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Viajando no mundo das cores

Entrevista - Laura Malin

>>  quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Laura Malin já pensava em escrever uma grande história de amor, que atravessaria o tempo, e em uma viagem à Fernando de Noronha todo o cenário que delinearia o livro surgiu. Depois um sonho trouxe a ideia da estrela cadente que liga para sempre a vida dos protagonistas. Surgia ai Livro de Joaquim, o primeiro volume de uma duologia que conta uma linda história de amor com um toque de sobrenatural e um passeio sobre a história mundial.

Sobre um amor que dura tantos anos Laura acredita que “por haver tanta distância e tantos desencontros o amor dos dois também fica imortalizado e idealizado.” E no livro acompanhamos o sofrimento e a busca de Joaquim por sua amada.

Nesta entrevista exclusiva ao Viagem Literária Laura fala da pesquisa para seu livro, dos cenários que viveu e visitou e de seus próximos trabalho. E sobre o Livro de Leah ela afirma que a história será: “Mais carnal, mais ousada, Leah trará várias surpresas. Ela aproveitou os 188 anos que passou longe de Joaquim com uma intensidade muito maior!” Boa leitura!

Oi Laura, obrigada por participar da entrevista no Viagem Literária. Para começar nos fale um pouco sobre você e sua carreira como escritora.
Laura - Obrigada a você e aos leitores do Viagem! Eu comecei a escrever muito cedo, o primeiro livro foi aos 9 anos, dei de presente de natal para a família toda.
Quando adolescente, me apaixonei por cinema. Então pensei, “vou ser roteirista”. Mas naquela época (início da década de 90) como o cinema brasileiro estava congelado, acabei fazendo jornalismo – que foi uma ótima escola.
Depois de me formar fui fazer pós-graduação em roteiro na Califórnia e comecei a trabalhar em cinema e TV. Mas sempre alimentava a esperança de poder vir a ser escritora... e o universo conspirou a favor. Em 2004 um amigo, o Jorge Felix, me perguntou se eu não tinha nenhum livro escrito, pois estava começando uma nova editora, a Barcarolla. Eu tinha, claro, porque sempre escrevi pra burro! Quatro meses depois lançamos meu primeiro romance, Júlio&Juliano.

Li em sua biografia que você viveu alguns anos no exterior com seus pais durante sua infância, muito disso por causa da ditadura no Brasil. Fale um pouco sobre este período. Esta experiência te influenciou em algumas das passagens de Livro de Joaquim?
Laura - Saímos do Brasil em 1975. Meus pais se conheceram no Partido Comunista e eram ativistas – não da luta armada, mas da conscientização de massas. Passei um tempo na Califórnia com a minha mãe (uma tia morava lá) e depois nos mudamos para Paris. Voltamos ao Brasil com a anistia, em 1980. Esse período não só definiu quem eu sou como está (e acho que sempre estará) na minha literatura. No Livro de Joaquim toda a parte de Ibiúna é uma homenagem aos dois. Aliás, dediquei o livro aos meus pais.

Livro de Joaquim conta uma história de amor que vai de 1824 até 2013. Fale um pouco sobre como surgiu a história, suas influências e inspirações.
Laura - Quando a ideia de escrever sobre um casal que atravessa os tempos surgiu eu não sabia direito onde eles se encontrariam pela primeira vez – e nem quando. Tinha toda a história delineada na minha cabeça, mas faltavam essas peças se encaixarem. Então saí de férias com uma amiga, fomos passar o réveillon de 2009 para 2010 em Fernando de Noronha. Quando eu vi a ilha surgindo na janela do avião, comecei a chorar: era ali que Joaquim e Leah iriam viver o grande amor. Aquele pedaço de terra era lindo visto de cima e se revelou mágico quando aterrissamos. Tirei férias parciais: percorri a ilha toda fazendo entrevistas, conhecendo as praias e a história do local. E foi quando descobri que em Noronha a independência do Brasil só foi conhecida em 1824 – uma ótima data para o início do romance.
A data do final, 2013, foi mais óbvia: queria que eles se reencontrassem no final dos tempos, dia 21 de dezembro de 2012. Para mim será um marco, não de destruição, mas de reconstrução – de mais amor neste mundo, eu espero!

O romance descreve vários lugares e países diferentes. Como foi sua pesquisa, você conheceu alguns destes locais pessoalmente?
Laura - Sim, todos os locais por onde Joaquim passa eu conheço. Preferi ter a lembrança das sensações que esses locais provocaram em mim para poder escrever esse primeiro livro. Já no Livro de Leah eu me arrisquei: determinei que ela passa pela Rússia e pelo Japão, países que eu não conhecia. Mês passado eu não agüentei e consegui ir até a Rússia, foi o máximo!

Você me contou que recentemente fez uma viagem por cenários que estarão presentes no Livro de Leah. Você pode contar um pouco sobre esta experiência para os leitores?
Laura - Justamente, fui até São Petersburgo, onde aconteceu a Revolução Russa, em 1917. Foi uma viagem muito intensa, me hospedei no prédio onde a Leah morou (um prédio velho, caindo aos pedaços, cheio de marcas da história) e percorri todos os cenários possíveis. Foram apenas quatro dias, mas encheu a minha alma. Sou descendente de russos, então a viagem foi ainda mais emocional para mim.

Hoje os romances com um que de sobrenatural utilizam diversos elementos fantásticos, no seu caso foi inédito. Como surgiu a ideia e por que uma estrela cadente para torná-los imortais?
Laura - Foi um sonho que eu tive – sempre sonho com os meus livros e personagens. A estrela é um elemento muito forte na nossa cultura. É um baita símbolo. Sou muito ligada em astrologia, no universo, acredito piamente em dimensões, vida extraterrena e no poder dos astros.

Para você qual é o público alvo de Livro de Joaquim? Para mim o romance, mesmo tendo um toque de sobrenatural, não é voltado para o público adolescente. Dito isto, porque você optou por não descrever o romance entre o casal com mais detalhes quando eles dormem juntos?
Laura - Não acho que o Livro de Joaquim exclua o público adolescente, não. Mas não escrevi um livro para um público determinado, escrevi o livro que estava dentro de mim, a história que eu precisava contar. E estou me surpreendendo com o retorno: desde pré-adolescentes lendo até nonagenários! Uma coisa curiosa é que os homens estão adorando o Joaquim – e o público masculino de romances é bem restrito.
Sobre as cenas de sexo, gosto muito mais de sutilezas, de deixar para o leitor preencher as lacunas, imaginar. Mas também tem a ver com o fato da descrição ser toda dada pelo Joaquim, que é o narrador, e é um homem... e os homens não falam tanto de sexo quanto as mulheres. Leah é bem mais apimentada (em tudo).

Dando continuidade a pergunta acima, o Livro de Leah será mais carnal? Algumas leitoras fãs de romance queriam saber se o livro terá cenas mais românticas.
Laura - Sim, exatamente! Mais carnal, mais ousada, Leah trará várias surpresas. Ela aproveitou os 188 anos que passou longe de Joaquim com uma intensidade muito maior! Mas ainda assim eu amo o Joaquim! J

Joaquim apesar de muito vivido é um homem muito simples. Você se inspirou em alguém conhecido na criação do personagem?
Laura - Em vários homens. A primeira inspiração veio de um livro que minha tia-avó escreveu com as memórias da nossa família, e lá havia descrições de homens do século XIX. Evoluí a partir deste momento com Joaquim, mas quis que ele fosse um homem com o pé no chão, que vai vivendo a vida com o que ela oferece, muitas vezes passivamente. O homem real – fujo das idealizações.

Sabemos que a história de seu romance será uma duologia. Livro de Joaquim narra sua longa vida e a busca por Leah. O que poderemos esperar de diferente no Livro de Leah? É impressão minha ou a personagem terá uma vida menos burguesa do que Joaquim?
Laura - Não é impressão, não. É pura verdade, Leah desce mais fundo e, por isso, também voa mais alto. Ela aproveita a vida, suas fases são vividas com muito mais cores do que Joaquim. O amor por ele está sempre lá, mas ela busca alternativas. Fora isso, o ponto de vista feminino é muito mais reflexivo e sensual do que o masculino.

Deixando a escritora de lado, você acredita em um amor que duraria tanto tempo, mesmo com a distância e os desencontros?
Laura - Acho que é justamente esse contexto que o possibilita: por haver tanta distância e tantos desencontros o amor dos dois também fica imortalizado e idealizado. Acho que o difícil não é o amor durar, é ele sobreviver às relações...

Após o lançamento do Livro de Leah, você já tem outros projetos em andamento?
Laura - Sim, ano que vem lançarei meu primeiro livro infantil, escrito em parceria com o Gabriel O Pensador. Também pretendo começar a pesquisa do novo romance assim que terminar Leah, que pretendo lançar em 2013.

Em sua opinião como está o mercado brasileiro de publicação? Como foi o processo para conseguir uma Editora? O retorno com os leitores está sendo o que você esperava?
Laura - Está aquecido, com certeza muito melhor de quando lancei o primeiro livro, em 2004. O meu processo para conseguir a editora foi de enviar o manuscrito para várias, receber 98% de “nãos”, um “talvez” e um “sim”. Demorou mas valeu.
O retorno está sendo muito emocionante, todos os dias recebo emails, scraps e telefonemas falando de como Joaquim tocou a vida de cada leitor. É genial! Não podia estar mais feliz com a carreira que o livro está fazendo.

Um breve bate-papo:

Quando escrevo, rio, choro, sofro, emudeço, falo e ouço.
O que me inspira a vida.
No meu tempo livre escritor tem tempo livre? Eu estou sempre escrevendo, seja na cabeça ou no computador... mas me divirto muito com as minhas filhas, os amigos e a família.
Estou lendo “A nova antologia do Conto Russo” (para pesquisa do Livro de Leah), relendo “Contos de Eva Luna” (Isabel Allende), terminando “Dez dias que abalaram o mundo” (John Reed)  e começando Crossed (Ally Condie). Tenho sempre um livro em cada cômodo da casa.
Meu livro de cabeceira é Os diários de Sylvia Plath.
Sou fã de Isabel Allende.
Não gosto de livros de auto-ajuda.
Meu maior sonho é tocar a alma das pessoas com meus livros.
Não viveria sem ar!
Estou a procura de equilíbrio.
Um livro nacional que eu li e gostei (recentemente) O Zahir (Paulo Coelho)
Meu personagem preferido é Molly Bloom (de Ulysses) e Carrie Bradshaw (do Sex and The City)
Livro de Joaquim é para mim minha melhor obra!
Uma frase A fé vê o invisível, acredita no incrível e recebe o impossível.

Laura quero agradecer novamente pela entrevista e pela oportunidade de conhecer um pouco mais sobre você e de ler Pacto secreto. Quer deixar alguma mensagem aos leitores do blog?
Obrigada a você, Nanda!
Quero convidar os leitores a acreditarem e apoiarem cada vez mais a literatura nacional – e aos que já o fazem, quero agradecer. Estamos num momento de expansão cultural, no exterior a nossa imagem está super valorizada mas aqui ainda há muitas barreiras. Temos livros para todos os gostos, e melhor: falam de quem somos! Leiam os livros nacionais!
Para quem ainda não leu o Livro de Joaquim, no meu site www.lauramalin.com há o primeiro capítulo de graça. Convido todos a embarcarem nesta viagem pelo tempo, espaço e amor de Joaquim e Leah.
Quem quiser mais notícias da minha carreira e dos livros pode me seguir no twitter @lmalin e no facebook lauramalin27
Livro de Joaquim pode ser comprado em todas as livrarias online e nas grandes redes do país. Boas leituras e ótimas festas!!!

Laura Malin é a autora nacional do mês de dezembro no Viagem Literária. Se você ainda não conhece o trabalho da autora confira a resenha de Livro de Joaquim e participe da promoção que fica no ar até dia 31.12.2011 e concorra a 3 exemplares do livro. Você também pode conferir o vídeo com a opinião da Vozinha aqui.

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