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Viajando no mundo das cores

Numbers - Rachel Ward

>>  quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

WARD, Rachel. Numbers: Tempo de fuga. São Paulo: Editora iD, 2011. 352p. (Numbers, v.1) Título original: Numbers – Time to run.

“Eu já estava cansada de ser eu mesma. Depois da vida de merda que eu tinha levado por tanto tempo – afastada de todos, sozinha -, quando finalmente as coisas começaram a ir um pouco melhor para mim, tudo teve que dar errado de novo. Encolhida ali no chão, eu queria ser qualquer outra pessoa – ou, se possível, ninguém. Mas então uma sensação de conforto muito estranha tomou conta de mim. Ora, se era mesmo verdade que eu não tinha nada, isso também queria dizer que agora eu podia fazer o que bem entendesse da minha vida. Eu estava livre. Não tinha mais nada a perder.” p.70

Se o que você procura em um livro é um bom romance, personagens fofos e uma história previsível e feliz... este definitivamente não é o seu livro, sério, pode parar esta resenha por aqui. Por outro lado, se você não tem medo do que possa encontrar em um YA com uma pequena dose de sobrenatural, com personagens reais e pouco simpáticos e com um final bem diferente do esperado, este é o seu “número”. Conheça Numbers: Tempo de fuga, primeiro volume da trilogia de Rachel Ward.

Jem é baixinha, tem cabelos castanhos e é tão magra que parece um menino. Aos 15 anos já passou por diversos lares adotivos e hoje mora com Karen, mas ela sabe que não será por muito tempo. As pessoas se cansam logo dela e a mandam para outro lugar, como se fosse um assessório pouco desejado e fora de moda. Apesar de triste, isto não é o mais importante sobre ela, o importante são os números.

Desde bem criança ela conseguia vê-los, sabia que cada pessoa tinha um número só dela, ela olhava nos seus olhos e sabia, mas só quando a mãe morreu entendeu o que era. Ela tinha 8 anos quando encontrou a mãe morta na cama, vítima de overdose, nos seus olhos apagados ela já não podia ver os números e descobriu que cada pessoa carregava o dia de sua morte bem ali. Custou para descobrir que só ela podia enxergá-los, demorou mais ainda para entender o quanto aquilo era ruim.

“Qualquer que fosse a vida que eu tivesse ao lado dela seria melhor do que a vida cigana que eu levava, sendo jogada de um lado para outro, conforme os outros se cansavam de mim, sem nunca poder chamar um lugar de lar novamente. O que não é fácil de verdade é ser a filha de ninguém.” P. 155

Ela nunca falou sobre isto, passou a olhar para o chão sempre, sem querer encarar ninguém, sem querer conhecer alguém e já saber o dia que a pessoa ia morrer. Ela não sabia como iria acontecer, mas os números nunca falharam. Ela sabia que Karen só tinha mais 3 anos, olhava para o seu professor e via que ele iria morrer assim que se aposentasse daquela vida de merda.

Sim, Jem não vivia em uma vizinhança feliz. Ela era da “classe especial” do Professor McNulty junto com um bando de fracassados como ela. Meninos e meninas sem futuro, que andavam armados, usavam drogas ou só não tinham nada pelo que lutar. Em uma vizinhança pobre e perigosa, eles eram a escória, o tipo de gente que você atravessa a rua quando vê... vai me dizer que nunca fez isto?

Jem não se importa, ela evita as pessoas porque é melhor assim. Até que conhece Spider, o cara esquisito e fedorento da sua sala que insiste em falar com ela. Negro, magrelo, com quase dois metro de altura e um odor impossível de ignorar, ele estava sempre falando, sorrindo e balançando os braços; era algo irritante.

Mas, pela primeira vez, ela faz um amigo. Spider era um cara legal, divertido, alguém que se importava com ela. Porém, ela já sabe o seu número, sabe que ele tem apenas 3 meses pela frente e não tem nada que ela pode fazer para evitar.

Pela primeira vez ela está vivendo algo totalmente novo, até que um terrível acidente na London Eye os coloca em uma fuga alucinante. Todas aquelas pessoas com o mesmo número, agora ela precisava correr, correr e fugir antes que fosse tarde demais.

Me surpreendi muito com o enredo de Numbers: tempo de fuga, me interessei pelo livro pela capa linda e sinopse diferente, mas a história é louca, realista e triste. Os protagonistas não são apaixonantes, o menino não é gatinho, a menina não é simpática e seus diálogos têm muitas gírias e palavrões. Porém a história é super diferente o final me deixou com o cabelo em pé. A minha leitura alternou momentos em que eu adorava o livro com outros em que eu achava péssimo tudo.

Jem irrita muitas vezes com suas atitudes impensadas, eles vão fazendo besteira atrás de besteira e tudo vira uma bola de neve. O final por um lado dá muita raiva por outro é incrível, só lendo para saber. Jem tem um talento não explicado, aqueles números não podem ser usados para o bem, ela não pode mudar o destino, ela apenas sabe, e isto é frustrante. Os outros personagens são muito pouco explorados, mas gostei muito da avó de Spider.

O livro tem final, a continuação terá outro protagonista e não posso contar nada sobre isto, na verdade, só de vocês lerem a sinopse do segundo livro já é um super spoiler, então não leiam antes deste rs. Fiquei muito curiosa para ler o segundo livro, meu queixo quase caiu no final deste. =]

A autora foi corajosa, principalmente ao colocar protagonistas tão pouco apaixonantes. Era só ela colocar um Spider lindo e todos se derreteriam por ele, ai ela coloca um protagonista fedorento e pobre, sem nenhum futuro pela frente.  E quando acontece algo entre eles, é triste e lindo ao mesmo tempo.

Recomendo para quem gosta de tramas bem diferentes e não tem medo de uma dose de realidade bem sofrida. Leiam! Quem leu me conte o que achou.

Trilogia Numbers de Rachel Ward
  1. Numbers: Tempo de fuga (Título original: Numbers – time to run)
  2. Numbers 2: O caos (The chaos)
  3. Infinity (ainda não lançado no Brasil).
Avaliação (1 a 5):

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