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Viajando no mundo das cores

Fogo - Kristin Cashore

>>  quarta-feira, 17 de abril de 2013



CASHORE, Kristin. Fogo: Como tudo começou. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2013. 512p. (Sete Reinos, V.2).Título original: Fire.

“Ela nunca fora ferida acidentalmente até então. Era difícil saber como classificar esse ataque em sua mente; chega a parecer engraçado. Tinha uma cicatriz de punhal no antebraço e outra em sua barriga. Uma em formato de goiva, causada por uma fecha, anos antes, em suas costas. Era uma coisa que acontecia de vez em quando. Para cada homem pacífico, havia outro que queria feri-la, até matá-la, porque ela era uma criatura deslumbrante que ele não poderia possuir. Ou porque ele havia desprezado o pai dela.” p.43

Apesar de ser o segundo volume da série Sete Reinos, este é um livro completamente independente, e já começo a resenha assim para aqueles que não gostam de séries ou que evitam spoilers, podem ficar tranquilos. A continuação do queridinho Graceling, se passa mais de 30 anos antes do primeiro livro da série, mas a autora continua criando romances épicos e repletos de fantasia maravilhosos. Hoje confira o que espera você em Fogo da Kristin Cashore.

As misteriosas florestas das Dells são repletas de perigos e de seres fantásticos, a maioria alvo de caçadores ou dos próprios soldados do Rei, que matam os monstros para sobreviver. Mas existe um outro tipo de mostro, selvagem, irresistível e que agora quase que só existe em lendas, o monstro humano. Fogo é a última que restou de sua raça, e é nas florestas que ela vive, nunca saiu de lá, ao contrário de seu pai Cansrel, o primeiro conselheiro do Rei Nax, que foi também sua ruína.

Cansrel era tudo que Fogo tinha, seu pai, o único ser que se parecia com ela, que tinha os mesmos poderes. Mas ela também o odiava e temia, ele usava seus poderes para o mal, era cruel e vingativo. Era egoísta e mesquinho, era tudo o que ela temia ser. E por isso, mesmo anos depois da morte de seu pai, Fogo temia e evitava usar seus poderes, ela odiava entrar na mente dos homens e controlá-los e só fazia isso para se defender. Os homens viviam tentando matá-la, ela ficava escondida e também tinha segredos que queria esconder.

Fogo estava sempre próxima de Archer Brocker, que eram como sua família. Archer tinha sido seu melhor amigo desde sempre, hoje ele era mais do que isso, mas ele a amava e Fogo jurara nunca se casar, ela não queria gerar mais um monstro. Brocker foi quem realmente a criou, que ensinara a Fogo como ser diferente do pai. Ele já fora o comandante militar mais brilhante das Dells, até que o Rei voltou sua fúria contra ele, incapacitando-o pelo resto da vida.

Mas agora o Rei Nax estava tão morto quando seu pai, e eram os dois príncipes que comandavam o reino. Nash era o rei, Brigan o comandante militar. Eles queriam restaurar o reino, deixar para trás um reinado pavoroso, mas tinham fortes inimigos para combater. A guerra era iminente.

E eles querem Fogo na cidade do rei, para espionar e usar seus poderes para o bem do reino. Ela precisa decidir se pode fazer isso, se quer usar seus poderes, sem correr o risco de se tornar o monstro que seu pai foi.

~~~~~~~

A autora continua fantástica, criando enredos deliciosos e aventuras épicas que conduzem o leitor por mundos maravilhosos. E o enredo deste livro continua tão bom quanto o anterior; um reino ameaçado, uma guerra pelo controle das Dells, inimigos poderosos e batalhas sangrentas. Dois príncipes, ambos fascinados pela menina monstro, um completamente encantado pela sua beleza, outro que a odeia e teme seus poderes. Fogo com sua beleza sobre humana, escondendo-se atrás de lenços, roupas largas, evitando chamar a atenção. A menina assustada e traumatizada, que carrega a herança dos horrores causados pelo pai morto.

Eu devorei o livro e fiquei grudada a cada linha, torcendo pelo Reino e curiosa para saber o que viria a seguir. Por outro lado, os personagens não são tão apaixonantes quanto os de Graceling. Falta a Fogo o carisma, a coragem e a paixão de Katsa.

Fogo é uma menina medrosa, que cresceu horrorizada com o que era, e demora muito para amadurecer e encarar a vida de frente. Ela é frágil demais, sofrida demais, um porre demais rs. A autora construiu personagens bem humanos e dá para compreender o medo da moça, mas em alguns momentos me cansaram.

Por outro lado temos uma criança encantadora, Hanna. Os outros príncipes também são ótimos, Clara Garan. Apenas um personagem aparece nos dois livros, o terrível Leck, e embora tenha sido ótimo saber mais sobre ele, achei que o vilão merecia mais destaque. O romance não me arrebatou como o do livro anterior, nem posso falar muito sobre ele porque seria spoiler, mas eu gostei do casal.

Um outro fator me chamou a atenção e mesmo eu não me preocupando com este tipo de abordagem, acho que pode incomodar alguns leitores. A autora quebra muitos tabus no livro, ela fala abertamente de sexo sem casamento, relações homossexuais e filhos fora do casamento. Mas isso acontece muito e no Reino não existe nenhuma crítica sobre o assunto, é tudo considerado muito normal. As crianças não são vistas como bastardos, as moças – mesmo sendo da realeza – não são criticadas por este comportamento, achei a coisa toda bem diferente do que lemos normalmente e em certo nível, exagerado.

Uma das vantagens da série é que pelo jeito os livros serão todos bem independentes, você pode ler somente este, somente Graceling e terá o entendimento total da historia. E o terceiro pelo jeito continua assim, o próximo livro Bitterblue  irá se passar oito anos após Graceling. Estou ansiosa, pois neste temos a chance – pelo menos – de rever alguns personagens do livro 1.

Indico a leitura para os fãs de romances épicos e fantasia, a leitura é deliciosa e não é um livro que você irá arrepender de ter lido/comprado. Leiam!!

Série Sete Reinos de Kristin Cashore
  1. Graceling: o dom extraordinário (Título original: Graceling)
  2. Fogo: como tudo começou (Fire)
  3. Bitterblue  (Ainda não lançado no Brasil).
Avaliação (1 a 5):

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