquei pensando sobre isso. Para mim, um texto assim teria que trazer proezas memoráveis, quase mitológicas. Entretanto, li que em essência, o épico tem a ambiciosa proposta de buscar respostas para os grandes temas da vida. Mais que magia e dragões, o mais importante seria retratar a condição humana. Daí encontrarmos nesse gênero tantas histórias de vilania e heróis dispostos a tudo por um ideal ou por alguém amado. Se levarmos em conta essa interpretação, poderíamos sim dizer que Peregrino seria um épico de fantasia.
Se em essência o épico busca retratar a condição humana, acho que na fantasia épica nacional um dos maiores nomes, se não o maior, é Raphael Draccon com sua trilogia Dragões de Éter.
Na literatura estrangeira, estou lendo As Crônicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin e acho que não existe igual. Outro grande nome é Marion Zimmer Bradley, autora de As Brumas de Avalon. Mas, para mim, os melhores livros dela não são os quatro livros desse romance arturiano e sim a série Darkover que ela escreveu.

Eu gostei muito do enredo de Peregrino, mas assim como outras pessoas, percebi vários problemas de revisão. Como foi o processo de publicação e de revisão com a Editora? Como você vê este problema?
Marcos - Tentei publicar com algumas editoras. Cheguei a enviar a obra para avaliação da  Objetiva, mas recebi resposta negativa. Da Novo Século, nunca recebi resposta em relação a um questionário que preenchi no site da editora. Por fim, lendo uma postagem que Raphael Draccon publicou em seu site, descobri que a Editora Multifoco dava oportunidade para novos autores.
A idéia era que faziam poucas tiragens o que diminuía os riscos e os gastos. Enviei o livro em arquivo do Word e em vinte dias recebi a resposta de que iriam publicá-lo.
Sete meses depois foi o lançamento. Ia ser no Rio de Janeiro, mas acabou sendo feito aqui em Natal. Eu que organizei tudo e estava muito perdido. A escritora Larissa Siriani me ajudou muito, dividindo comigo toda a sua experiência. Consegui fazer o lançamento na livraria Siciliano daqui de Natal.
Ao final, como a editora oferecia muitos poucos exemplares, eu mesmo acabei pagando minha publicação. Depois do lançamento, descobri que a revisão não existiu. Ficou de a editora fazer, mas ao questionar meu editor, soube que a empresa que prestava esse serviço à Multifoco, não o fez, e vários erros de digitação acabaram ficando na obra.
Mas, graças a Deus, mesmo com eles, tenho recebido boa avaliação em relação ao livro.
Já enviei e-mail para meu editor dizendo que não pretendo renovar o contrato que vence em outubro do ano que vem.

Você tem outros projetos literários em andamento? Fale um pouco sobre seu próximo livro.
Marcos - Estou terminando meu segundo livro que deve ter aproximadamente 300 páginas. Mas no momento está parado porque estou revisando Peregrino e reescrevendo alguns capítulos. Tanto esse segundo livro quanto a possível segunda edição de Peregrino só deverão ocorrer depois que acabar meu contrato com a Multifoco.
Esse novo projeto chama-se, por enquanto, “O Presente das Águas, os filhos da intenção”. Enquanto que “Peregrino” é um romance ambientado em um mundo fictício, O Presente das Águas tem sua trama no mundo atual e, ao contrário de Peregrino, há magia envolvida. Para mim, os personagens são muito mais complexos. O novo livro fala de um rapaz que acorda em uma praia sem se lembrar de nada e, aos poucos, vai descobrindo quem é, e que os Elementais da Água, chamados no livro de Aquadines, presentearam-no com o “dom elemental”. Ele passa não só a ter poderes, mas percebe-se envolvido em uma guerra invisível e de grandes proporções, que põe em risco não só a sua vida e de toda humanidade, mas também a sua existência.

Como está o retorno dos leitores sobre Peregrino? É o que você esperava?
Marcos - Quando percebi que não foi feita a revisão do livro, senti muita vergonha por apresentar um texto com erros, mas, todas as pessoas que têm lido a obra, dizem ter gostado do que leram, apesar desses problemas, o que me deixou muito feliz. Você me pergunta se era o que esperava. Não.  Nem esperava que recebesse tanta receptividade, como também que fosse tão difícil a divulgação do livro. É tudo muito penoso e lento. Aí retornamos à minha primeira resposta... Fico muito grato ao espaço que você tem me dado. Esse seu projeto para divulgação do autor nacional é extremamente importante, pois é só através de blogs como o seu que conseguimos que as pessoas conheçam o nosso trabalho.

Um breve bate-papo:

Quando escrevo, sonho.
O que me inspira emoções.
No meu tempo livre leio, fico com minha família, escrevo, jogo e saio com os amigos.
Não saio de casa sem o celular. Viramos refém dessa tecnologia.
Estou lendo A guerra dos Tronos.
Meu livro de cabeceira é A Dama do Falcão, livro da Marion Zimmer Bradley e que me levou à paixão pela leitura.
Sou fã de Raphael Draccon, Marion Zimmer Bradley e agora George R.R. Martin.
Não gosto de decepcionar as pessoas.
Meu maior sonho é criar bem o meu filho e me tornar um grande escritor.
Não viveria sem as pessoas que amo. Na verdade viveria, mas a vida seria vazia e sem sentido.
Estou a procura de aprender a lidar com a ansiedade.
Um livro nacional que eu li e gostei Dragões de Éter.
Meu personagem preferido é Jonas.
Peregrino é para mim a realização de um sonho.
Uma frase “Tome cuidado com o que desejas, pode acabar acontecendo...”

Marcos quero agradecer novamente pela entrevista e pela oportunidade de conhecer um pouco mais sobre você e de ler Peregrino. Quer deixar alguma mensagem aos leitores do blog?
Gostaria de agradecer novamente a oportunidade e convidar a todos “a agarrarem-se às asas do peregrino” para viverem essa aventura. Convido também a visitarem meu blog: http://marcosmonjardim.blogspot.com. Quem quiser pode ler os dois primeiros capítulos que estão disponibilizados no blog, além de alguns contos.

Grande Abraço

Contatos:
twitter: @MarcosMonjardim

Para quem se interessar, o livro está em promoção para compra através do blog até 10 de Dezembro, por R$ 32,00 mais frete. Maiores informações:

Quem quiser comprar o livro:

Nas livrarias (somente em Natal):
Siciliano do Midway Mall
Nobel (em frente ao Hosp. Walfredo Gurgel).

Marcos Monjardim é o autor nacional do mês de novembro no Viagem Literária. Se você ainda não conhece o trabalho do autor confira a resenha de Peregrino.

Postar um comentário

  © Viagem Literária - Blogger Template by EMPORIUM DIGITAL

TOPO